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RESENHA: One Cut of The Dead (2018)

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One Cut of The Dead
[Por Jarmeson de Lima]
A premissa aqui é maravilhosa. Um filme japonês de zumbis com um plano sequência sem cortes! Estrelando: um diretor alucinado, uma equipe inexperiente e um elenco amador. Não podia ser melhor, certo? Sendo que não é beeeem assim.

Assim que você dá o play em “Plano Sequência dos Mortos” (One Cut of the Dead) somos brindados com essa tão falada longa tomada com o que seria uma produção de terror de baixo orçamento. No filme dentro do filme, uma invasão zumbi ocorre em paralelo a essa gravação atacando os atores e os técnicos.
Por pouco mais de meia hora, vemos essa sequência ocorrer da maneira mais bizarra e improvável possível, assim como acontece com a maioria dos longas de terror que vem da Terra do Sol Nascente. Daí o momento found-footage termina e é revelada uma surpresa após os créditos que faz com que ele se torne ainda mais inusitado! Mas é aqui que paro de falar da história do filme pra não dar spoiler.

Com uma produção real de oito dias com um custo irrisório de 25 mil dólares, o longa faturou só nesse boca a boca virtual cerca de 25 milhões viralizando a tal ponto de já estar disponível em canais de streaming mundo afora e até em catálogo de filmes em vôos internacionais.
Uma coisa é certa, em uma época em que estamos tão saturados de filmes de zumbis, “Plano-Sequência dos Mortos” funciona bem e nos traz um roteiro criativo. Pode também parecer batido brincar com metalinguagem, mas também assim ele se garante apesar de umas forçadinhas de barra aqui e ali.

Pra quem é nostálgico pelos SOVs (Shot on Video), a segunda metade do longa é um deleite que apresenta tudo o que pode e não pode rolar num filme de terror. Sangue, atuação cretina e risadas estão garantidas.

Escala de tocância de terror:

Diretor: Shin’ichirô Ueda
Roteiro: Shin’ichirô Ueda (screenplay)
Elenco: Takayuki Hamatsu, Yuzuki Akiyama, Harumi Shuhama
Ano de produção: 2017
País de origem: Japão

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RESENHA: O Farol (2019)

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[Por Rodrigo Rigaud]*
Após A Bruxa, difícil resistir a lançar holofotes sobre o novo longa de Robert Eggers – ainda o segundo de sua carreira. Para quem mergulhou no universo de isolamento, fanatismo, loucura e fantasia – um horror, de fato – de seu filme debut, O Farol (The Lighthouse) poderá soar como um naufrágio na potência de seu cinema. (mais…)

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RESENHA: Contato Visceral (2019)

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Contato Visceral

Sinceramente, alguns títulos traduzidos da Netflix atrapalham mais do que ajudam na hora de decidir o que ver. Se não fosse alguns colegas falarem bem de “Wounds“, eu jamais chegaria perto de assistir o filme que está no catálogo de streaming com o nome de “Contato Visceral“.

Dirigido por Babak Anvari, o mesmo autor de “À Sombra do Medo” (Under The Shadow), esta produção com selo Netflix vai fisgar a atenção de quem curte um horror sobrenatural perturbador.

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SÉRIE: Marianne (2019)

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marianne
[Por Felipe Macedo]

Histórias de bruxas sempre fascinaram o público. Sejam elas voltadas pra algo mais assustador ou infantil, essas personagens sempre causaram certo impacto. A lenda da bruxa má povoa nossa imaginação desde a infância em histórias como “João e Maria” e depois na vida adulta em filmes como “ Suspiria ”.

A Netflix sabendo do interesse sobre o tema e na falta de produções atuais sobre o assunto, trouxe recentemente para seu catálogo a série francesa “Marianne” prometendo noites insones para o público. A trama acompanha Emma, uma jovem escritora de bastante sucesso devido a uma série de livros onde a bruxa Marianne, literalmente toca o terror. Forçada a voltar para a cidade de Eden, uma pequena cidade costeira na França, lá ela descobre que sua personagem é real e está a procura de algo. Agora cabe a Emma e seus amigos de infância colocarem um fim no reinado de terror de Marianne.

Bem, qualquer semelhança com algumas historias de Stephen King não é mera coincidência. É notável a influência do autor em toda a história. O clima soturno e uma criatura realmente maligna norteiam a trama com alguns momentos cabulosos. Pena que isso não dure muitos episódios. Apesar de ter bastantes clichês do gênero, no começo a série me prendeu e logo em seguida me fez revirar os olhos diversas vezes. A tentativa de humor, no entanto, é totalmente descabida, sem agradar em nenhum momento gerando até irritação em uma quebra de clima.


O formato de série não ajudou no desenvolvimento dos demais personagens. Tirando Emma e Marianne, os outros são apenas estereótipos de filmes de terror. Pra piorar não são carismáticos e a medida que somem ou morrem na história, isso não acarreta peso algum. E isso é um grande problema no roteiro. A falta de consequências em situações que deveriam repercutir são esquecidas rapidamente. Num filme, isso é compreensível pela questão do tempo, mas numa série? Parece preguiça mesmo.

O número de episódios também poderia ter sido reduzido para no máximo uns seis. Tanto é que no meio da temporada temos muita encheção de linguiça. No fim, “Marianne” tem uma premissa boa, uma vilã realmente aterradora, mas os jumpscares em desmasia e a tentativa a todo custo de parecer um enlatado americano tiram muito de sua graça.

Escala de tocância de terror:

Criador: Samuel Bodin
Elenco: Victorie Du Bois, Lucie Boujenah, Alban Lenoir e outros
País de origem: França
Ano de lançamento: 2019

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