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Resenhas

DVD: Manhunter – Caçador de Assassinos (1986)

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Manhunter

Antes de Anthony Hopkins fazer Hannibal Lecter em O SILÊNCIO DOS INOCENTES e muito, mas muito antes do lançamento da série HANNIBAL com Mads Mikkelsen, o famoso personagem criado pelo autor Thomas Harris já havia surgido em um longa-metragem dirigido por ninguém menos que Michael Mann. Trata-se de MANHUNTER – CAÇADOR DE ASSASSINOS, com produção de Dino de Laurentiis, que percebeu o grande potencial de Mann antes dele atingir maior fama.

O filme foi uma adaptação cinematográfica do livro DRAGÃO VERMELHO, que também chegaria a ser levado aos cinemas em 2002 com direção de Brett Ratner e Hopkins reprisando o papel pela terceira e, até então, última vez.

É uma experiência bem interessante assistir às duas versões e fazer comparações entre os aspectos que fazem esses dois filmes serem radicalmente diferentes entre si. Enquanto um é um ‘thriller’ policial que não tem o menor receio de ser frio, cru e sombrio, o outro tem seus momentos mas é decididamente um suspense mais convencional, feito de olho no grande público.

Basta observar a enorme importância e tempo de cena dado a Lecter dentro da história só porque ele está sendo novamente interpretado por Hopkins. Em MANHUNTER, o personagem deve ter – se muito – quase 10 minutos de participação no total de suas cenas.


O realismo do filme de Mann também está presente na própria apresentação de ‘Lecktor’, vivido aqui por um excelente Brian Cox. Percebam o quanto o sujeito pode ser manipulador em sua cena principal no filme, o reencontro com Will Graham (William Petersen), o agente do FBI que quase chegou a ser uma de suas vítimas e foi o responsável por sua prisão. É nela que o espectador nota que há um verdadeiro monstro por trás da aparente calma desse homem. Você bate o olho no Hannibal de Hopkins e sabe de imediato que o cara é um doido varrido.

Francis Dollarhyde (Tom Noonan), o “Fada dos Dentes”

Portanto, se você já assistiu a série HANNIBAL e os outros longas com esse famoso ‘serial killer‘ do cinema, TV e literatura, corra atrás de MANHUNTER – CAÇADOR DE ASSASSINOS. Essa obra-prima do gênero encontrava-se fora de catálogo e voltou ao mercado de home video brasileiro através da Classicline em um lançamento exclusivo em parceria com a Livraria Cultura. As imagens utilizadas na resenha foram capturadas a partir desta nova edição.


O disco é simples, com outra opção de arte no verso da capinha e conteúdo extra se restringindo a uma galeria de fotos e posters, mas a cópia presente na edição é muito boa e remasterizada, preservando o aspecto original da fotografia e toda a classe e estilo empregados por Mann para contar essa história assustadora.

Outras capturas do DVD:

Brian Cox entrega um valioso detalhe sobre a sua atuação no filme nesta entrevista recente.

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RESENHA: Amizade Desfeita (2015)

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Amizade Desfeita

Parece que o formato ´captura de tela´ é o novo ´found-footage´ que veio pra ficar. Agora é a vez da Universal Pictures que resolveu apostar nessa produção da Blumhouse Productions (Sobrenatural, The Purge, Ouija) intitulada Amizade Desfeita (Unfriended) que não passa de mais um filme genérico de fantasma vingativo contra adolescentes descerebrados.

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O filme abre com um vídeo flagrante de uma garota chamada Laura Barns cometendo suicídio e sabe-se logo em seguida que a mesma era vítima de cyber-bullying. Com roteiro de Nelson Greaves e direção de Leo Gabriadze, o longa nos mostra tudo através da captura de som e imagem da tela do notebook de Blair, que após assistir tal tragédia, se conecta com o namorado, Mitch, pra fazer amorzinho virtual pela webcam. Tesão, hein? Eis que de repente, quatro amigos invadem o chat do casal formando uma conversa em grupo no por Skype. Ô beleza! E para quebrar o clima valendo, um usuário não identificado entra na vídeo conferência grupal e começa a tocar o terror pra cima da galera.

Vale lembrar que essa narrativa ‘web-footage’ não é novidade, pois já foi utilizado pelos eficientes The Den (2013) e Open Windows (2014 – com Sasha Grey e Elijah ´Frodo´ Wood). É uma pena que no caso de Unfriended, essa escolha não foi das mais felizes, pois ao contrário do já citado Open Windows, a câmera não passeia pela tela da protagonista, ficando em uma tela cheia estática que, vez por outra, vira uma confusão de janelas abertas de tudo quanto é site e aplicativos. Por falta de criatividade(?) ou para criar mais senso de realidade, não foram criados programas fictícios. Sendo assim, tudo roda num MacBook com seu iOS, os aplicativos são o Skype e Messages, os sites são o Google, Youtube, Facebook etc.

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Voltando ao enredo, a coisa fica cabulosa quando o tal hacker clama ser a finada Laura e passa a enviar, e postar, fotos e vídeos  comprometedores de cada um no Facebook através dos perfis deles mesmos. Claro que isso gera confusão até perceberem que tudo é obra do tal penetra virtual. Detalhe que a princípio, só o casal, Blair e o Mitch, sabe que se trata supostamente da falecida amiga que, obviamente, os acusa de terem provocado a sua morte. Inicialmente, o joguinho da discórdia funciona, mas, apesar de algumas mortes, começa a ficar chato. A coisa só melhora pra lá da segunda metade do longa, quando a fantasma virtual, que até a luz da casa deles consegue apagar, se revela para todos. Agora, ela decide botar pra foder geral com uma espécie de jogo da verdade onde quem perde morre. O desespero é geral e as atuações exageradas até que rendem boas risadas.

Agora, Amizade Desfeita empolga e pequenos detalhes vão dando um charme todo especial, como quando a Blair mente descaradamente pra o namorado e o espírito bota pra tocar a música “How you lie, lie, lie” (Como você mente, mente, mente) do Connie Conway e ela fica tentando sem sucesso fechar o player de música; ou quando em vários momentos a protagonista escreve, apaga e rescreve as mensagens pra defunta no chat do Facebook, nos dando assim indícios que ela está escondendo algo dos amigos e de nós. As mortes são simples e convincentes dentro da limitação do avatar da webcam dos protagonistas. O clima de suspense sobre a identidade do hacker do além funciona até certo ponto.

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A persona sádica e sagaz de Laura Barns é uma grata surpresa. Ela tortura sem dó nem piedade cada um, desconstruindo e derrubando todas as máscaras de amizade e lealdade do grupo. Sempre com uma carta na manga, essa a alma sebosa merece o prêmio joinha de ´feladaputagem´ do próprio Capeta, pois se utiliza do mesmo modus operandi, no papel de acusadora e agente do caos. Detalhe esse que, apesar de funcionar, não foi elevado a máxima pelo enredo até o fim, mas talvez eu esteja querendo demais de uma produção mainstream.

Com alguns pontos positivos, o fato é que esse formato cansa e o já mencionado problema do ponto de vista fixo só contribui para isso. No fim das contas, Amizade Desfeita até que é um filme eficiente e cruel, mas infelizmente não segura a onda “precisando” trair o próprio formato para concluir a trama.

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Nota: Amizade Desfeita custou apenas R$ 1 milhão e faturou cerca de 32 milhões nos EUA e tem sua estreia nos cinemas brasileiros marcada para 12 de Novembro.

Escala de tocância de terror:

Título alternativo: Cybernatural

Direção: Levan Gabriadze
Roteiro: Nelson Greaves 

Elenco: Heather Sossaman, Matthew Bohrer e Courtney Halverson
Origem: EUA e Rússia

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RESENHA: Doutor Sono (2019)

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Doutor Sono

[Por Osvaldo Neto]

As adaptações das obras de Stephen King, um escritor que goza de imensa popularidade internacional, são quase que um subgênero do horror no cinema e TV. Desde que Brian De Palma fez CARRIE – A ESTRANHA que filmes e séries baseados e/ou inspirados pelo autor são produzidos em escala massiva e geram bastante expectativa para quem acompanha o gênero. Chegando às salas comerciais pouco após IT – CAPÍTULO 2, DOUTOR SONO é a segunda grande produção da Warner Bros com a grife S. K. lançada em 2019 com estreia nacional nesta semana.

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RESENHA: A Torre Negra (2017)

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A Torre Negra

[Por Felipe Macedo]

Stephen King é um dos dos autores mais adaptados do cinema e em meio a tantos filmes, a maioria é de qualidade duvidosa. Poucos são os que merecem ser dignos de menção. O novo longa baseado em sua obra é inspirado na série de livros A Torre Negra e que de acordo com o próprio King bebe da fonte de Tolkien na construção do universo e criaturas fantásticas. (mais…)

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