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RESENHA: Nightflyers (2019)

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[Por Jarmeson de Lima]

Os algoritmos da Netflix andam a 1000 km/h ultimamente. Meio que já deu pra sacar como é o modus operandi deles, né?! São esses dados de preferência dos usuários e as tendências de consumo mundial que estão norteando a gigante do streaming audiovisual. E quando não conseguem algo de ponta, eles apelam pra um ‘remake’ tipo o seriado de “Perdidos no Espaço” ou adaptam histórias pouco conhecidas de escritores famosos a exemplo de “1922” de Stephen King.

No caso em questão, temos “Nightflyers“, um conto de George R. R. Martin (que todos sabem bem que é o autor de “Game of Thrones” e suas “Crônicas de Gelo e Fogo“) que se passa em uma missão espacial em busca de contato com uma raça alienígena. O texto foi escrito em 1980, publicado em uma compilação em 1985 e ganhou uma adaptação em 1987, sendo lançado em VHS e congêneres.

Ou seja… “Nightflyers” é mais uma produção deluxe com assinatura da Netflix baseada em material não-inédito. Mas como o filme de 32 anos atrás era bem fraquinho em termos técnicos, o SyFy deu um upgrade nos efeitos e nessa parceria criou a série que está agora disponível em streaming. E aproveitando-se do charme que a “grife” R.R. Martin dá, mesmo sendo uma história que nada tem a ver com castelos e dragões, o marketing foi feito e encaramos pra ver qualé.

A princípio, a série não é muito diferente de outras histórias contemporâneas de ficção científica que se passam no espaço com uma tripulação a bordo para uma missão. Daí você já imagina que aparecem os clichês de sempre com personagens afetados com flashbacks perturbadores e máquinas que adquirem vontade própria com portas que abrem e fecham quando querem. Tudo isso ainda dá pra relevar de boa, uma vez que a maior parte dessas histórias não foge disso.

A grande missão da Nightflyer é a de finalmente encontrar vida extraterrestre em uma nave identificada numa rota galática. Sendo que por não saberem como podem se comunicar com os alienígenas, decidiram levar também um jovem telepata a bordo. Este “L1” (cujo significado não é bem explicado), causa estranhamento desde o início da missão e é acusado de provocar mortes e ataques de pânico nas pessoas, apimentando ainda mais a tensão presente na estação espacial.

Nisso aí tem um pouco de “Enigma do Horizonte“, “Black Mirror” e “Alien“, obviamente. O ritmo da série começa bem com situações incômodas, mortes e mistérios a serem desvendados, mas é bem irregular com episódios descartáveis quando querem se aprofundar na psique dos passageiros.

A julgar pela fria recepção pelo mundo, o futuro de Nightflyers é indefinido e a missão no espaço pode ser abortada após o 10º episódio. Se não se levar pelas expectativas dadas pelo autor e produtor executivo da série, esta produção da Netflix serve pelo menos como uma distração.

Escala de tocância de terror:

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