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Resenhas

RESENHA: The Head Hunter (2018)

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[Por Geraldo de Fraga]

Filme de terror de baixo orçamento não é novidade para ninguém. Nem para quem produz, nem para quem assiste. A minúscula quantia de 30 mil dólares que The Head Hunter (2018) custou, porém, impressiona. E talvez, por isso, haja uma supervalorização de parte do público, com elogios que levam sempre em consideração o orçamento extremamente limitado.

Na história, um homem (Christopher Rygh) ganha a vida caçando monstros por ordem do seu rei. Uma dessas criaturas acaba matando sua filha pequena e consegue escapar. A partir dessa tragédia pessoal, o trabalho se torna mais uma espera por vingança do que uma profissão, já que ele vive em função de reencontrar o vilão.

Apesar do clássico enredo de fantasia medieval, The Head Hunter não vai nem tentar te mostrar um reino encantado, ou castelos e menos ainda princesas em perigo. Tudo é centrado no dia a dia do protagonista e na sua preparação para caçar os monstros. E são nesses pequenos detalhes, que o espectador vai pescando as informações para entender como funciona aquele universo.

O trabalho de design de produção é perfeito. O casebre abarrotado de amuletos, frascos com poções, ferramentas artesanais e um mostruário de cabeças decapitadas, além do figurino e das armas são essenciais para dar o tom realista que a produção propõe. Soma-se a tudo isso, a direção de fotografia que usou com perfeição as locações naturais e florestas em Bragança, no norte de Portugal.

Mas apesar da parte técnica impecável, o maior mérito de The Head Hunter é um roteiro que atiça a imaginação, sem entregar tudo de mão beijada na tela. Algo que, por outro lado, depende muito do nível de atenção do público para que dê certo. Por conta disso, o filme não vai agradar quem procura entretenimento fácil, mas deve divertir pessoas que concordam com a velha máxima de que filme de horror não deve mostrar muito.

Direção: Jordan Downey
Roteiro: Kevin Stewart e Jordan Downey
Elenco: Christopher Rygh e Cora Kaufman
País de Origem: EUA

Escala de tocância de terror:

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1 comentário

  1. Leandro Sales

    21 de outubro de 2019 a 14:19

    Filme excelente, e gratíssima surpresa, pois não foi veiculado em quase lugar nenhum.

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RESENHA: Dia dos Mortos (1985) x Day of the Dead: Bloodline (2018)

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Day of the Dead

[Por Jarmeson de Lima]

Por curiosidade mórbida, um dia após reassistir ao clássico oitentista de George Romero, resolvi encarar o remake que vinha protelando há um tempo e com razão. Sei que é covardia comparar, mas fazer o que, né?! Sem coragem de admitir ser totalmente uma refilmagem, “Day of the Dead: Bloodline” deixa claro que é apenas “baseado em Day of the Dead“. Sei sei… sendo que ele pega emprestado do original duas coisinhas básicas: a ambientação numa base militar e o zumbi “Bub”, que aqui ganha o nome de “Max”. (mais…)

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RESENHA: Uma Noite de Crime: Anarquia (2014)

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Noite de Crime: Anarquia

Por Júlio César Carvalho

Em 2013, Uma Noite de Crime (The Purge) chamou a atenção do público por sua premissa ousada que era a seguinte: Nos EUA, em um futuro próximo, o governo decide liberar uma vez por ano 12 horas contínuas de crimes sem a interferência da polícia, bombeiros etc afim de aliviar a tensão do povo americano. Tudo isso em acordo com a população que em troca ficaria boazinha durante 364 dias do ano esperando esse dia de expurgo anual pra liberar a raiva geral sem sofrer as consequências perante a lei. Apesar dessa premissa instigante, o filme decepcionou. Mesmo assim, a Platinun Dunes (Michael Bay) decidiu por uma sequência e aqui está com o subtítulo de Anarquia. Vamos lá e que “Deus abençoe os Pais Fundadores e a América: uma nação renascida“. (mais…)

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RESENHA: In Search of Darkness (2019)

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Search of Darkness

[Por Frederico Toscano]*

In Search of Darkness é um documentário com uma proposta simples e direta: destrinchar a produção de horror dos Estados Unidos da década de 80. Lançado em maio do ano passado, acabou não chamando tanta atenção no Brasil (ou mesmo lá fora), provavelmente por não ter recebido uma distribuição e divulgação mais abrangentes. O que é compreensível, já que o projeto não saiu de um estúdio convencional, sendo fruto de uma bem-sucedida campanha de arrecadação dos sites Kickstarter e Indiegogo.

Com a meta alcançada e os fundos garantidos, o diretor e roteirista David Weiner deve ter pensado que os apoiadores mereciam ver seu dinheiro bem empregado. E entregou um filme de quatro horas e meia de duração. E pensar que teve gente reclamando de O Irlandês(mais…)

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