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DICA DA SEMANA: Never Hike Alone (2017)

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Never Hike Alone

[Por Felipe Macedo]
A franquia Sexta-Feira 13 é um verdadeiro baluarte do cinema de terror e tem no seu personagem central um ícone da cultura pop. Jason Voorhees estampa camisetas, está em gibis, games e em quase tudo que se possa imaginar. Atualmente, no entanto, a série passa por um hiato forçado devido a uma briga judicial pelos direitos da franquia e personagem. Mas nada disso impediu de uma equipe de cinema e entusiastas da série fazerem sua homenagem em “Never Hike Alone“, um fã-filme que foi bancado por crowdfunding.

A história segue um digital influencer no ramo de caminhadas e acampamentos em lugares remotos. Seus seguidores ficam a par dos melhores lugares para fazer isso e o contato online entre eles é frequente. Tudo ia bem até que… inadvertidamente, o rapaz decide fazer videos num lugar antes conhecido como Crystal Lake descobrindo da pior forma possível que a lenda de Jason é real e se vê num jogo de gato e rato com o famoso psicopata mascarado. Dito isto, só nos resta saber se o jovem conseguirá sobreviver a esta noite de terror.
Uma coisa deve ser dita logo de cara, o filme é muito bem realizado e não se parece com os fan-filmes amadores que estamos acostumados a ver pela net. O longa tem uma direção competente que capta belas paisagens e consegue causar apreensão antes mesmo de Jason aparecer. E quando ele aparece, o suspense criado se sustenta até o final proporcionando divertidos momentos. O roteiro consegue ser mais elaborado que muita sequência oficial e deixa o body count um pouco de lado para focar mais no suspense de sobrevivência.

O ator consegue carregar o filme nas costas e causar empatia a ponto da gente querer que ele consiga se safar. E olhe que o antagonista está ótimo causando uma ótima impressão. Até fazia tempo que eu não via um Jason tão ameaçador assim. A produção conta ainda com diversas referências e homenagens aos filmes antigos guardando uma surpresa para os apreciadores da franquia. Para todos que ficaram curiosos com a ideia, “Never Hike Alone” está completo no YouTube.

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"Nós deixamos de procurar os monstros embaixo de nossas camas, quando percebemos que eles estão dentro de nós"

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DICA DA SEMANA: Warlock, O Demônio (1989)

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Warlock, O Demônio

Colônia de Massachusetts, Boston, Século XVII. Um feiticeiro, interpretado por Julian Sands, capturado e condenado por práticas demoníacas está prestes a ser enforcado e depois queimado sobre um cesto com gatos vivos (?!?) quando magicamente é transportado para o Século XX.

Junto com ele, Redferne (Richard E. Grant), seu carrasco, também vem para na Boston do final dos anos 80 e com a ajuda de uma jovem (Lori Singer) tentará rastrear e destruir o feiticeiro antes que ele coloque suas mão nas páginas do Grand Grimoire (a bíblia do capeta) e desfaça tudo o que Deus criou. Estamos falando de “Warlock, O Demônio“, polêmico filme que despertou atenção até do Alborghetti quando a Rede OM exibiu o longa na TV aberta pela primeira vez.

Lembro como fiquei ansioso para ver esse filme na época de seu lançamento graças à uma matéria numa revista “Terror e Ficção“. Ela contava como o filme continha várias referências “verdadeiras” sobre bruxaria e coisa e tal. Assistindo, realmente havia coisas bem interessantes e inéditas no cinema lá pra ver (o lance dos pregos nas pegadas, por exemplo, é sensacional). Apesar do argumento ser basicamente um “Exterminador do Futuro” só que vindo do passado e com bruxos, consegue segurar a onda e divertir bastante.

O diretor Steve Miner (aquele do segundo “Sexta-Feira 13” e de “A Casa do Espanto“) mantém o filme em bom ritmo mesclando elementos de terror, comédia e ação. O trio de protagonistas têm ótima química, com destaque para Sands que faz um feiticeiro impecável. Como em certos momentos o filme abusa um pouco dos efeitos especiais, fica um pouquinho “datado” mas nada que comprometa o conjunto da obra.

O filme está disponível no YouTube em uma cópia com qualidade de VHS (tem uma versão dublada e com imagem melhor, também) mas pra quem quiser ver o filme numa qualidade bacana, a Obras Primas do Cinema lançou o filme no volume 3 da coleção “Sessão de Terror Anos 80“. Já as continuações “Warlock II” e “Warlock 3: Armageddon” podem ser vistas na Amazon Prime Video, que pelo visto esqueceu de colocar o primeiro em seu catálogo…

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DICA DA SEMANA: O Escondido (1987)

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O Escondido

A dica desta semana é um daqueles filmes que mesclam lindamente o gênero policial com horror e sci-fi. “O Escondido” (The Hidden), lançado em 1987, traz pra gente uma história aparentemente batida, mas bem conduzida a ponto de ficarmos na expectativa do que virá a acontecer cena após cena.

Em termos de ação, o longa já começa explodindo tudo com uma perseguição de carros e viaturas policiais. A caçada humana ocorre por conta de um sujeito aparentemente pacato que, do nada, assaltou um banco, matou um bocado de gente, deixou mais meio mundo de gente ferida e infringiu várias leis de trânsito na fuga.

No final da perseguição, ele é levado a um hospital em estado grave onde é revelado para nós espectadores o motivo pelo qual ele estava transtornado. Neste rastro de morte e confusão, o sujeito vinha sendo rastreado também por um misterioso agente do FBI (Lloyd Gallagher, alguns anos antes de Twin Peaks) que aparentemente sabe o que está rolando.

Possivelmente a maioria das pessoas que viveu os anos 80, já conhece o filme ou sabe do que se trata o tal “escondido” do título, no entanto pra garantir um melhor aproveitamento de quem nunca o assistiu, vou parando por aqui na sinopse.

É claro que “O Escondido” tem alguns pontos fracos, a começar pelo seu style datado que inclui uma trilha bem metal farofa característica da época e aquela obsessão yuppie por carros conversíveis. Mas o que você, caro leitor, precisa saber, é que se você curtiu “Enigma do Outro Mundo” e “O Exterminador do Futuro” (o primeiro e não aquelas continuações), certamente vai curtir este filme aqui também.

O Escondido” está disponível em versão legendada atualmente na mais nova plataforma de streaming brasileira: Vix. O bom é que pra ver filmes e séries não precisa de cadastro e nem de assinatura, mas de tempos em tempos aparece propaganda entre as cenas como ocorre em alguns canais de Tv a cabo.

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DICA DA SEMANA: A Casa do Espanto (1986)

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A Casa do Espanto

Não vou mentir, A Casa do Espanto (House, 1986) é ruim que dói. Mas é aquele ruim, tão ruim, que é bom. E para quem já tá aí na faixa dos 40, vale pelo saudosismo, pois o filme passava o tempo todo na Globo, na segunda metade dos anos 80 e início da década de 90. Quando era criança, eu morria de medo, hoje tem cena que dá até vergonha alheia.

Mas vamos à sinopse dessa pérola dirigida por Steve Miner (o mesmo de Sexta-feira 13 parte 2 e 3 e Warlock: o Demônio) e escrita por Fred Dekker (Deu a Louca nos Monstros e A Noite dos Arrepios). O roteiro, bem sem pé nem cabeça, acompanha o escritor Roger Cob, que cresceu na casa da tia, após ficar órfão, e retorna para lá, depois que a velha morre.

Azarado é ele. Além de seu filho ter sumido misteriosamente nessa mesma casa, ele ainda está passando por um processo de divórcio. Não bastasse isso, tem trauma de quando lutou na guerra do Vietnam e ainda agora mora em uma casa assombrada. Mas era assombrada quando ele morou lá criança ou já como adulto e pai de família? Ninguém sabe e ninguém liga.

O que interessa em A Casa do Espanto é o suco dos anos 80 que sai do filme, com aquela clássica mistura de comédia com horror, maquiagem tosca e cenas sem sentido, apenas pra dar um susto ou outro no espectador. Tem no YouTube, dublado, que é testar sua paciência mesmo. Boa sorte!

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