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SÉRIE: Stranger Things – 3ª Temporada (2019)

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Stranger Things

[Por Felipe Macedo]

Depois de um hiato de dois anos, Stranger Things retorna para sua esperada terceira temporada. Aventuras e caos esperam os adorados personagens, mas será que a série continua tendo fôlego ou já está na hora do mundo invertido tomar conta de tudo e acabar de uma vez com a série?

Nesta temporada a trama continua meses depois dos eventos da saga anterior. O primeiro episódio é focado em mostrar como os personagens se comportaram nesse tempo trazendo novas dinâmicas entre eles. O arco mais importante fica por conta de Eleven e Max, que iniciam uma verdadeira amizade onde transparece a força do empoderamento feminino. Claro que o antagonista é logo apresentado e se inicia lentamente um reino de terror que envolverá a todos numa corrida pela sobrevivência no decorrer dos próximos capítulos.

Uma coisa que me agradou bastante é que Will não é mais o centro das atenções, dando oportunidade para que outros ocupem esse lugar. Essa mudança evita repetições e dá uma pausa para o coitado que já sofreu muito. Apesar que acho que ele sofrerá mais em temporadas futuras. A história aqui vem recortada em vários núcleos que eventualmente se esbarrarão perto do clímax.

Os demais personagens continuam carismáticos e queridos, enquanto os novos que se destacam são: Erica, irmã de Lucas (que apareceu rapidamente na temporada 2, mas que aqui tem um destaque bem maior) e Robin, colega de trabalho de Steve (ela cresce e aparece no decorrer da narrativa).

Alguns dos maiores chamarizes da série, além da nostalgia, são as referências a obras antigas. Quem é mesmo fã de terror já sabe que pode esbarrar em referências e homenagens. Nesta temporada aparecem alusões a Halloween II – O Pesadelo Continua (1981), Invasores de Corpos (1956), A Bolha Assassina (1988) e muitos outros. A trilha sonora com o uso de sintetizadores é muito charmosa, além dos hits da época como Like a Virgin usada em situações bem inesperadas.

Continuamos a notar que a série se apoia muito no carisma dos personagens e as já ditas referências. Ou seja, a cada cena já dá pra imaginar o que vem a seguir. Por isso me surpreendi poucas vezes no seu decorrer. Mas isso é ruim? Não, mas eu acho que um pouco mais de peso nas ações dos personagens faria um bem maior.

Essa terceira temporada de Stranger Things diverte e tira a saudade dos nossos queridos personagens em oito episódios, mas fica a impressão que poderia ser maior. O legal é que a série já indica que está caminhando para um final, evitando o desgaste das tramas que se estendem demais. Uma sessão pipoca bacana, com poucos momentos gore.

Escala de tocância de terror:

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RESENHA: In Search of Darkness (2019)

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Search of Darkness

[Por Frederico Toscano]*

In Search of Darkness é um documentário com uma proposta simples e direta: destrinchar a produção de horror dos Estados Unidos da década de 80. Lançado em maio do ano passado, acabou não chamando tanta atenção no Brasil (ou mesmo lá fora), provavelmente por não ter recebido uma distribuição e divulgação mais abrangentes. O que é compreensível, já que o projeto não saiu de um estúdio convencional, sendo fruto de uma bem-sucedida campanha de arrecadação dos sites Kickstarter e Indiegogo.

Com a meta alcançada e os fundos garantidos, o diretor e roteirista David Weiner deve ter pensado que os apoiadores mereciam ver seu dinheiro bem empregado. E entregou um filme de quatro horas e meia de duração. E pensar que teve gente reclamando de O Irlandês(mais…)

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SÉRIE: Coletivo Terror (2020)

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Coletivo Terror

Coletivo Terror (Bloodride), série norueguesa da Netflix, é uma produção em formato de antologia. São seis episódios com histórias independentes, durando cerca de 30 minutos cada. Os roteiros são diversificados, temos contos de fantasmas, psicopatas, lendas nórdicas, tudo no melhor estilo Além da Imaginação.

Three Sick Brothers

Muita gente pensa que escrever histórias curtas pode ser fácil, mas nem todo mundo é capaz de condensar uma ideia em um espaço de tempo limitado. Em certos casos é até mais difícil. E a série criada por Kjetil Indregard e Atle Knudsen tropeça justamente aí, falhando em dar ritmo aos capítulos e buscando sempre uma reviravolta que poucas vezes surpreende o espectador.

The Elephant in the Room

De algum destaque, listamos como bons argumentos os episódios Three Sick Brothers (E02), Lab Rats (E04) e The Elephant in the Room (E06). A intenção foi boa, mas uma coisa ou outra no roteiro acaba deixando-os menos interessantes do que poderiam ter sido. Lab Rats tinha tudo para ser ótimo suspense, não fossem os diálogos constrangedores.

Ultimate Sacrifice

Ultimate Sacrifice (E01), Bad Writer (E04) e The Old School (E05) são os responsáveis por jogar a nota do programa lá pra baixo, com histórias ruins, previsíveis e atuações que deixam a desejar. O primeiro principalmente por ser o único a fugir do lugar comum e focar em um fato histórico bem norueguês: a herança viking.

Talvez o formato de curtas empolgue quem procura um passatempo rápido e leve, mas não espere ser surpreendido em nada por Coletivo Terror. Se uma segunda temporada for confirmada pela Netflix, é bom os criadores começarem a se esforçar mais.

P.S.: Não entendi a relação com o ônibus da abertura.

Escala de tocância de terror:

Título original: Bloodride
Direção: Geir Henning Hopland e Atle Knudsen
Roteiro: Kjetil Indregard e Atle Knudsen
Elenco: Stig R. Amdam, Anna Bache-Wiig e Ellen Bendu
Origem: Noruega

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RESENHA: Desenfreado (2018)

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Desenfreado

Quem nunca ficou “viajando” pela Netflix horas e horas, muitas vezes sem encontrar nada para assistir que atire a primeira pedra. Nesses meus passeios por gêneros, encontrei uma produção asiática de 2018 que me chamou muito a atenção pelo fato de ter o plot praticamente idêntico ao da série de “Kingdom”. Decidi dar uma conferida então em “Desenfreado” (Rampant), longa do sul-coreano Sung-hoon Kim.

Vamos lá… Séculos atrás, um príncipe herdeiro retorna ao lar apenas para realizar o desejo de seu falecido irmão mais velho. Ao regressar, encontra o lugar mergulhado no caos político e repleto de intrigas de poder. O pior, no entanto, é que algo está trazendo os mortos à vida, sedentos por carne humana, piorando de vez a situação da região. O relutante príncipe se une a um grupo corajoso de aldeões e juntos tentam parar a ameaça.

As semelhanças com Kingdom vão além da premissa. Cenários e figurinos são idênticos e alguns personagens, mesmo diferentes, se assemelham bastante aos da série. Essa versão cinematográfica opta por um caminho mais voltado a ação, embora tenha momentos tensos e aqui vale elogiar a ótima maquiagem dos monstros. Os zumbis lembram em comportamento os que foram vistos no ótimo “Invasão Zumbi” (Train to Busan) e são uma baita ameaça a ser enfrentada, rendendo bons momentos de tensão.

Ainda assim, algo que me incomodou em “Desenfreado” foi o roteiro preguiçoso, deixando certos acontecimentos rasos apelando demais para a conveniência dos fatos. Por exemplo, o tempo de transformação em zumbi varia de acordo com a necessidade da história e acaba cansando. Para quem curte gore, infelizmente pode se decepcionar. Embora haja muito sangue rolando, não vemos a violência e a brutalidade habitual que esse tipo de filme tem.

Desenfreado” é um bom filme pipoca pra quem gosta de terror, zumbis e lutas. Seguramente é bem melhor que qualquer capítulo da franquia “Resident Evil” por exemplo. Pode assistir de boa nessa quarentena.

Escala de tocância de terror:

Direção: Sung-Hoon Kim
Roteiro: Jo-Yun Hwang, Shin-Yeon Won, Hwang Jo Yoon
Elenco: Hyun Bin, Ji-hye Seo, Tae-hoon Kim e outros
País de origem: Coreia do Sul

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