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RESENHA: Megatubarão (2018)

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megatubarão

[Por Jarmeson de Lima]

Cerca de 40 anos após a primeira febre de filmes com tubarões, estamos vendo novamente filmes que colocam esta fera marítima como protagonista. E em meio a produções modestas e outras que apelam para o escracho por seu baixo orçamento, “Megatubarão” chega para chamar a atenção com um mega orçamento e uma campanha de marketing tão grande quanto o bicho que aparece na tela. Quando você ouve pessoas aleatórias falando na rua sobre o “novo filme de tubarão“, é certeza que pelo menos esta parte fizeram bem.

O filme vem para apresentar este peixe assassino com uma abordagem mais séria e com poucas falhas de roteiro. Mas ao contrário do que o primeiro trailer sugeria, “Megatubarão” não é engraçadinho ou zoeiro. A expressão sempre sisuda e carrancuda de Jason Statham não deixa espaço para piadinhas. Quando elas aparecem, é para quebrar o gelo mas nem sempre funcionam.

Mesclando drama, ficção científica e ação, o filme transcorre em águas internacionais próximo à costa da China. Eis um motivo pelo qual temos também um elenco diversificado e multi étnico que interage bem sem que pareçam forçados. É numa plataforma oceânica que se transformou em uma super hi-tech estação marítima que pesquisadores vão atrás do que seria o ponto mais profundo do oceano.

Após encontrarem um nível sub-abissal a 12 km mar adentro, a equipe descobre um ecossistema deslumbrante que fica bonito de ver na tela do cinema, mas que esconde uma gigantesca ameaça. Sim, a esta altura já devem imaginar que é onde vive o tal megatubarão, descendente do Megalodon, criatura pré-histórica que é maior do que a maior das baleias de nossa era.

E como as coisas não saem conforme o esperado, parte da equipe de exploradores fica presa no fundo do mar esperando resgate. O escolhido para esta missão é ninguém menos que o relutante Jonas Taylor (Statham) que alguns anos antes já havia participado de uma missão turbulenta e complexa, deixando traumas em nosso heroi. Nestas quase duas horas de filme, temos tempo suficiente para ver o protagonista brucutu tentar salvar vidas, mudar de ideia, salvar mais gente e depois buscar uma forma de matar o tubarão implacável.

Não há, no entanto, cenas muitos memoráveis de ação ou sustos em “Megatubarão“. A direção de Jon Turteltaub (“A Lenda do Tesouro Perdido”) é corretinha demais, com cenas econômicas de sangue e mortes mas ao menos faz com que o espectador se sinta encorajado para ver como tudo vai se desenrolar. Após o final dos créditos, no entanto, você fica com a impressão de ter visto SÓ mais um filme de tubarão que assusta mais pelo tamanho do que pela sua voracidade.

Escala de tocância de terror:

Título original: The Meg
Diretor: Jon Turteltaub
Roteiro: Dean Georgaris e Jon Hoeber
Elenco: Jason Statham, Bingbing Li e Rainn Wilson
Ano de produção: 2018

* Filme visto na cabine de imprensa promovida pela Espaço Z no Recife

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RESENHA: O Último Suspiro (2018)

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 Último Suspiro

Certos filmes passaram a ter um novo significado a partir deste estado de quarentena e devido a pandemia que enfrentamos. Um dos que se enquadram neste aspecto e que merecem um olhar até “visionário” é a produção francesa “O Último Suspiro” (Dans La Brume) que está disponível no catálogo de streaming do Looke em um oferecimento do Festival Varilux em Casa.

Bem, o que um filme produzido e lançado em 2018 tem a ver com o momento atual? Acompanhe comigo… Um típico casal parisiense (Romain Duris e Olga Kurylenko) cuida de uma filha com uma rara síndrome que a mantém isolada do mundo exterior em uma espécie de bolha hi-tech que abriga praticamente um quarto ali dentro. Em um dia como outro qualquer, ocorre um súbito terremoto na cidade e uma densa névoa começa a invadir as ruas e sufocar as pessoas.

Sem perder muito tempo com explicações sobre e como a névoa age, o filme parte para enfocar o drama da supracitada família que se vê pedindo abrigo aos idosos que moram no último andar de seu condomínio de pouco mais de cinco andares. E como a névoa não aparenta se dissipar facilmente, as pessoas tem que se proteger de sua chegada iminente tentando obter máscaras, tubos de oxigênio e prender a respiração para não inalar os gases tóxicos.

Assim como ocorre com vários filmes de zumbi e outros em cenários apocalípticos, diversos contratempos obrigam os personagens sobreviventes a saírem de seu refúgio para encarar as ruas. E é nas ruas, em meio a pilhas de cadáveres e ameaças repentinas que cada um parte para tomar decisões que nem sempre são as mais apropriadas.

Diferente da estética americana, onde já veríamos inserts de pessoas morrendo em alta velocidade, uma edição frenética de gente correndo e uma trilha sonora irritante, aqui tudo é conduzido de maneira mais fria e climática. O ritmo não chega a ser lento e entediante como acontece em outras produções europeias. Quanto a isso, “O Último Suspiro” consegue ter seu próprio tempo no reconhecimento da situação tenebrosa e ter uma duração que não extrapola nossa paciência.

Se o uso de um inimigo não-humano lembra algo de Stephen King como já vimos em “O Nevoeiro“, por outro lado a realidade nos faz ver paralelos inevitáveis com a Covid-19 por conta das mortes através da complicação das vias respiratórias em ambientes que até então seriam seguros. Como toda boa ficção científica moderna, o cenário desolador e os desfechos pessimistas de “O Último Suspiro” ajudam a trazer algo diferente nessa modinha de filme catastrófico amparado por efeitos especiais.

Escala de tocância de terror:

Título original: Dans la brume
País de origem: França
Diretor: Daniel Roby
Roteiro: Guillaume Lemans, Jimmy Bemon e Mathieu Delozier
Elenco: Romain Duris, Olga Kurylenko, Fantine Harduin

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RESENHA: Fortuna Maldita (2018)

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Fortuna Maldita

A Netflix lança tanta coisa, que em muitos casos é dificil de acompanhar o que é realmente relevante no catálogo. Neste caso em específico, demorei mais de um ano para poder conferir “Fortuna Maldita” (May the Devil Take You / Sebelum Iblis Menjemput), produção da Indonésia que aparentemente prometia ser bem divertida. Me disseram que o filme se inspirava em obras que gosto muito como “Night of the Demons” e “The Evil Dead” e por isso mesmo fiquei receoso de conferir. (mais…)

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RESENHA: Brinquedo Assassino (2019)

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Brinquedo Assassino

Antes de conversar com o leitor do Toca o Terror sobre o novo Brinquedo Assassino em si, o rapaz que vos escreve gostaria de convidá-los a se lembrar de um passado recente. Um passado em que as redes sociais poderiam até existir, mas não eram tão invasivas e não chegavam a criar ou destruir tantas expectativas quanto ao consumo de um produto audiovisual (seja filme ou série de TV) que ainda será lançado daqui a uns bons meses. (mais…)

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