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RESENHA: Aterrorizados (2017)

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Aterrorizados

[Por Geraldo de Fraga]

O cinema argentino tem se destacado há tempos, são inúmeros os exemplos de obras que fizeram sucesso. Você mesmo já deve ter assistido e gostado de algum. Porém, não havia ainda um longa do gênero horror que arrebatasse corações. Agora tem. Aterrorizados (Aterrados), escrito e dirigido por Demián Rugna, é esse exemplar que faltava.

Situado em um subúrbio qualquer de Buenos Aires, o roteiro nos leva a uma história de fantasmas. Pode parecer mais do mesmo no início, mas ledo engano. Alternando o protagonismo entre vários personagens, Aterrorizados apresenta uma vizinhança assombrada que vira alvo de estudos de dois parapsicólogos, após incidentes violentos serem registrados.

Depois que os primeiros eventos são desencadeados, a equipe de investigadores, acompanhada de dois policiais, resolve passar a noite nas casas onde os fenômenos se manifestaram. Antes, o filme já nos brinda com bons momentos, mas é a partir daí que a coisa entra em um espiral de cenas assustadoras.

O roteiro não explica nada mastigado, mas o espectador nem tem tempo para tentar entender o que está de fato acontecendo, e é melhor deixar se levar. A trama passando por três núcleos diversifica as situações, mesmo que elas estejam interligadas.

Outro belo trunfo de Aterrorizados é focar nos efeitos práticos, até na hora dos jumpscares. Tudo é muito mais realista do que certas produções hollywoodianas. O filme de Demián Rugna é uma obra que oxigena o gênero ‘poltergeist’ como nenhuma outra conseguiu recentemente. E tudo isso sem precisar da velha mitologia cristã com seus padres, rezas ou crucifixos, o que é outra vantagem.

Escala de tocância de terror:

Direção: Demián Rugna
Roteiro: Demián Rugna
Elenco: Ariel Chavarría, Maximiliano Ghione, Norberto Gonzalo
Origem: Argentina
Ano de lançamento: 2017

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5 Comentários

5 Comments

  1. Neuza Leite

    3 de outubro de 2018 a 18:42

    Que filme! Obrigada pela indicação! 😊

  2. Rodrigo Ávila

    3 de outubro de 2018 a 22:23

    Assisti esse no Fantaspoa, excelente filme!

  3. centoundici

    27 de abril de 2019 a 17:35

    Obrigado pela sugestão do filme, fui surpreendido com uma ótima produção de horror! Um dos melhores que vi está semana. 🖒

  4. Pingback: LISTA: Top 20 – Melhores filmes da década (2010-2019) | Toca o Terror

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RESENHA: In Search of Darkness (2019)

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Search of Darkness

[Por Frederico Toscano]*

In Search of Darkness é um documentário com uma proposta simples e direta: destrinchar a produção de horror dos Estados Unidos da década de 80. Lançado em maio do ano passado, acabou não chamando tanta atenção no Brasil (ou mesmo lá fora), provavelmente por não ter recebido uma distribuição e divulgação mais abrangentes. O que é compreensível, já que o projeto não saiu de um estúdio convencional, sendo fruto de uma bem-sucedida campanha de arrecadação dos sites Kickstarter e Indiegogo.

Com a meta alcançada e os fundos garantidos, o diretor e roteirista David Weiner deve ter pensado que os apoiadores mereciam ver seu dinheiro bem empregado. E entregou um filme de quatro horas e meia de duração. E pensar que teve gente reclamando de O Irlandês(mais…)

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RESENHA: The Titan (2018)

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The Titan

Em mais uma aposta da Netflix na Ficção Científica, “The Titan” é uma prova que nem sempre a gigante do streaming acerta em suas produções. Veja bem, não é culpa da produção técnica em si (quase sempre impecável), mas de parte do roteiro e de seu ritmo. (mais…)

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SÉRIE: Coletivo Terror (2020)

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Coletivo Terror

Coletivo Terror (Bloodride), série norueguesa da Netflix, é uma produção em formato de antologia. São seis episódios com histórias independentes, durando cerca de 30 minutos cada. Os roteiros são diversificados, temos contos de fantasmas, psicopatas, lendas nórdicas, tudo no melhor estilo Além da Imaginação.

Three Sick Brothers

Muita gente pensa que escrever histórias curtas pode ser fácil, mas nem todo mundo é capaz de condensar uma ideia em um espaço de tempo limitado. Em certos casos é até mais difícil. E a série criada por Kjetil Indregard e Atle Knudsen tropeça justamente aí, falhando em dar ritmo aos capítulos e buscando sempre uma reviravolta que poucas vezes surpreende o espectador.

The Elephant in the Room

De algum destaque, listamos como bons argumentos os episódios Three Sick Brothers (E02), Lab Rats (E04) e The Elephant in the Room (E06). A intenção foi boa, mas uma coisa ou outra no roteiro acaba deixando-os menos interessantes do que poderiam ter sido. Lab Rats tinha tudo para ser ótimo suspense, não fossem os diálogos constrangedores.

Ultimate Sacrifice

Ultimate Sacrifice (E01), Bad Writer (E04) e The Old School (E05) são os responsáveis por jogar a nota do programa lá pra baixo, com histórias ruins, previsíveis e atuações que deixam a desejar. O primeiro principalmente por ser o único a fugir do lugar comum e focar em um fato histórico bem norueguês: a herança viking.

Talvez o formato de curtas empolgue quem procura um passatempo rápido e leve, mas não espere ser surpreendido em nada por Coletivo Terror. Se uma segunda temporada for confirmada pela Netflix, é bom os criadores começarem a se esforçar mais.

P.S.: Não entendi a relação com o ônibus da abertura.

Escala de tocância de terror:

Título original: Bloodride
Direção: Geir Henning Hopland e Atle Knudsen
Roteiro: Kjetil Indregard e Atle Knudsen
Elenco: Stig R. Amdam, Anna Bache-Wiig e Ellen Bendu
Origem: Noruega

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