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RESENHA: Verão de 84 (2018)

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Verão de 84

[Por Felipe Macêdo]

A nostalgia causada pelos anos 80 parece não ter fim e provavelmente vai render mais um bocado, dado o sucesso da série “Stranger Things” e filmes como “IT- A Coisa” (2017). “Verão de 84” bebe desse revival estético daquela década e procura sua identidade nesse meio, trazendo uma trama de mistério com elementos de terror.

Esta produção que acaba de estrear tardiamente nos cinemas brasileiros segue um grupo de amigos adolescentes em suas férias escolares. Mas aí para abalar a rotina de diversão do pessoal, algo obscuro está acontecendo na cidade. Uma série de crimes está ocorrendo e um dos garotos desconfia que o seu amigável vizinho policial pode ser o perigoso vilão por trás desses atos. Na dúvida, eles vão investigar esse mistério e quanto mais próximo da verdade, mais perigoso fica.

Bem que o longa poderia ser um teen slasher, mas adianto que não é o caso. Na verdade, o filme vai mais na veia investigativa e deixa o terror para seu último ato, mesmo quando o misterioso assassino ataca no seu decorrer. O foco daqui é mostrar os dilemas e prazeres adolescentes desse grupo de amigos e o impacto de atos do vilão/a na sociedade. Se bem que essa última parte poderia ser bem mais desenvolvida.

Os atores estão confortáveis em seus papeis e realmente vemos pessoas de verdade em tela, com comportamentos idem. A direção sabe transitar de maneira satisfatória entre o drama/comédia/mistério na maior parte do filme e culmina para o terror em seus últimos minutos. Finalizando, “Verão de 84” é um filme para os nostálgicos e para amantes de mistério. Não é maravilhoso, mas diverte e intriga durante sua projeção.

Escala de tocância de terror:

Direção: François Simard, Anouk Whissell, Yoann-Karl Whissell
Roteiro: Matt Leslie, Stephen J. Smith
Elenco: Judah Lewis, Caleb Emery, Rich Sommer e outros
Ano de produção: 2018
País de origem: EUA

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  1. Pingback: SÉRIE: AHS 1984 (2019) | Toca o Terror

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RESENHA: A Hora da Sua Morte (2020)

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A Hora da Sua Morte

Nos últimos dez anos a Blumhouse deu o tom das produções de terror de baixo orçamento. Fez filmes com boas premissas, elenco iniciante, roteiros ágeis e muito jumpscare. Eis que agora chega às telas “A Hora da Sua Morte” (Countdown), um filme que tem todas essas características, mas que NÃO É da Blumhouse. Talvez até por isso tenha se saído melhor que a média desta produtora. (mais…)

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RESENHA: Rabid (2019)

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Rabid

Quando saiu a notícia que iria rolar um remake de RABID, clássico de ninguém menos que David Cronenberg – filme que aqui no Brasil saiu com o título infame de “ENRAIVECIDA NA FÚRIA DO SEXO” – eu fiquei num misto de curiosidade e medo do que viria. Mas aí vi que essa empreitada seria realizada pelas Irmãs Soska e fiquei bem animado, pois as gêmeas diretoras tem uns filmes cabulosos no currículo.

Nesta nova versão, dirigida por Jen e Sylvia Soska, a partir do roteiro de John Serge no qual elas também assinam, acompanhamos Rose, uma design de moda que se envolve em um acidente e fica com o rosto desfigurado. Sem esperanças de recuperar a aparência e voltar ao mundo da moda, resolve se inscrever numa clínica de estética adepta de um movimento “TRANS-HU-MA-NI-SMO” que não é aceito pela comunidade médica. Como voluntária, acaba se submetendo ao procedimento milagroso que restaura toda estrutura do seu rosto. Não bastasse a aparência, a moça passa a se sentir melhor em todos os sentidos. Mas não demoram a surgir os efeitos colaterais… e eles são pra lá de sinistros.

Em nenhum momento as diretoras escondem sua admiração por Cronenberg. Há referências frequentes de sua obra durante o longa, sendo que uma em especial acaba se destacando de tão gritante que é. E é claro que o sadismo aqui impera, marca registrada das gêmeas cineastas em seus longas anteriores – vide “T IS FOR TORTURE PORN” e “AMERICAN MARY“. E assim como o diretor canadense, as irmãs também são chegadas a um body horror raiz. Aqui, usam e abusam de efeitos práticos pra nos conferir muita nojeira e bizarrice. Em uma cena vemos uma “cobra” e uma axila… e basta dizer que ela dificilmente será esquecida, por exemplo.

Apesar de seguir a mesma premissa do “RABID” original, este remake tem suas diferenças – o que já é esperado – e a mais importante é a forma com que Rose, vivida por Laura Vandervoort (Biten), é construída. Ao contrário do original, nossa protagonista não passa o filme todo assistindo impassiva às transformações que seu corpo e mente sofrem. Aqui, nossa heroína evolui dentro da trama, passando a ter domínio de suas ações, dando força e profundidade à personagem.

O ponto forte aqui tá no desenvolvimento da personagem principal, como já mencionado, e na violência extremamente gráfica toda artesanal, que garante uma seboseira danada com muito sangue em tela. Infelizmente, a maquiagem dá uns vacilos como na deformidade do rosto da protagonista, o que é bastante fake. Há umas cenas toscas aqui e ali, mas os pontos fracos mesmos estão mais em alguns personagens que poderiam simplesmente nem existir, a exemplo do boyzinho que fica enchendo o saco da moça o filme todo.

Esta nova versão de “RABID” peca por tentar acrescentar mais elementos à trama do que ele precisaria de fato, mas nada que estrague a sua experiência. No fim das contas, o remake das Irmãs Soska agrada e acaba fazendo “bonito”. Pena que esta refilmagem passou meio batida pelo público do gênero e pouco se falou a respeito. Quem ainda tá torcendo o nariz e ainda não viu, tá vacilando.

Escala de tocância de terror:

Direção: Jen e Sylvia Soska
Roteiro: John Serge e Irmãs Soska
Elenco: Laura Vandervoort, Benjamin Hollingsworth, Ted Atherton
Ano de lançamento: 2019

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DVD: Digipack “Coleção O Homem Invisível”

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[Por Osvaldo Neto]

A Classicline é uma distribuidora de home video especializada em cinema clássico com mais de uma década de existência e atividade. Mensalmente, temos lançamentos e relançamentos de filmes que se encontravam ausentes das lojas físicas e virtuais – sejam lançados antes por eles ou outras empresas – assim como produções esquecidas que ganham uma nova vida no mercado. (mais…)

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