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FILME: Halloween III – A Noite das Bruxas (1982)

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FILME - Halloween III

[Por Jarmeson de Lima]

Quando chega o dia do Halloween, os canais de Tv estão fazendo seus especiais temáticos de horror. Mas nem sempre eles lembram de programar esta produção que é um pouco relegada nesta ocasião. Estamos aqui diante de um dos filmes mais injustiçados de todos os tempos: Halloween III: A Noite das Bruxas (Halloween III: Season of the Witch).

O problema, neste caso, nem é a produção em si, que por sinal ficou a cargo da dupla John Carpenter e Debra Hill, mas toda a expectativa gerada pelo frisson oitentista por slashers e pelo icônico vilão Michael Myers. Convenhamos que depois de uma sequência de dois filmes com o mesmo personagem, o mais natural seria ter um terceiro com alguma ligação com ele… mas com o fracasso de bilheteria do mesmo, Halloween passa a ser a única franquia de filmes em que há um pulo entre o II e o IV sem nenhuma ligação entre as tramas.

O tom sangrento dos slashers sai de cena para abrigar uma história de ficção científica e “bruxaria” envolvendo um grande plano maligno de dominação mundial. O aspecto sombrio e uma música infantil assustadora de Dia das Bruxas já nos preparam para o que virá nos próximos 99 minutos com um enredo bem instigante.

Dirigido por Tommy Lee Wallace (It – 1990), a história se passa em uma pequena cidade da California, onde uma linha de máscaras de Halloween está fazendo o maior sucesso. A empresa Silver Shamrock está fazendo uma mega campanha de publicidade para o Halloween e crianças do país inteiro estão fissuradas por essas máscaras tenebrosas que deixam sequelas inimagináveis. Um médico local (Tom Atkins) descobre que essas fantasias fazem parte de uma grande conspiração e resolve ir fundo na investigação. Com isso, ele vai até a fábrica em outra cidade onde descobre coisas que lhe deixariam enojado.

Então se você baixar a guarda e ignorar as críticas desfavoráveis da época, vai ter uma grata surpresa com um filme na medida certa de gore, tensão e mistério. Pena que a franquia depois enveredou pelo caminho mais fácil e seguiu com a saga do psicopata mascarado. Vá por mim que nem mesmo os efeitos especiais datados dos anos 80 estragam a experiência de ver “Halloween III” em plena noite do “Dia do Saci”.

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RESENHA: Rabid (2019)

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Rabid

Quando saiu a notícia que iria rolar um remake de RABID, clássico de ninguém menos que David Cronenberg – filme que aqui no Brasil saiu com o título infame de “ENRAIVECIDA NA FÚRIA DO SEXO” – eu fiquei num misto de curiosidade e medo do que viria. Mas aí vi que essa empreitada seria realizada pelas Irmãs Soska e fiquei bem animado, pois as gêmeas diretoras tem uns filmes cabulosos no currículo.

Nesta nova versão, dirigida por Jen e Sylvia Soska, a partir do roteiro de John Serge no qual elas também assinam, acompanhamos Rose, uma design de moda que se envolve em um acidente e fica com o rosto desfigurado. Sem esperanças de recuperar a aparência e voltar ao mundo da moda, resolve se inscrever numa clínica de estética adepta de um movimento chamado “TRANS-HU-MA-NI-SMO” que não é aceito pela comunidade médica. Como voluntária, acaba se submetendo ao procedimento milagroso que restaura toda estrutura do seu rosto. Não bastasse a aparência, a moça passa a se sentir melhor em todos os sentidos. Mas não demoram a surgir os efeitos colaterais… e eles são pra lá de sinistros.

Em nenhum momento as diretoras escondem sua admiração por Cronenberg. Há referências frequentes de sua obra durante o longa, sendo que uma em especial acaba se destacando de tão gritante que é. E é claro que o sadismo aqui impera, marca registrada das gêmeas cineastas em seus longas anteriores – vide “T IS FOR TORTURE PORN” e “AMERICAN MARY“. E assim como o diretor canadense, as irmãs também são chegadas a um body horror raiz. Aqui, usam e abusam de efeitos práticos pra nos conferir muita nojeira e bizarrice. Em uma cena temos uma “cobra” e uma axila… Bem, basta dizer que esta cena dificilmente será esquecida, por exemplo.

Apesar de seguir a mesma premissa do “RABID” original, este remake tem suas diferenças – o que já é esperado – e a mais importante é a forma com que Rose, vivida por Laura Vandervoort (Biten), é construída. Ao contrário do original, nossa protagonista não passa o filme todo assistindo impassiva às transformações que seu corpo e mente sofrem. Aqui, nossa heroína evolui dentro da trama, passando a ter domínio de suas ações, dando força e profundidade à personagem.

O ponto forte aqui tá no desenvolvimento da personagem principal, como já mencionado, e na violência extremamente gráfica toda artesanal, que garante uma seboseira danada com muito sangue em tela. Infelizmente, a maquiagem dá uns vacilos como na deformidade do rosto da protagonista, o que as vezes fica bem fake. Há também umas cenas toscas aqui e ali, mas os pontos fracos mesmos estão mais em alguns personagens que poderiam simplesmente nem existir, tipo o boyzinho que fica enchendo o saco da moça o filme todo.

Esta nova versão de “RABID” peca por tentar acrescentar mais elementos à trama do que ele precisaria de fato, mas nada que estrague a sua experiência. No fim das contas, o remake das Irmãs Soska agrada e acaba fazendo “bonito”. Pena que esta refilmagem passou meio batida pelo público do gênero e pouco se falou a respeito. Quem ainda tá torcendo o nariz e ainda não viu, tá vacilando.

Escala de tocância de terror:

Direção: Jen e Sylvia Soska
Roteiro: John Serge e Irmãs Soska
Elenco: Laura Vandervoort, Benjamin Hollingsworth, Ted Atherton
Ano de lançamento: 2019

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RESENHA: O Último Suspiro (2018)

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 Último Suspiro

Certos filmes passaram a ter um novo significado a partir deste estado de quarentena e devido a pandemia que enfrentamos. Um dos que se enquadram neste aspecto e que merecem um olhar até “visionário” é a produção francesa “O Último Suspiro” (Dans La Brume) que está disponível no catálogo de streaming do Looke em um oferecimento do Festival Varilux em Casa.

Bem, o que um filme produzido e lançado em 2018 tem a ver com o momento atual? Acompanhe comigo… Um típico casal parisiense (Romain Duris e Olga Kurylenko) cuida de uma filha com uma rara síndrome que a mantém isolada do mundo exterior em uma espécie de bolha hi-tech que abriga praticamente um quarto ali dentro. Em um dia como outro qualquer, ocorre um súbito terremoto na cidade e uma densa névoa começa a invadir as ruas e sufocar as pessoas.

Sem perder muito tempo com explicações sobre e como a névoa age, o filme parte para enfocar o drama da supracitada família que se vê pedindo abrigo aos idosos que moram no último andar de seu condomínio de pouco mais de cinco andares. E como a névoa não aparenta se dissipar facilmente, as pessoas tem que se proteger de sua chegada iminente tentando obter máscaras, tubos de oxigênio e prender a respiração para não inalar os gases tóxicos.

Assim como ocorre com vários filmes de zumbi e outros em cenários apocalípticos, diversos contratempos obrigam os personagens sobreviventes a saírem de seu refúgio para encarar as ruas. E é nas ruas, em meio a pilhas de cadáveres e ameaças repentinas que cada um parte para tomar decisões que nem sempre são as mais apropriadas.

Diferente da estética americana, onde já veríamos inserts de pessoas morrendo em alta velocidade, uma edição frenética de gente correndo e uma trilha sonora irritante, aqui tudo é conduzido de maneira mais fria e climática. O ritmo não chega a ser lento e entediante como acontece em outras produções europeias. Quanto a isso, “O Último Suspiro” consegue ter seu próprio tempo no reconhecimento da situação tenebrosa e ter uma duração que não extrapola nossa paciência.

Se o uso de um inimigo não-humano lembra algo de Stephen King como já vimos em “O Nevoeiro“, por outro lado a realidade nos faz ver paralelos inevitáveis com a Covid-19 por conta das mortes através da complicação das vias respiratórias em ambientes que até então seriam seguros. Como toda boa ficção científica moderna, o cenário desolador e os desfechos pessimistas de “O Último Suspiro” ajudam a trazer algo diferente nessa modinha de filme catastrófico amparado por efeitos especiais.

Escala de tocância de terror:

Título original: Dans la brume
País de origem: França
Diretor: Daniel Roby
Roteiro: Guillaume Lemans, Jimmy Bemon e Mathieu Delozier
Elenco: Romain Duris, Olga Kurylenko, Fantine Harduin

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RESENHA: Fortuna Maldita (2018)

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Fortuna Maldita

A Netflix lança tanta coisa, que em muitos casos é dificil de acompanhar o que é realmente relevante no catálogo. Neste caso em específico, demorei mais de um ano para poder conferir “Fortuna Maldita” (May the Devil Take You / Sebelum Iblis Menjemput), produção da Indonésia que aparentemente prometia ser bem divertida. Me disseram que o filme se inspirava em obras que gosto muito como “Night of the Demons” e “The Evil Dead” e por isso mesmo fiquei receoso de conferir. (mais…)

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