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RESENHA: A Face do Mal (2014)

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A Face do Mal

Por Geraldo de Fraga

A Face do Mal” (Haunt) conta a história de uma família que se muda para uma casa supostamente assombrada, onde da família anterior só sobrou a matriarca. O marido e seus três filhos morreram há alguns anos atrás em condições misteriosas. Tá pouco de clichê? Eu mando mais: O filho dos novos moradores, Evan, conhece a vizinha problemática Sam e os dois começam a ter um romance.

Sam confessa que já esteve na casa, no período em que ela se encontrava vazia, e mostra a Evan um aparelho eletrônico que pode captar vozes do além e, assim, o jovem casal tenta contato com os fantasmas. A brincadeira, lógico, não dá certo e desperta um espírito maligno que começa a infernizar a casa.

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Às vezes, bons filmes começam com velhos clichês, mas uma reviravolta ou outra na trama costuma dar um aspecto de novidade. Mas não é o que acontece com A Face do Mal. O roteiro de Andrew Barrer, também estreante no cinema, leva, cada vez mais, o espectador por um caminho que ele já percorreu dezenas de vezes. Nada foge do esperado.

Temos a irmã mais nova sofrendo influência da assombração. Afinal, a criança tem mais sensibilidade com o sobrenatural. Temos a ex-moradora da casa assombrada dizendo como acabar com o espírito maligno, sendo que ela própria morou lá e não deu conta do recado. Sem contar que a aparência do vilão do filme é pra lá de pobre e os responsáveis pelos efeitos especiais usam aqueles truques muito manjados, como colocar o monstro para se mexer de forma robótica e dando aquela tremidas como uma imagem de TV fora do ar.

O elenco não se sobressai, mas também não compromete. Nem se escalassem os melhores atores da atualidade sairia algo de bom de um roteiro tão fraco. O final é pessimista, fato louvável em qualquer filme de terror que se preze, mas quando ele chegou, o estrago já estava feito.

Títudo nacional: A face do mal
Direção: Mac Carter
Roteiro: Andrew Barrer
Elenco: Jacki Weaver, Liana Liberato, Harrison Gilbertson
Origem: EUA

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1 comentário

  1. Jota McQuade

    20 de outubro de 2019 a 21:01

    O filme tem um ritmo e um clima lúgubre que me agrada muito num filme de terror, mas peca na hora de querer pregar alguns sustos, partindo para aqueles efeitos de câmera acelerada e nervosa, o que quase toda tralha que saiu nos últimos anos faz também. Mas acho que o ritmo e o clima do filme faz com que ele não seja de se jogar completamente no lixo.
    O clímax do filme também não te dá uma boa sensação de “fechamento forte do arco de uma história”, mas é a vida…
    A verdade é que é um filme esquecível, mas eu sempre gosto de apontar algum mérito.

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RESENHA: Quando as Luzes se Apagam (2016)

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Quando as Luzes se Apagam

[Por Jarmeson de Lima]

Em sua essência, “Quando as Luzes se Apagam” é mais um drama familiar sobrenatural. Temos aqui uma mãe traumatizada, uma criança assustada, um pai desaparecido e uma filha rebelde compondo o núcleo principal desta produção que nos envolve em uma trama alegórica sobre o medo do escuro.
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RESENHA: A Visita (2015)

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A Visita

Por Júlio César Carvalho

Para uns, M. Night Shyamalam é um gênio, mas pra outros, o diretor não passa de uma farsa. Na minha visão, a carreira do rapaz se resume assim: em 1999, Shyamalam ganhou a atenção do mundo com o clássico contemporâneo O Sexto Sentido (The Sixth Sense) e em seguida, se superou com o ótimo Corpo Fechado (Unbreakable, 2000). Depois vieram Sinais (Signs, 2002) e A Vila (The Village, 2004) que apesar de bons, começaram a causar dúvidas em muitos a respeito da sua suposta genialidade. (mais…)

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RESENHA: O Poço (2020)

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O Poço

Com uma produção modesta com apoio do governo espanhol e distribuição da Netflix, “O Poço” (El Hoyo) mescla mistério, drama e ficção científica numa trama que é fácil de resumir, mas difícil de explicar. Assim como obras como “Cubo” e “Demônio“, a ação deste filme se concentra em alguns poucos cenários, restando aos atores imprimir um trabalho que chama a atenção do público.

O estreante em direção de longas, Galder Gaztelu-Urrutia, apresenta aqui uma história que se passa em uma espécie de prisão vertical, em que cada andar abriga dois presos. A plataforma não possui grades ou janelas… apenas as paredes, camas e um buraco no chão e no teto que é por onde uma vez por dia desce uma grande mesa de comida.

E é através do comportamento dos presos frente às refeições que são destrinchadas analogias sociais de opressão, solidariedade e das relações de poder que vão de cima para baixo literalmente. Quem tem sorte de ficar nos níveis superiores tem a chance de comer as refeições com os pratos ainda intactos e limpinhos. Já quem está mais abaixo vai tendo que se contentar com o que vai sobrando sem que nehum dos confinados tenha a preocupação de deixar algo para quem vai se alimentar depois. 

Nesta situação de isolamento dividida em um lugar onde você não queria estar e com quem você não queria conviver, o lado obscuro de cada um se revela e podemos esperar o pior na medida em que vemos o que acontece nos níveis inferiores do Poço. Podia ser só um filme tipo crítica social ao sistema carcerário, mas ele abrange uma metáfora maior sobre nossa presença no mundo e nossa responsabilidade diante da escassez e desperdício de alimentos.

Apesar de ter um ritmo mais reflexivo, “O Poço” sempre guarda cenas impactantes (e com boa dose de gore) no desdobramento de sua história garantindo uma certa fluidez pra quem assiste. Obras assim que oferecem algo a mais do que aparentam estão em falta no cardápio da Netflix, mas são sempre bem vindas.

Escala de tocância de terror:

Título original: El Hoyo
Diretor: Galder Gaztelu-Urrutia
Roteirista: David Desola
Elenco: Ivan Massagué, Zorion Eguileor, Antonia San Juan
País de origem: Espanha

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