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Resenhas

RESENHA: Bird Box (2018)

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Bird Box

[Por Geraldo de Fraga]

Vamos contextualizar, antes de mais nada, o universo em que se passa Bird Box. O roteiro nos mostra duas linhas de tempo. No passado, vemos como um evento sobrenatural teve início. Algum tipo de criatura invadiu a Terra e quem quer que entre em contato visual com ela enlouquece e se mata (algo parecido com o que acontece em Fim dos Tempos, de M. Night Shyamalan).

No presente, cinco anos após o início da confusão, acompanhamos Malorie (Sandra Bullock) vivendo isolada com duas crianças. Pelo rádio, ela descobre que há um lugar seguro para os humanos, mas que para chegar lá ela terá que descer de barco por um rio perigosíssimo. E, para piorar, eles terão que ir vendados, pois ainda existe a ameaça de ver as criaturas e enlouquecerem. Impossível também não lembrar de Um Lugar Silencioso, de John Krasinski, por conta de se trabalhar a questão da privação de um dos sentidos, no caso de Bird Box, a visão.

Quando o filme nos mostra o início dos acontecimentos, com vários personagens presos dentro de uma casa, apesar de todos os clichês de histórias pós-apocalípticas, ainda há um certo gás. Vamos acompanhando as descobertas dos sobreviventes pouco a pouco, e juntando as peças para entender em que condições está a personagem de Sandra Bullock no futuro.

Porém, isso não se sustenta por muito tempo. Talvez no livro que deu origem ao roteiro, a coisa seja mais bem detalhada, mas aqui é meio confuso. E piora quando descobrimos que a ameaça atinge algumas pessoas de forma diferente. Mas o pecado de Bird Box é a falta de tensão. É inadmissível que um filme com essa pegada não deixe o espectador grudado no sofá.

Nem as sequências de aventura rio abaixo são suficientes para arrancar do público qualquer momento de grande aflição. Assim como os dois filmes lembrados acima, Bird Box também usa o horror para passar uma mensagem sobre família. Talvez, focado mais nisso, tenha esquecido de amedrontar a gente.

Escala de tocância de terror:

Direção: Susanne Bier
Roteiro: Eric Heisserer (baseado no livro de Josh Malerman)
Elenco: Sandra Bullock, Trevante Rhodes e John Malkovich
Origem: EUA
Ano de lançamento: 2018

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1 comentário

1 comentário

  1. André Cavallini

    21 de dezembro de 2018 a 15:20

    Ainda não vi Bird Box, mas imaginei que seria algo como Um Lugar Silencioso, mudando apenas o sentido suprimido… Já vi que vou ficar decepcionado kkk

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RESENHA: O Farol (2019)

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[Por Rodrigo Rigaud]*
Após A Bruxa, difícil resistir a lançar holofotes sobre o novo longa de Robert Eggers – ainda o segundo de sua carreira. Para quem mergulhou no universo de isolamento, fanatismo, loucura e fantasia – um horror, de fato – de seu filme debut, O Farol (The Lighthouse) poderá soar como um naufrágio na potência de seu cinema. (mais…)

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RESENHA: Contato Visceral (2019)

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Contato Visceral

Sinceramente, alguns títulos traduzidos da Netflix atrapalham mais do que ajudam na hora de decidir o que ver. Se não fosse alguns colegas falarem bem de “Wounds“, eu jamais chegaria perto de assistir o filme que está no catálogo de streaming com o nome de “Contato Visceral“.

Dirigido por Babak Anvari, o mesmo autor de “À Sombra do Medo” (Under The Shadow), esta produção com selo Netflix vai fisgar a atenção de quem curte um horror sobrenatural perturbador.

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SÉRIE: Marianne (2019)

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marianne
[Por Felipe Macedo]

Histórias de bruxas sempre fascinaram o público. Sejam elas voltadas pra algo mais assustador ou infantil, essas personagens sempre causaram certo impacto. A lenda da bruxa má povoa nossa imaginação desde a infância em histórias como “João e Maria” e depois na vida adulta em filmes como “ Suspiria ”.

A Netflix sabendo do interesse sobre o tema e na falta de produções atuais sobre o assunto, trouxe recentemente para seu catálogo a série francesa “Marianne” prometendo noites insones para o público. A trama acompanha Emma, uma jovem escritora de bastante sucesso devido a uma série de livros onde a bruxa Marianne, literalmente toca o terror. Forçada a voltar para a cidade de Eden, uma pequena cidade costeira na França, lá ela descobre que sua personagem é real e está a procura de algo. Agora cabe a Emma e seus amigos de infância colocarem um fim no reinado de terror de Marianne.

Bem, qualquer semelhança com algumas historias de Stephen King não é mera coincidência. É notável a influência do autor em toda a história. O clima soturno e uma criatura realmente maligna norteiam a trama com alguns momentos cabulosos. Pena que isso não dure muitos episódios. Apesar de ter bastantes clichês do gênero, no começo a série me prendeu e logo em seguida me fez revirar os olhos diversas vezes. A tentativa de humor, no entanto, é totalmente descabida, sem agradar em nenhum momento gerando até irritação em uma quebra de clima.


O formato de série não ajudou no desenvolvimento dos demais personagens. Tirando Emma e Marianne, os outros são apenas estereótipos de filmes de terror. Pra piorar não são carismáticos e a medida que somem ou morrem na história, isso não acarreta peso algum. E isso é um grande problema no roteiro. A falta de consequências em situações que deveriam repercutir são esquecidas rapidamente. Num filme, isso é compreensível pela questão do tempo, mas numa série? Parece preguiça mesmo.

O número de episódios também poderia ter sido reduzido para no máximo uns seis. Tanto é que no meio da temporada temos muita encheção de linguiça. No fim, “Marianne” tem uma premissa boa, uma vilã realmente aterradora, mas os jumpscares em desmasia e a tentativa a todo custo de parecer um enlatado americano tiram muito de sua graça.

Escala de tocância de terror:

Criador: Samuel Bodin
Elenco: Victorie Du Bois, Lucie Boujenah, Alban Lenoir e outros
País de origem: França
Ano de lançamento: 2019

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