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DICA DA SEMANA: A Árvore da Maldição (1990)

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[Por Júlio Carvalho]

Essa semana tava rolando um papo sobre pais e filhos pequenos e o dilema/terror de por alguém pra cuidar das crianças enquanto os pais trabalham. Daí um colega de trabalho veio me perguntar se eu já tinha visto um filme em que tinha uma babá e uma árvore monstro devoradora de bebês. Como nenhum filme me veio à cabeça, então com uma breve pesquisa achamos A ÁRVORE DA MALDIÇÃO (The Guardian, 1990), de ninguém menos que William Friedkin, completo no youtube.

A premissa é exatamente a que contei de início. Ou seja, um jovem casal tem um bebê e logo decidem contratar uma babá. O problema é que não demora pra moça se mostrar um perigo pra aquela família. E claro, tem uma árvore bastante cabulosa dentro do bosque. É preciso dizer que o longa é bem direto ao assunto e meio que você já sabe o que vai acontecer desde o início.

Visualmente é um filme bem datado. Dá pra ver os anos 90 em cada frame. A direção de Friedkin apesar de estar longe do que ele fez nos anos 70 com O EXORCISTA, ainda nos confere alguns bons quadros como uma sequência de perseguição na floresta. A violência gráfica também lembra essa época com seus exageros, com bonecos sendo mutilados e sangue jorrado pra tudo quanto é lado.

A ÁRVORE DA MALDIÇÃO não é um título memorável e nem traz surpresas na sua trama, mas vale a conferida pra quem é fã do gênero e do diretor.

Nota: Além do filme completo, também achei uma entrevista com o próprio Friedkin contando detalhes e curiosidades sobre a produção do filme.

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RESENHA: Maria e João – O Conto das Bruxas (2020)

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Maria e João

MARIA E JOÃO – O CONTO DAS BRUXAS é inspirado num dos contos mais conhecidos dos irmãos Grimm que já foi adaptado várias vezes pras telas. Até uma versão estilizada estrelando o Gavião Arqueiro dos Vingadores já teve! Agora é a vez de Osgood “Oz” Perkins dar sua visão à história optando pelo horror de fato nos oferecendo uma fábula cruel e cabulosa típica dos contos originais. (mais…)

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RESENHA: Quando as Luzes se Apagam (2016)

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Quando as Luzes se Apagam

[Por Jarmeson de Lima]

Em sua essência, “Quando as Luzes se Apagam” é mais um drama familiar sobrenatural. Temos aqui uma mãe traumatizada, uma criança assustada, um pai desaparecido e uma filha rebelde compondo o núcleo principal desta produção que nos envolve em uma trama alegórica sobre o medo do escuro.
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RESENHA: O Poço (2020)

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O Poço

Com uma produção modesta com apoio do governo espanhol e distribuição da Netflix, “O Poço” (El Hoyo) mescla mistério, drama e ficção científica numa trama que é fácil de resumir, mas difícil de explicar. Assim como obras como “Cubo” e “Demônio“, a ação deste filme se concentra em alguns poucos cenários, restando aos atores imprimir um trabalho que chama a atenção do público.

O estreante em direção de longas, Galder Gaztelu-Urrutia, apresenta aqui uma história que se passa em uma espécie de prisão vertical, em que cada andar abriga dois presos. A plataforma não possui grades ou janelas… apenas as paredes, camas e um buraco no chão e no teto que é por onde uma vez por dia desce uma grande mesa de comida.

E é através do comportamento dos presos frente às refeições que são destrinchadas analogias sociais de opressão, solidariedade e das relações de poder que vão de cima para baixo literalmente. Quem tem sorte de ficar nos níveis superiores tem a chance de comer as refeições com os pratos ainda intactos e limpinhos. Já quem está mais abaixo vai tendo que se contentar com o que vai sobrando sem que nehum dos confinados tenha a preocupação de deixar algo para quem vai se alimentar depois. 

Nesta situação de isolamento dividida em um lugar onde você não queria estar e com quem você não queria conviver, o lado obscuro de cada um se revela e podemos esperar o pior na medida em que vemos o que acontece nos níveis inferiores do Poço. Podia ser só um filme tipo crítica social ao sistema carcerário, mas ele abrange uma metáfora maior sobre nossa presença no mundo e nossa responsabilidade diante da escassez e desperdício de alimentos.

Apesar de ter um ritmo mais reflexivo, “O Poço” sempre guarda cenas impactantes (e com boa dose de gore) no desdobramento de sua história garantindo uma certa fluidez pra quem assiste. Obras assim que oferecem algo a mais do que aparentam estão em falta no cardápio da Netflix, mas são sempre bem vindas.

Escala de tocância de terror:

Título original: El Hoyo
Diretor: Galder Gaztelu-Urrutia
Roteirista: David Desola
Elenco: Ivan Massagué, Zorion Eguileor, Antonia San Juan
País de origem: Espanha

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