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Dicas

GAME: Dark Pictures – Man of Medan

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[Por Felipe Macedo]

Jogos de terror não são novidade e sempre estiveram presente desde a época do Atari. Atualmente com o mercado indie forte, tivemos um boom desse gênero com jogos como a maravilhosa franquia Outlast. A Supermassive Games não é uma estranha no estilo, tendo entregado o ótimo slasher “Until Dawn” (2015) exclusivamente para o Playstation 4 e voltando nesse ano com a proposta de uma antologia de oito jogos de horror, chamados de Dark Pictures e tendo Man of Medan como o primeiro game. A aposta é num jogo de terror cinematográfico, onde assistimos e tomamos decisões que influenciam a história.

A história segue um grupo de jovens adultos bonitos e ricos que decidem fazer mergulhos numa região afastada, proibida e perigosa. Nossos protagonistas encontram mais emoção do que esperam quando são sequestrados por piratas modernos e forçados a entrar num navio abandonado do exercito americano que se encontra à deriva desde a época da Segunda Guerra Mundial. Logo descobrem que os piratas são o menor dos problemas e um mal muito maior está a espreita.

A proposta cinematográfica é bem evidente logo de cara e o roteiro lembra bastante o filme Navio Fantasma (2001). Até tive a sensação de estar jogando o reboot do filme. Infelizmente como todo terror para jovens, a trama tem personagens que não são desenvolvidos e muitos não tem carisma algum. O exesso de jumpscare também é um problema chegando a dar momentos de irritação tirando boa parte do impacto. A ambientação é ótima, mas subaproveitada com uma trilha sonora bem tipica. Infelizmente não existe opção de dublagem em português mas as legendas são pequenas.

A jogabilidade é focada na exploração e isso é uma parte importante do gameplay. A caça de colecionáveis conta mais sobre a história do navio com objetos que abrem mais opções de diálogo, que por sua vez guiam a história através das decisões tomadas. Vez ou outra tem momentos de ação onde os famigerados quicktime events aparecem e dão uma agitada. Aqui tenho que falar que o game de 2015 é mais efetivo, associado com um roteiro mais coeso. Esses momentos de perseguição são verdadeiramente tensos, coisa que não acontece aqui.

Existem várias possibilidades de finais: todos podem sobreviver ou morrer, assim como um ou outro podem sair ilesos. As váriações tem uma quantidade satisfatória de desfecho. Dark Pictures: Man of Medan é um jogo visualmente lindo, com uma jogabilidade ok, mas peca numa história fraca e que fere bastante a proposta do game que é a de ser algo cinematográfico. Citando Until Dawn mais uma vez, esse game tinha pelo menos o dobro de duração. Diverte quem procura algo mais escapista, mas decepciona quem procura uma história mais densa e assustadora.

Escala de tocância de terror:

Dark Pictures: Man of Medan esta disponivel para ps4, X BoX One e PC

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RESENHA: Scare Campaign (2016)

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Scare Campaign

[Por Jarmeson de Lima]

Apesar do catálogo restrito, uma das melhores coisas da Netflix é poder encontrar produções independentes de horror que circularam muito pouco por aí. Um destes bons exemplos é o australiano “Scare Campaign” que foi exibido apenas em festivais de gênero e que agora todos podem assistir na versão nacional da plataforma de streaming. (mais…)

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DICA DA SEMANA: Piquenique na Montanha Misteriosa (1975)

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Piquenique na Montanha Misteriosa

Ah, a Austrália…. Nunca fui, mas gosto de muitos longas que se passam lá: Mad Max, O Corte da Navalha, Pelos Caminhos do Inferno, Wolf Creek, Morte Súbita. Porém, o filme que indicarei hoje não tem 0,1% da violência desses que eu falei, mas não deixa de ser um belo exemplar do cinema de horror da terra dos cangurus.

Piquenique na Montanha Misteriosa (Picnic at Hanging Rock, 1975) é um dos primeiros trabalhos do diretor Peter Weir em sua terra natal. Depois ele partiu para os EUA, onde dirigiu grandes produções como O Show de Truman, A Testemunha e Sociedade dos Poetas Mortos e colecionou indicações ao Oscar.

O roteiro de Cliff Green, baseado no livro de Joan Lindsay, conta a história de um grupo de jovens estudantes de um colégio para moças que, em 14 de fevereiro de 1900, partiram para uma excursão a Hanging Rock, um conjunto de montanhas que tinha a má fama de ser um local onde coisas esquisitas acontecem. E, claro, acontecem no filme também. Três meninas e uma professora somem durante o passeio.

A partir daí, um clima de histeria coletiva toma conta da cidade e do colégio. Mas, como citado acima, não veremos um pingo de sangue nos momentos de tensão. O filme de Peter Weir tem uma forte pegada de conto de fadas e faz muitas referências a sonhos. Além disso, o diretor explora com perfeição a paisagem inóspita da Austrália, que era praticamente intocada, no início do século passado.

Não precisa dizer que Piquenique na Montanha Misteriosa é o que se costuma chamar de “lento”, mas se você curte fugir um pouco do banho de sangue e entrar de cabeça em produções mais “viajadas”, a dica está dada. Tem no YouTube, mas sem legendas.

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DICA DA SEMANA: O Grito 3 – O Início do Fim (2014)

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O Grito 3

[Por Júlio Carvalho]

Se você acha que de malassombro só tem Jason, Freddy, Michael e afins, fique sabendo que lá no Japão tem uma alma penada chamada Toshio, que já vem rendendo uma franquia de quase 10 filmes sem nem contar os remakes americanos. A dica do fim de semana é o “terceiro” longa dessa saga – O GRITO 3: O INÍCIO DO FIM – que praticamente se trata de uma história de origem e que se encontra no catálogo da Amazon Prime Video. (mais…)

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