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DICA DA SEMANA: A Árvore da Maldição (1990)

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[Por Júlio Carvalho]

Essa semana tava rolando um papo sobre pais e filhos pequenos e o dilema/terror de por alguém pra cuidar das crianças enquanto os pais trabalham. Daí um colega de trabalho veio me perguntar se eu já tinha visto um filme em que tinha uma babá e uma árvore monstro devoradora de bebês. Como nenhum filme me veio à cabeça, então com uma breve pesquisa achamos A ÁRVORE DA MALDIÇÃO (The Guardian, 1990), de ninguém menos que William Friedkin, completo no youtube.

A premissa é exatamente a que contei de início. Ou seja, um jovem casal tem um bebê e logo decidem contratar uma babá. O problema é que não demora pra moça se mostrar um perigo pra aquela família. E claro, tem uma árvore bastante cabulosa dentro do bosque. É preciso dizer que o longa é bem direto ao assunto e meio que você já sabe o que vai acontecer desde o início.

Visualmente é um filme bem datado. Dá pra ver os anos 90 em cada frame. A direção de Friedkin apesar de estar longe do que ele fez nos anos 70 com O EXORCISTA, ainda nos confere alguns bons quadros como uma sequência de perseguição na floresta. A violência gráfica também lembra essa época com seus exageros, com bonecos sendo mutilados e sangue jorrado pra tudo quanto é lado.

A ÁRVORE DA MALDIÇÃO não é um título memorável e nem traz surpresas na sua trama, mas vale a conferida pra quem é fã do gênero e do diretor.

Nota: Além do filme completo, também achei uma entrevista com o próprio Friedkin contando detalhes e curiosidades sobre a produção do filme.

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RESENHA: O Farol (2019)

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[Por Rodrigo Rigaud]*
Após A Bruxa, difícil resistir a lançar holofotes sobre o novo longa de Robert Eggers – ainda o segundo de sua carreira. Para quem mergulhou no universo de isolamento, fanatismo, loucura e fantasia – um horror, de fato – de seu filme debut, O Farol (The Lighthouse) poderá soar como um naufrágio na potência de seu cinema. (mais…)

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RESENHA: Contato Visceral (2019)

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Contato Visceral

Sinceramente, alguns títulos traduzidos da Netflix atrapalham mais do que ajudam na hora de decidir o que ver. Se não fosse alguns colegas falarem bem de “Wounds“, eu jamais chegaria perto de assistir o filme que está no catálogo de streaming com o nome de “Contato Visceral“.

Dirigido por Babak Anvari, o mesmo autor de “À Sombra do Medo” (Under The Shadow), esta produção com selo Netflix vai fisgar a atenção de quem curte um horror sobrenatural perturbador.

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SÉRIE: Marianne (2019)

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marianne
[Por Felipe Macedo]

Histórias de bruxas sempre fascinaram o público. Sejam elas voltadas pra algo mais assustador ou infantil, essas personagens sempre causaram certo impacto. A lenda da bruxa má povoa nossa imaginação desde a infância em histórias como “João e Maria” e depois na vida adulta em filmes como “ Suspiria ”.

A Netflix sabendo do interesse sobre o tema e na falta de produções atuais sobre o assunto, trouxe recentemente para seu catálogo a série francesa “Marianne” prometendo noites insones para o público. A trama acompanha Emma, uma jovem escritora de bastante sucesso devido a uma série de livros onde a bruxa Marianne, literalmente toca o terror. Forçada a voltar para a cidade de Eden, uma pequena cidade costeira na França, lá ela descobre que sua personagem é real e está a procura de algo. Agora cabe a Emma e seus amigos de infância colocarem um fim no reinado de terror de Marianne.

Bem, qualquer semelhança com algumas historias de Stephen King não é mera coincidência. É notável a influência do autor em toda a história. O clima soturno e uma criatura realmente maligna norteiam a trama com alguns momentos cabulosos. Pena que isso não dure muitos episódios. Apesar de ter bastantes clichês do gênero, no começo a série me prendeu e logo em seguida me fez revirar os olhos diversas vezes. A tentativa de humor, no entanto, é totalmente descabida, sem agradar em nenhum momento gerando até irritação em uma quebra de clima.


O formato de série não ajudou no desenvolvimento dos demais personagens. Tirando Emma e Marianne, os outros são apenas estereótipos de filmes de terror. Pra piorar não são carismáticos e a medida que somem ou morrem na história, isso não acarreta peso algum. E isso é um grande problema no roteiro. A falta de consequências em situações que deveriam repercutir são esquecidas rapidamente. Num filme, isso é compreensível pela questão do tempo, mas numa série? Parece preguiça mesmo.

O número de episódios também poderia ter sido reduzido para no máximo uns seis. Tanto é que no meio da temporada temos muita encheção de linguiça. No fim, “Marianne” tem uma premissa boa, uma vilã realmente aterradora, mas os jumpscares em desmasia e a tentativa a todo custo de parecer um enlatado americano tiram muito de sua graça.

Escala de tocância de terror:

Criador: Samuel Bodin
Elenco: Victorie Du Bois, Lucie Boujenah, Alban Lenoir e outros
País de origem: França
Ano de lançamento: 2019

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