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RESENHA: Doutor Sono (2019)

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Doutor Sono

[Por Osvaldo Neto]

As adaptações das obras de Stephen King, um escritor que goza de imensa popularidade internacional, são quase que um subgênero do horror no cinema e TV. Desde que Brian De Palma fez CARRIE – A ESTRANHA que filmes e séries baseados e/ou inspirados pelo autor são produzidos em escala massiva e geram bastante expectativa para quem acompanha o gênero. Chegando às salas comerciais pouco após IT – CAPÍTULO 2, DOUTOR SONO é a segunda grande produção da Warner Bros com a grife S. K. lançada em 2019 com estreia nacional nesta semana.

Mas aí convenhamos: DOUTOR SONO, livro e filme, não precisariam existir. O ILUMINADO, livro, filme e minissérie, tem um final que passa longe de ser aberto. Mas já que King escreveu essa continuação e o filme foi feito, vamos nessa.

Com direção e roteiro de Mike Flanagan, o longa tem como protagonista o iluminado Danny Torrance (Ewan McGregor), agora adulto, que segue traumatizado pelos eventos acontecidos no Hotel Overlook. A situação inclusive é agravada pelo seu alcoolismo. O destino do personagem se depara em seu caminho com a adolescente Abra Stone (Kyliegh Curran), uma iluminada que descobriu seus poderes psíquicos aos cinco anos de idade. Além dela, Danny também conhece a impiedosa Rose, a Cartola, líder de uma seita de semi-imortais chamada O Nó, que cruzam os EUA extraindo “o vapor” através do assassinato de suas vítimas inocentes, outras pessoas iluminadas (inclusive crianças) para prolongar as suas vidas.

DOUTOR SONO tem então uma tarefa ambiciosa e bem difícil, que é ser uma continuação digna de um dos filmes de horror mais celebrados de todos os tempos, sem cair na mesmice e na tentação de apelar o tempo todo para a nostalgia dos fãs. E isso o filme consegue… até chegar no decepcionante 3º ato, onde a história se encerra – óbvio! – no hotel Overlook.

(Atenção: Não é ‘Spoiler’ porque o próprio teaser e o trailer se encarregaram de mostrar isso sem disfarçar nada)

Pelas graças de Cthulhu, Flanagan até tem alguma personalidade na direção e não temos mais outro filme que se resume a um jumpscare atrás do outro. O porém é que o seu próprio roteiro adaptado também não ajuda, sendo um tanto repetitivo e com um tedioso excesso de diálogos expositivos e personagens desinteressantes (inclusive os protagonistas), deixando a maioria do elenco com “cara de paisagem” no piloto automático. Uma exceção é o sempre competente Cliff Curtis como Billy, que consegue criar um personagem verossímil com o pouco que foi dado para ele trabalhar.

É impressionante como tanto IT – CAPÍTULO 2 quanto DOUTOR SONO possuem uma duração de mais de duas horas e, mesmo assim, conseguem apresentar resoluções tão apressadas justamente nos momentos em que os filmes precisavam de menos correria. Não é para menos que ambos só devem funcionar para aquele tipo de fã de terror e de grifes (Stephen King, Invocação do Mal, Sobrenatural e cia) que já sabe que vai gostar de um filme antes mesmo de assistir.

Escala de tocância de terror:

Direção: Mike Flanagan
Roteiro: Mike Flanagan e Stephen King (livro “Doctor Sleep”)
Elenco: Ewan McGregor, Rebecca Ferguson, Kyliegh Curran
Ano de lançamento: 2019

* Filme visto na Cabine de Imprensa promovida pela Espaço Z no Cinemark Rio Mar

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SÉRIE: What We Do in the Shadows (2019)

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What We Do in the Shadows

Na próxima quinta (15 de abril), estreia no canal FX dos EUA a segunda temporada de What We Do in the Shadows, série baseada no filme de mesmo nome lançado em 2014. Aqui no Brasil, sua primeira temporada foi exibida no ano passado pela Fox Premium. Vamos aproveitar então o retorno do programa lá fora para tecer algumas linhas sobre a atração.

Se você assistiu ao filme, fique sabendo que a mecânica é a mesma do longa. Uma equipe de filmagem que nunca aparece acompanha a rotina de três vampiros centenários que vivem na mesma casa e tentam se adequar ao mundo moderno. A principal mudança em relação à obra original é que a história se passa nos EUA, mais precisamente em Staten Island, Nova York.

O elenco também é outro Com a adição de uma personagem feminina, Nadja (Natasia Demetriou), e do lacaio Guillermo (Harvey Guillén), o trio de vampiros se completa com Nandor (Kayvan Novak) e Laszlo (Matt Berry). Há ainda um personagem recorrente, Colin Robinson (Mark Proksch), um humano que se apresenta como “vampiro de energia” e que se alimenta da força vital das pessoas, deixando-as entediadas.

A vida deles segue tranquila, até que eles são obrigados a receber como hóspede o barão Afanas (Doug Jones coberto de maquiagem, para variar), um vampiro milenar que vem da Europa e sonha em conquistar a América. Apesar desse ponto de partida, o enredo não se apega muito a ele. Como seriado, What We Do in the Shadows é basicamente uma sitcom, na qual o roteiro tenta brincar com os clichês da mitologia e da cultura pop.

No filme isso deu muito certo, mas ao longo de 10 capítulos, a série não se sustenta. Há momentos brilhantes, mas eles são raridades. Destaque para os episódios The Trial, com a participação de vários atores que interpretaram vampiros no cinema (como Wesley Snipes e Danny Trejo), e The Orgy, no qual, como o próprio nome diz, uma orgia vampírica é organizada, sem muito sucesso.

Porém, a impressão que fica é que assistir What We Do in the Shadows é um grande esforço para poucas risadas, mesmo que seus capítulos tenham apenas 30 minutos em média. Uma pena, pois o elenco todo é muito bom. Esperamos que nessa segunda temporada, os roteiristas estejam mais inspirados.

Escala de tocância de terror:

Direção: Jemaine Clement e Taika Waititi
Roteiro: Jemaine Clement e Taika Waititi
Elenco: Kayvan Novak, Matt Berry e Natasia Demetriou
Origem: EUA

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RESENHA: Maria e João – O Conto das Bruxas (2020)

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Maria e João

MARIA E JOÃO – O CONTO DAS BRUXAS é inspirado num dos contos mais conhecidos dos irmãos Grimm que já foi adaptado várias vezes pras telas. Até uma versão estilizada estrelando o Gavião Arqueiro dos Vingadores já teve! Agora é a vez de Osgood “Oz” Perkins dar sua visão à história optando pelo horror de fato nos oferecendo uma fábula cruel e cabulosa típica dos contos originais. (mais…)

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RESENHA: Quando as Luzes se Apagam (2016)

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Quando as Luzes se Apagam

[Por Jarmeson de Lima]

Em sua essência, “Quando as Luzes se Apagam” é mais um drama familiar sobrenatural. Temos aqui uma mãe traumatizada, uma criança assustada, um pai desaparecido e uma filha rebelde compondo o núcleo principal desta produção que nos envolve em uma trama alegórica sobre o medo do escuro.
(mais…)

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