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Resenhas

RESENHA: Como Eu Morro (2016)

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Como Eu Morro

[Por Jarmeson de Lima]

Não é incrível esses filmes que mexem com o futuro, dão umas pitadas de ficção científica e descambam pro horror? Confesso que o que me atraiu em “Como Eu Morro” (Tell Me How I Die) foi justamente essa fórmula com um enredo com um potencial criativo.

Temos aqui um bando de jovens universitários que são selecionados para uma pesquisa que envolve uma “droga” que pode melhorar a capacidade de memorização das pessoas. Existe todo um bla bla bla em torno do estudo e como chegaram a isso. Mas o importante é que ninguém ali está sendo forçado a nada. São cobaias voluntárias que se submetem a um teste num local isolado e que aparentemente não teria nada demais.

Motivados pela grana e não pela ciência, os jovens encaram o desafio e recebem doses do tal soro que vai ajudar a fortalecer as ligações cerebrais. Sendo que aí vem os previsíveis efeitos colaterais… E um desses efeitos é a capacidade de terem um “deja vu” do futuro. Entendeu, né?! Um vislumbre do futuro antes de ter acontecido. E como estamos diante de uma produção de horror, a tal visão não será nada agradável.

É com essa premissa meio “Premonição” que “Como Eu Morro“, que está disponível no catálogo da Netflix, se mantém. E assim como acontece com os personagens de seu parente mais famoso no cinema, a galera aqui também tenta escapar de seu trágico destino fazendo o contrário do que estavam predestinados a realizar… mas sempre surge um imprevisto como um paciente enloquecido aqui, um assassino psicopata ali, um cadável acolá…

Em meio a uma hora e quarenta e sete minutos, nós como espectadores somos surpreendidos diversas vezes por cenas que não sabemos bem se são sonhos, “deja vu” ou alucinações dos personagens. De certa forma, isso até poderia ser bom, mas depois de um tempo cansa.

Na ânsia de entregar um produto que saia da vala comum dos “filmes que parecem Black Mirror“, pode ter sido essa a razão de terem feito um controverso final que surpreende até os mais céticos. Penso até se seria proposital ou não o desfecho da forma como está… mas mesmo que tivesse o poder dessa premonição, aconselharia você a assistir mesmo sem saber se vai reclamar ou não depois.

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RESENHA: O Farol (2019)

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[Por Rodrigo Rigaud]*
Após A Bruxa, difícil resistir a lançar holofotes sobre o novo longa de Robert Eggers – ainda o segundo de sua carreira. Para quem mergulhou no universo de isolamento, fanatismo, loucura e fantasia – um horror, de fato – de seu filme debut, O Farol (The Lighthouse) poderá soar como um naufrágio na potência de seu cinema. (mais…)

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RESENHA: Contato Visceral (2019)

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Contato Visceral

Sinceramente, alguns títulos traduzidos da Netflix atrapalham mais do que ajudam na hora de decidir o que ver. Se não fosse alguns colegas falarem bem de “Wounds“, eu jamais chegaria perto de assistir o filme que está no catálogo de streaming com o nome de “Contato Visceral“.

Dirigido por Babak Anvari, o mesmo autor de “À Sombra do Medo” (Under The Shadow), esta produção com selo Netflix vai fisgar a atenção de quem curte um horror sobrenatural perturbador.

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SÉRIE: Marianne (2019)

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marianne
[Por Felipe Macedo]

Histórias de bruxas sempre fascinaram o público. Sejam elas voltadas pra algo mais assustador ou infantil, essas personagens sempre causaram certo impacto. A lenda da bruxa má povoa nossa imaginação desde a infância em histórias como “João e Maria” e depois na vida adulta em filmes como “ Suspiria ”.

A Netflix sabendo do interesse sobre o tema e na falta de produções atuais sobre o assunto, trouxe recentemente para seu catálogo a série francesa “Marianne” prometendo noites insones para o público. A trama acompanha Emma, uma jovem escritora de bastante sucesso devido a uma série de livros onde a bruxa Marianne, literalmente toca o terror. Forçada a voltar para a cidade de Eden, uma pequena cidade costeira na França, lá ela descobre que sua personagem é real e está a procura de algo. Agora cabe a Emma e seus amigos de infância colocarem um fim no reinado de terror de Marianne.

Bem, qualquer semelhança com algumas historias de Stephen King não é mera coincidência. É notável a influência do autor em toda a história. O clima soturno e uma criatura realmente maligna norteiam a trama com alguns momentos cabulosos. Pena que isso não dure muitos episódios. Apesar de ter bastantes clichês do gênero, no começo a série me prendeu e logo em seguida me fez revirar os olhos diversas vezes. A tentativa de humor, no entanto, é totalmente descabida, sem agradar em nenhum momento gerando até irritação em uma quebra de clima.


O formato de série não ajudou no desenvolvimento dos demais personagens. Tirando Emma e Marianne, os outros são apenas estereótipos de filmes de terror. Pra piorar não são carismáticos e a medida que somem ou morrem na história, isso não acarreta peso algum. E isso é um grande problema no roteiro. A falta de consequências em situações que deveriam repercutir são esquecidas rapidamente. Num filme, isso é compreensível pela questão do tempo, mas numa série? Parece preguiça mesmo.

O número de episódios também poderia ter sido reduzido para no máximo uns seis. Tanto é que no meio da temporada temos muita encheção de linguiça. No fim, “Marianne” tem uma premissa boa, uma vilã realmente aterradora, mas os jumpscares em desmasia e a tentativa a todo custo de parecer um enlatado americano tiram muito de sua graça.

Escala de tocância de terror:

Criador: Samuel Bodin
Elenco: Victorie Du Bois, Lucie Boujenah, Alban Lenoir e outros
País de origem: França
Ano de lançamento: 2019

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