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RESENHA: Obsessão (2019)

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Obsessão

[Por Geraldo de Fraga]

A fixação por alguém, seja por motivos amorosos ou não, já rendeu inúmeros filmes em Hollywood. Só para citar alguns cultuados, vamos lembrar de Atração Fatal, Mulher Solteira Procura, Encaixotando Helena e Cabo do Medo. Por isso, a maior curiosidade que cerca Obsessão (título pra lá de genérico de Greta) é saber o que nosso querido Neil Jordan traria de novo ao gênero. A resposta demora alguns minutos, mas vem: não muito.

O filme até começa interessante. Frances McCullen (Chloë Grace Moretz) é uma jovem que acabou de se mudar para Manhattan, mas ao contrário da sua colega de quarto, não é muito adepta da vida noturna “novaiorquine” e não tem muitos amigos. Além disso, ela perdeu a mãe recentemente e não está se dando muito bem com o pai.

Até que, em um belo dia, Frances encontra uma bolsa perdida no metrô e decide procurar a dona. É quando ela conhece a simpática Greta (Isabelle Huppert), uma senhora francesa, que vive sozinha, após a filha ter ido estudar em Paris. Frances então desenvolve uma atração quase materna por ela e dá início a uma relação de amizade, na qual duas pessoas solitárias se completam.

Tudo muda quando a garota descobre que Greta nunca perdeu a bolsa, e sim a deixou de propósito no metrô, afim de que alguém fosse devolvê-la. Assustada, Frances decide cortar todos os laços com a sua amiga. É aí que entra o ponto de virada da personagem de Isabelle Huppert, que começa a perseguir sua ex best friend, primeiro mostrando carência e depois se comportando de forma violenta.

Nessa primeira metade do filme, Neil Jordan conduz a história de uma forma, se não genial, pelo menos competente. A mudança de personalidade de Greta convence, principalmente pela atuação de Huppert, que dispensa comentários. Mas ao mesmo tempo em que a vilã se encontra, o roteiro se perde.

Entra na trama aquela personagem, que chega do nada, mas que já revela vários segredos. A história começa a deixar um monte de buracos, como a falta de informação de polícia sobre pessoas que ACABARAM DE SER PRESAS (!). Até o clássico detetive particular atrapalhado entra em cena.

Obsessão poderia render mais, por conta do elenco e de Neil Jordan na cadeira de diretor, mas acaba como um suspense água com açúcar bem esquecível. Daqui a alguns anos, passa no Supercine, dublado, depois de Altas Horas, e não vai chamar muito a atenção.

Escala de tocância de terror:

Título original: Greta
Direção: Neil Jordan
Roteiro: Ray Wright e Neil Jordan
Elenco: Chloë Grace Moretz, Isabelle Huppert e Maika Monroe
Origem: EUA/Irlanda

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SÉRIE: What We Do in the Shadows (2019)

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What We Do in the Shadows

Na próxima quinta (15 de abril), estreia no canal FX dos EUA a segunda temporada de What We Do in the Shadows, série baseada no filme de mesmo nome lançado em 2014. Aqui no Brasil, sua primeira temporada foi exibida no ano passado pela Fox Premium. Vamos aproveitar então o retorno do programa lá fora para tecer algumas linhas sobre a atração.

Se você assistiu ao filme, fique sabendo que a mecânica é a mesma do longa. Uma equipe de filmagem que nunca aparece acompanha a rotina de três vampiros centenários que vivem na mesma casa e tentam se adequar ao mundo moderno. A principal mudança em relação à obra original é que a história se passa nos EUA, mais precisamente em Staten Island, Nova York.

O elenco também é outro Com a adição de uma personagem feminina, Nadja (Natasia Demetriou), e do lacaio Guillermo (Harvey Guillén), o trio de vampiros se completa com Nandor (Kayvan Novak) e Laszlo (Matt Berry). Há ainda um personagem recorrente, Colin Robinson (Mark Proksch), um humano que se apresenta como “vampiro de energia” e que se alimenta da força vital das pessoas, deixando-as entediadas.

A vida deles segue tranquila, até que eles são obrigados a receber como hóspede o barão Afanas (Doug Jones coberto de maquiagem, para variar), um vampiro milenar que vem da Europa e sonha em conquistar a América. Apesar desse ponto de partida, o enredo não se apega muito a ele. Como seriado, What We Do in the Shadows é basicamente uma sitcom, na qual o roteiro tenta brincar com os clichês da mitologia e da cultura pop.

No filme isso deu muito certo, mas ao longo de 10 capítulos, a série não se sustenta. Há momentos brilhantes, mas eles são raridades. Destaque para os episódios The Trial, com a participação de vários atores que interpretaram vampiros no cinema (como Wesley Snipes e Danny Trejo), e The Orgy, no qual, como o próprio nome diz, uma orgia vampírica é organizada, sem muito sucesso.

Porém, a impressão que fica é que assistir What We Do in the Shadows é um grande esforço para poucas risadas, mesmo que seus capítulos tenham apenas 30 minutos em média. Uma pena, pois o elenco todo é muito bom. Esperamos que nessa segunda temporada, os roteiristas estejam mais inspirados.

Escala de tocância de terror:

Direção: Jemaine Clement e Taika Waititi
Roteiro: Jemaine Clement e Taika Waititi
Elenco: Kayvan Novak, Matt Berry e Natasia Demetriou
Origem: EUA

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RESENHA: Maria e João – O Conto das Bruxas (2020)

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Maria e João

MARIA E JOÃO – O CONTO DAS BRUXAS é inspirado num dos contos mais conhecidos dos irmãos Grimm que já foi adaptado várias vezes pras telas. Até uma versão estilizada estrelando o Gavião Arqueiro dos Vingadores já teve! Agora é a vez de Osgood “Oz” Perkins dar sua visão à história optando pelo horror de fato nos oferecendo uma fábula cruel e cabulosa típica dos contos originais. (mais…)

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RESENHA: Quando as Luzes se Apagam (2016)

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Quando as Luzes se Apagam

[Por Jarmeson de Lima]

Em sua essência, “Quando as Luzes se Apagam” é mais um drama familiar sobrenatural. Temos aqui uma mãe traumatizada, uma criança assustada, um pai desaparecido e uma filha rebelde compondo o núcleo principal desta produção que nos envolve em uma trama alegórica sobre o medo do escuro.
(mais…)

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