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RESENHA 2: Ameaça Profunda (2020)

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Ameaça Profunda
[Por Osvaldo Neto]
O início de Janeiro geralmente é visto como um período em que os estúdios lançam os filmes nos quais eles não apostam muito. Parece o momento ideal para que um filme “pequeno” como AMEAÇA PROFUNDA (Underwater, 2020) ganhe uma atenção a mais do público.
Embora orçado em US$80 milhões, o longa é um ‘B’ de estúdio que evoca os filmes de terror submersos que saíram na carona de “O Segredo do Abismo” (The Abyss), do James Cameron, tais como “Leviathan” e “Abismo do Terror” (DeepStar Six), assim como a atmosfera e claustrofobia de “Abismo do Medo” (The Descent, 2005).

AMEAÇA PROFUNDA consegue ser atraente pela sua assumida despretensão em não ser nada mais que um correto exemplar de horror/suspense para consumo em multiplex. Um olhar mais atento pode reparar que o longa passou por uma pós-produção complicada (narração em off para tapar buracos, excesso de informação nos créditos, cenas que a montagem não permite “respirar”). Faz sentido quando se sabe depois que essa produção foi filmada há três anos atrás e só agora está sendo lançada internacionalmente.
O filme peca mais por ser muito previsível, não gerando qualquer surpresa para um espectador mais exigente. O roteiro também não traz nenhum pingo de originalidade, com algumas cenas chegando a ser risíveis de tão idênticas às de vários outros filmes mais celebrados.

Ao menos, o bom ritmo e o elenco enxuto encabeçado por Kristen Stewart e Vincent Cassel, que é melhor do que os personagens vazios merecem, consegue segurar as pontas. AMEAÇA PROFUNDA até diverte, se visto sem qualquer expectativa.

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1 comentário

  1. Wagner Andrade

    11 de janeiro de 2020 a 10:06

    Pq duas resenhas ?

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RESENHA: O Farol (2019)

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[Por Rodrigo Rigaud]*
Após A Bruxa, difícil resistir a lançar holofotes sobre o novo longa de Robert Eggers – ainda o segundo de sua carreira. Para quem mergulhou no universo de isolamento, fanatismo, loucura e fantasia – um horror, de fato – de seu filme debut, O Farol (The Lighthouse) poderá soar como um naufrágio na potência de seu cinema. (mais…)

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RESENHA: Contato Visceral (2019)

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Contato Visceral

Sinceramente, alguns títulos traduzidos da Netflix atrapalham mais do que ajudam na hora de decidir o que ver. Se não fosse alguns colegas falarem bem de “Wounds“, eu jamais chegaria perto de assistir o filme que está no catálogo de streaming com o nome de “Contato Visceral“.

Dirigido por Babak Anvari, o mesmo autor de “À Sombra do Medo” (Under The Shadow), esta produção com selo Netflix vai fisgar a atenção de quem curte um horror sobrenatural perturbador.

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SÉRIE: Marianne (2019)

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marianne
[Por Felipe Macedo]

Histórias de bruxas sempre fascinaram o público. Sejam elas voltadas pra algo mais assustador ou infantil, essas personagens sempre causaram certo impacto. A lenda da bruxa má povoa nossa imaginação desde a infância em histórias como “João e Maria” e depois na vida adulta em filmes como “ Suspiria ”.

A Netflix sabendo do interesse sobre o tema e na falta de produções atuais sobre o assunto, trouxe recentemente para seu catálogo a série francesa “Marianne” prometendo noites insones para o público. A trama acompanha Emma, uma jovem escritora de bastante sucesso devido a uma série de livros onde a bruxa Marianne, literalmente toca o terror. Forçada a voltar para a cidade de Eden, uma pequena cidade costeira na França, lá ela descobre que sua personagem é real e está a procura de algo. Agora cabe a Emma e seus amigos de infância colocarem um fim no reinado de terror de Marianne.

Bem, qualquer semelhança com algumas historias de Stephen King não é mera coincidência. É notável a influência do autor em toda a história. O clima soturno e uma criatura realmente maligna norteiam a trama com alguns momentos cabulosos. Pena que isso não dure muitos episódios. Apesar de ter bastantes clichês do gênero, no começo a série me prendeu e logo em seguida me fez revirar os olhos diversas vezes. A tentativa de humor, no entanto, é totalmente descabida, sem agradar em nenhum momento gerando até irritação em uma quebra de clima.


O formato de série não ajudou no desenvolvimento dos demais personagens. Tirando Emma e Marianne, os outros são apenas estereótipos de filmes de terror. Pra piorar não são carismáticos e a medida que somem ou morrem na história, isso não acarreta peso algum. E isso é um grande problema no roteiro. A falta de consequências em situações que deveriam repercutir são esquecidas rapidamente. Num filme, isso é compreensível pela questão do tempo, mas numa série? Parece preguiça mesmo.

O número de episódios também poderia ter sido reduzido para no máximo uns seis. Tanto é que no meio da temporada temos muita encheção de linguiça. No fim, “Marianne” tem uma premissa boa, uma vilã realmente aterradora, mas os jumpscares em desmasia e a tentativa a todo custo de parecer um enlatado americano tiram muito de sua graça.

Escala de tocância de terror:

Criador: Samuel Bodin
Elenco: Victorie Du Bois, Lucie Boujenah, Alban Lenoir e outros
País de origem: França
Ano de lançamento: 2019

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