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Resenhas

SÉRIE: Slasher – S03 – Solstício (2019)

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Slasher

[Por Felipe Macedo]

Depois de um hiato de dois anos, a série de terror Slasher retorna para mais uma temporada na Netflix. Mais uma vez, a produção promete emoções e diversão para quem adora uma história envolvendo um assassino mascarado. Se na segunda temporada tivemos situações que ocorreram em um ambiente isolado e frio, esta aqui tenta dar um tempero a mais numa história de assassinatos com um rol bem diversificado de personagens.

A trama se passa num conjunto habitacional de uma cidade onde um ano atrás ocorreu um chocante assassinato. A vítima era bissexual assumido, bastante libertino e sua morte veio após as festividades do solstício de verão promovida entre os residente deste condomínio. Seria um caso de vingança? LGBTfobia? O que interessa é que doze meses depois, a mesma figura mascarada chamada de Druida retorna ao local para exterminar todos os moradores que foram testemunhas do homicídio. O novo vilão os caça e mata de maneira criativa e violenta, mas quem será que está por trás da máscara?

O estilo de Slasher é bastante familiar aos fãs do gênero e segue adaptando a cartilha de histórias de assassinos em série para os dias atuais, mostrando os perigos do mau uso da tecnologias, a constante falta de empatia pelo próximo e o preconceito pelas diferenças que vem sempre disfarçada de opinião.

A primeira impressão é que com esse material e com o formato episódico, esses temas podem ser melhor desenvolvidos a cada flashback focado nos diferentes personagens: um supremacista branco, um casal gay, um casal de lésbicas, uma blogueira sensacionalista, um hipster, uma nerd e até uma família de origem árabe. O desenvolvimento da maioria dos personagens, no entanto, ficam no meio do caminho. As atuações são bem medianas, algumas vezes se rendendo ao exagero sem chegar a atrapalhar o resultado final.

A direção vai para um lugar seguro, investindo em jump scares e nos climas do slashers atuais como Halloween (2018), utilizando-se de vários clichês desse subgênero. A série prefere apostar mais nas mortes chocantes (bem mais impactantes do que muito filme gore) e no desenrolar das investigações policiais. As cenas de assassinatos são a cereja do bolo. A câmera não deixa de mostrar as mortes bastante grotescas e exageradas sem desviar o foco. Ponto para a equipe de efeitos de maquiagem e direção de arte com vísceras, rostos deformados e muito sangue jorrando.

Vocês devem saber que adoro slashers, mas fica aqui a crítica de que esta temporada poderia ser mais elaborada. A série diverte bastante, mas fica aquele gostinho do que poderia ter sido se fosse mais polida.

Escala de tocância de terror:

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1 comentário

  1. Felippe Martins

    20 de junho de 2019 a 19:52

    Eu acho legal nessa série eles utilizarem os atores das outras temporadas em outros papéis. A gente fica naquele “metajogo” de tentar descobrir qual ator das temporadas passadas vai sobreviver nessa. Aconteceu o mesmo na temporada passada.

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RESENHA: In Search of Darkness (2019)

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Search of Darkness

[Por Frederico Toscano]*

In Search of Darkness é um documentário com uma proposta simples e direta: destrinchar a produção de horror dos Estados Unidos da década de 80. Lançado em maio do ano passado, acabou não chamando tanta atenção no Brasil (ou mesmo lá fora), provavelmente por não ter recebido uma distribuição e divulgação mais abrangentes. O que é compreensível, já que o projeto não saiu de um estúdio convencional, sendo fruto de uma bem-sucedida campanha de arrecadação dos sites Kickstarter e Indiegogo.

Com a meta alcançada e os fundos garantidos, o diretor e roteirista David Weiner deve ter pensado que os apoiadores mereciam ver seu dinheiro bem empregado. E entregou um filme de quatro horas e meia de duração. E pensar que teve gente reclamando de O Irlandês(mais…)

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SÉRIE: Coletivo Terror (2020)

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Coletivo Terror

Coletivo Terror (Bloodride), série norueguesa da Netflix, é uma produção em formato de antologia. São seis episódios com histórias independentes, durando cerca de 30 minutos cada. Os roteiros são diversificados, temos contos de fantasmas, psicopatas, lendas nórdicas, tudo no melhor estilo Além da Imaginação.

Three Sick Brothers

Muita gente pensa que escrever histórias curtas pode ser fácil, mas nem todo mundo é capaz de condensar uma ideia em um espaço de tempo limitado. Em certos casos é até mais difícil. E a série criada por Kjetil Indregard e Atle Knudsen tropeça justamente aí, falhando em dar ritmo aos capítulos e buscando sempre uma reviravolta que poucas vezes surpreende o espectador.

The Elephant in the Room

De algum destaque, listamos como bons argumentos os episódios Three Sick Brothers (E02), Lab Rats (E04) e The Elephant in the Room (E06). A intenção foi boa, mas uma coisa ou outra no roteiro acaba deixando-os menos interessantes do que poderiam ter sido. Lab Rats tinha tudo para ser ótimo suspense, não fossem os diálogos constrangedores.

Ultimate Sacrifice

Ultimate Sacrifice (E01), Bad Writer (E04) e The Old School (E05) são os responsáveis por jogar a nota do programa lá pra baixo, com histórias ruins, previsíveis e atuações que deixam a desejar. O primeiro principalmente por ser o único a fugir do lugar comum e focar em um fato histórico bem norueguês: a herança viking.

Talvez o formato de curtas empolgue quem procura um passatempo rápido e leve, mas não espere ser surpreendido em nada por Coletivo Terror. Se uma segunda temporada for confirmada pela Netflix, é bom os criadores começarem a se esforçar mais.

P.S.: Não entendi a relação com o ônibus da abertura.

Escala de tocância de terror:

Título original: Bloodride
Direção: Geir Henning Hopland e Atle Knudsen
Roteiro: Kjetil Indregard e Atle Knudsen
Elenco: Stig R. Amdam, Anna Bache-Wiig e Ellen Bendu
Origem: Noruega

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RESENHA: Desenfreado (2018)

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Desenfreado

Quem nunca ficou “viajando” pela Netflix horas e horas, muitas vezes sem encontrar nada para assistir que atire a primeira pedra. Nesses meus passeios por gêneros, encontrei uma produção asiática de 2018 que me chamou muito a atenção pelo fato de ter o plot praticamente idêntico ao da série de “Kingdom”. Decidi dar uma conferida então em “Desenfreado” (Rampant), longa do sul-coreano Sung-hoon Kim.

Vamos lá… Séculos atrás, um príncipe herdeiro retorna ao lar apenas para realizar o desejo de seu falecido irmão mais velho. Ao regressar, encontra o lugar mergulhado no caos político e repleto de intrigas de poder. O pior, no entanto, é que algo está trazendo os mortos à vida, sedentos por carne humana, piorando de vez a situação da região. O relutante príncipe se une a um grupo corajoso de aldeões e juntos tentam parar a ameaça.

As semelhanças com Kingdom vão além da premissa. Cenários e figurinos são idênticos e alguns personagens, mesmo diferentes, se assemelham bastante aos da série. Essa versão cinematográfica opta por um caminho mais voltado a ação, embora tenha momentos tensos e aqui vale elogiar a ótima maquiagem dos monstros. Os zumbis lembram em comportamento os que foram vistos no ótimo “Invasão Zumbi” (Train to Busan) e são uma baita ameaça a ser enfrentada, rendendo bons momentos de tensão.

Ainda assim, algo que me incomodou em “Desenfreado” foi o roteiro preguiçoso, deixando certos acontecimentos rasos apelando demais para a conveniência dos fatos. Por exemplo, o tempo de transformação em zumbi varia de acordo com a necessidade da história e acaba cansando. Para quem curte gore, infelizmente pode se decepcionar. Embora haja muito sangue rolando, não vemos a violência e a brutalidade habitual que esse tipo de filme tem.

Desenfreado” é um bom filme pipoca pra quem gosta de terror, zumbis e lutas. Seguramente é bem melhor que qualquer capítulo da franquia “Resident Evil” por exemplo. Pode assistir de boa nessa quarentena.

Escala de tocância de terror:

Direção: Sung-Hoon Kim
Roteiro: Jo-Yun Hwang, Shin-Yeon Won, Hwang Jo Yoon
Elenco: Hyun Bin, Ji-hye Seo, Tae-hoon Kim e outros
País de origem: Coreia do Sul

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