conecte-se conosco

Dicas

DICA DA SEMANA: Fúria Silenciosa (1982)

Publicados

em

Fúria Silenciosa

Achou que nunca ia ter filme de Chuck Norris aqui no Toca o Terror? Achou errado, caro leitor! Demorou, mas enfim chegou a hora de falarmos de “Fúria Silenciosa” (Silent Rage), um dos primeiros filmes desta fera e que não era da seara de luta/ação. É de terror, mas é claro que também ia ter este inestimável ícone do cinema dando seus golpes mortais.

Como todo boa obra de terror dos anos 80, este filme aqui tem um roteiro pra lá de absurdo. E por isso mesmo, deliciosamente divertido. Acompanhe comigo: Um sujeito meio pino frouxo tem um surto repentino daqueles que os remédios não dão conta e acaba ameaçando a vida da própria família.

No meio da balbúdia, os vizinhos acionam a polícia que prontamente chega à residência de John Kirby (Brian Libby). Eis que pro azar do maníaco psicótico, o xerife da cidade é ninguém menos que Dan Stevens (Chuck Norris). Em uma perseguição meio desastrada, para dizer o mínimo, o meliante acaba sendo baleado e gravemente ferido.

Numa dessas coincidências que só acontecem em filmes, o terapeuta do jovem Kirby acompanha a tragédia e no hospital resolve realizar um novo tratamento experimental nele transgredindo todo tipo de conduta ética. Em tese, esta medicação seria capaz de cicatrizar feridas e recuperar danos causados a órgãos internos. Mas para o bem e para o mal, a experiência reavivou o cara e o transformou numa espécie de Michael Myers que agora age como um zumbi obedecendo as ordens de seu mestre sem balbuciar nenhuma sílaba.

E é aí onde o filme se torna peculiarmente interessante. Indo atrás de novos casos de homicídio, o xerife Stevens esbarra no psicopata ‘Deadpool‘ e descarrega nele todo tipo de bala e porrada. Pena que essa parte, a mais esperada, fique restrita ao último ato deste slasher de ação.

Em 1h40, “Fúria Silenciosa” tem briga, tem sangue, um pouco de gore e suspense. Mas também tem falhas ridículas em cenas de luta, um romance feito pra encher linguiça e sequências meio nonsense. Convenhamos, não é uma obra prima, mas no quesito diversão não faz feio. Quem estiver curioso por esta bela salada, o filme encontra-se no catálogo do Tubi, um serviço gratuito de streaming estrangeiro com vários filmes meio esquecidos e outros obscursos.

Continue lendo
Clique para comentar

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Dicas

DICA DA SEMANA: Hanyo, a Empregada (1960)

O cinema sul-coreano de horror é um dos melhores do mundo. E não é de hoje…

Publicados

em

Hanyo

Após a grande vitória de Parasita no Oscar 2020, os olhos do público admirador da sétima arte se voltaram para a Coreia do Sul. E aproveitando esse barco, minha dica de semana é um filme de 1960 chamado “Hanyo, a Empregada“, considerado o “Cidadão Kane” coreano pelo diretor Bong Joon-ho. (mais…)

Continue lendo

Dicas

DICA DA SEMANA: O Exército do Extermínio (1973)

Publicados

em

Exército do Extermínio

Quando se fala que George A. Romero não fez só ‘filmes de zumbi’, as primeiras produções que vêm à mente são os famosinhos Martin, Instinto Fatal e A Metade Negra, além da clássica antologia Creepshow: Arrepio do Medo. Mas lá em 1973, somente cinco anos após A Noite dos Mortos-Vivos, Romerão lançava outra obra totalmente politizada. (mais…)

Continue lendo

Dicas

DICA DA SEMANA: A Noiva Possuída (2013)

Publicados

em

Noiva Possuída

[Por Jarmeson de Lima]

Já cansamos um pouco de ver filmes relacionados a exorcismo e possessão no cinema de horror ocidental com suas fórmulas batidas e finais previsíveis. Sendo assim, fiquei surpreso em ver no catálogo da Netflix Brasil um filme turco chamado “A Noiva Possuída” (Dabbe 4 – Cin Çarpmasi), que apresenta um caso misterioso que supostamente ocorreu há alguns anos em uma pequena aldeia chamada Kıbledere. (mais…)

Continue lendo

Trending