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Resenhas

RESENHA: Predadores Assassinos (2019)

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Predadores Assassinos
[Por Osvaldo Neto]
Muitos fãs de terror estarão assistindo a PREDADORES ASSASSINOS nos cinemas no próximo final de semana. Mas nem todos nutrem a mesma expectativa quanto aqueles que tem algum conhecimento de causa a respeito do diretor Alexandre Aja.
Resumindo rapidamente: Aja tornou-se um nome a ser seguido após o lançamento de ALTA TENSÃO (Haute Tension), longa que marcou um ciclo conhecido por “New French Extremity”, pelo fato de outros filmes de terror ou ‘de arte’ franceses com conteúdo mais extremo tais como ELES (Ils), BAISE-MOI, MARTYRS e A FRONTEIRA (Frontières). Chegando aos EUA, o realizador foi contratado para realizar os remakes do clássico QUADRILHA DE SÁDICOS (The Hills Have Eyes), do coreano ESPELHO (Mirrors) e o divertidíssimo PIRANHA 3D, onde atualizou o famoso ‘jawsploitation’ dirigido por Joe Dante em 1978. E pode-se dizer que Aja teve êxito nos três projetos.

Nos últimos 5 anos, o diretor lançou dois filmes com temas sobrenaturais, mas que não seriam “de terror”: AMALDIÇOADO (Horns) e A NONA VIDA DE LOUIS DRAX (The 9th Life of Louis Drax). E agora chegou a vez de PREDADORES ASSASSINOS (Crawl), que também tem o atrativo de ter o nome de Sam Raimi como produtor através da sua Ghost House Pictures.
O novo longa de Aja tem como protagonista uma nadadora universitária chamada Haley (Kaya Scoledario) que reside na Flórida. A jovem é informada pela irmã de que um furacão de categoria 5 estaria a caminho do estado e de que o pai das duas (Barry Pepper) estava incomunicável. Preocupada, Haley se dirige à antiga casa onde sua família morava, antes do recente divórcio dos pais, para encontrar o seu pai ferido no porão da casa. Mal sabia ela que encarar a fúria das chuvas para salvar os dois não era o maior dos problemas… o pai estava naquele estado justamente pelo ataque de um grande jacaré que deu um jeito de entrar no local. E o número desses animais irá aumentar, conforme o avanço do desastre natural.

Em seus menos de 90 minutos de duração, PREDADORES ASSASSINOS agrada bastante. O filme é uma boa mistura de ‘terror de sobrevivência’ e ‘filme catástrofe’ com ótimos efeitos, atuações acima da média e cenas onde a violência gráfica é muito bem dosada por Aja. O que atrapalha um pouco nessa diversão é haver drama e mais drama familiar no meio de tudo. Algo que poderia ter sido melhor dosado na narrativa.
É certo que um filme onde pessoas são atacadas por enormes jacarés assassinos não tem qualquer necessidade de ser um primor de realismo, mas nem parece que pai e filha estão passando tanto perigo tamanha a quantidade de “DRs”. Era só colocar mais alguns personagens aparecendo só para morrer que esse probleminha estava resolvido. Mas relevando essa concessão para o grande público (afinal, família é algo universal e que gera fácil identificação), pode-se dizer que estamos diante de um terrorzão mainstream dos bons feito por um diretor que sabe construir suspense e usar os artifícios básicos dos dois gêneros que PREDADORES ASSASSINOS abraça. Vale o ingresso.

Escala de tocância de terror:

Título original: Crawl
Diretor: Alexandre Aja
Roteirista: Michael Rasmussen, Shawn Rasmussen
País de origem: EUA
Ano de lançamento: 2019

P.S.: Nos créditos finais, nota-se que o filme foi inteiramente rodado na Sérvia, com incentivos do governo para a realização de audiovisual. PREDADORES ASSASSINOS também contou com incentivo do governo da província de Ontario para serviços de produção. Enquanto isso, no Brasil…
* Filme visto na cabine de imprensa promovida pela Espaço Z

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1 comentário

  1. Julieet

    30 de setembro de 2019 a 21:34

    Achei melhor que “água rasa”

  2. Pingback: LISTA: Top 20 – Melhores filmes da década (2010-2019) | Toca o Terror

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RESENHA: Rabid (2019)

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Rabid

Quando saiu a notícia que iria rolar um remake de RABID, clássico de ninguém menos que David Cronenberg – filme que aqui no Brasil saiu com o título infame de “ENRAIVECIDA NA FÚRIA DO SEXO” – eu fiquei num misto de curiosidade e medo do que viria. Mas aí vi que essa empreitada seria realizada pelas Irmãs Soska e fiquei bem animado, pois as gêmeas diretoras tem uns filmes cabulosos no currículo.

Nesta nova versão, dirigida por Jen e Sylvia Soska, a partir do roteiro de John Serge no qual elas também assinam, acompanhamos Rose, uma design de moda que se envolve em um acidente e fica com o rosto desfigurado. Sem esperanças de recuperar a aparência e voltar ao mundo da moda, resolve se inscrever numa clínica de estética adepta de um movimento “TRANS-HU-MA-NI-SMO” que não é aceito pela comunidade médica. Como voluntária, acaba se submetendo ao procedimento milagroso que restaura toda estrutura do seu rosto. Não bastasse a aparência, a moça passa a se sentir melhor em todos os sentidos. Mas não demoram a surgir os efeitos colaterais… e eles são pra lá de sinistros.

Em nenhum momento as diretoras escondem sua admiração por Cronenberg. Há referências frequentes de sua obra durante o longa, sendo que uma em especial acaba se destacando de tão gritante que é. E é claro que o sadismo aqui impera, marca registrada das gêmeas cineastas em seus longas anteriores – vide “T IS FOR TORTURE PORN” e “AMERICAN MARY“. E assim como o diretor canadense, as irmãs também são chegadas a um body horror raiz. Aqui, usam e abusam de efeitos práticos pra nos conferir muita nojeira e bizarrice. Em uma cena vemos uma “cobra” e uma axila… e basta dizer que ela dificilmente será esquecida, por exemplo.

Apesar de seguir a mesma premissa do “RABID” original, este remake tem suas diferenças – o que já é esperado – e a mais importante é a forma com que Rose, vivida por Laura Vandervoort (Biten), é construída. Ao contrário do original, nossa protagonista não passa o filme todo assistindo impassiva às transformações que seu corpo e mente sofrem. Aqui, nossa heroína evolui dentro da trama, passando a ter domínio de suas ações, dando força e profundidade à personagem.

O ponto forte aqui tá no desenvolvimento da personagem principal, como já mencionado, e na violência extremamente gráfica toda artesanal, que garante uma seboseira danada com muito sangue em tela. Infelizmente, a maquiagem dá uns vacilos como na deformidade do rosto da protagonista, o que é bastante fake. Há umas cenas toscas aqui e ali, mas os pontos fracos mesmos estão mais em alguns personagens que poderiam simplesmente nem existir, a exemplo do boyzinho que fica enchendo o saco da moça o filme todo.

Esta nova versão de “RABID” peca por tentar acrescentar mais elementos à trama do que ele precisaria de fato, mas nada que estrague a sua experiência. No fim das contas, o remake das Irmãs Soska agrada e acaba fazendo “bonito”. Pena que esta refilmagem passou meio batida pelo público do gênero e pouco se falou a respeito. Quem ainda tá torcendo o nariz e ainda não viu, tá vacilando.

Escala de tocância de terror:

Direção: Jen e Sylvia Soska
Roteiro: John Serge e Irmãs Soska
Elenco: Laura Vandervoort, Benjamin Hollingsworth, Ted Atherton
Ano de lançamento: 2019

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DVD: Digipack “Coleção O Homem Invisível”

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[Por Osvaldo Neto]

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RESENHA: Aterrorizados (2017)

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Aterrorizados

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