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RESENHA: A Primeira Noite de Crime (2018)

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Primeira Noite de Crime

A violência e o caos durante uma noite são “soluções” para a desigualdade social e terror urbano? Se você tivesse coragem conseguiria expurgar alguém, para conseguir encontrar um suposto equilíbrio interior? Ou só se divertiria causando sofrimento e dor a um semelhante? A ideia da franquia “Uma Noite de Crime” é muito boa,mas nunca foi utilizada de maneira satisfatória.

Nesse novo exemplar, “A Primeira Noite de Crime” (The First Purge), acompanhamos o primeiro expurgo e sua comoção mundial, mostrando vários pontos de vista e a corrupção que move os interesses dos mais ricos enquanto os mais necessitados são jogados numa arena mortal para diversão dos demais. Esta seria a proposta de um novo governo para acalmar as tensões sociais e ironicamente reduzir os índices de criminalidade. Para quem viu os filmes anteriores, não há nada de novo aqui. E infelizmente nada muito bem executado. Mas vamos por partes…


A trama, como se pode notar quer abordar as origens dessa “noite de expurgo” mas consegue a proeza de ser rasa e apenas abordar temas sociais sem se aprofundar. O filme prefere se focar na ação e em pequenas doses de horror, pequenas mesmo. Os personagens são estereotipados ao extremo e entregam diálogos capengas, expositivos demais e com atitudes estúpidas. Claro, isso é culpa do roteiro extremamente preguiçoso de James DeMonaco, criador da franquia, que tinha em mãos algo poderoso mas optou por entregar um produto pseudo social.

A direção de Gerard McMurray entrega os mesmos maneirismos do diretor dos anteriores e consegue ainda se superar ao criar cenas de ação sem nenhum apelo à realidade. Detalhe que essa é uma coisa que esse projeto exigia para dar um tom mais tenso e urgente para a plateia ficar tensa na ponta da cadeira. Só que infelizmente o filme entra no hall de diversão escapista e só. Dá pra assistir numa boa, mas é decepcionante que não seja aproveitado o potencial da ideia. E se não tiver visto nenhum dos filmes anteriores, veja ao menos um deles.

Escala de tocância de terror:

Diretor: Gerard McMurray
Roteiro: James DeMonaco
Elenco: Jovian Wade, Lex Scott Davis, Y´Lan Noel, Marisa Tomei
Ano de lançamento: 2018
País de origem: EUA

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RESENHA: Quando as Luzes se Apagam (2016)

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Quando as Luzes se Apagam

[Por Jarmeson de Lima]

Em sua essência, “Quando as Luzes se Apagam” é mais um drama familiar sobrenatural. Temos aqui uma mãe traumatizada, uma criança assustada, um pai desaparecido e uma filha rebelde compondo o núcleo principal desta produção que nos envolve em uma trama alegórica sobre o medo do escuro.
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RESENHA: A Visita (2015)

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A Visita

Por Júlio César Carvalho

Para uns, M. Night Shyamalam é um gênio, mas pra outros, o diretor não passa de uma farsa. Na minha visão, a carreira do rapaz se resume assim: em 1999, Shyamalam ganhou a atenção do mundo com o clássico contemporâneo O Sexto Sentido (The Sixth Sense) e em seguida, se superou com o ótimo Corpo Fechado (Unbreakable, 2000). Depois vieram Sinais (Signs, 2002) e A Vila (The Village, 2004) que apesar de bons, começaram a causar dúvidas em muitos a respeito da sua suposta genialidade. (mais…)

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RESENHA: O Poço (2020)

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O Poço

Com uma produção modesta com apoio do governo espanhol e distribuição da Netflix, “O Poço” (El Hoyo) mescla mistério, drama e ficção científica numa trama que é fácil de resumir, mas difícil de explicar. Assim como obras como “Cubo” e “Demônio“, a ação deste filme se concentra em alguns poucos cenários, restando aos atores imprimir um trabalho que chama a atenção do público.

O estreante em direção de longas, Galder Gaztelu-Urrutia, apresenta aqui uma história que se passa em uma espécie de prisão vertical, em que cada andar abriga dois presos. A plataforma não possui grades ou janelas… apenas as paredes, camas e um buraco no chão e no teto que é por onde uma vez por dia desce uma grande mesa de comida.

E é através do comportamento dos presos frente às refeições que são destrinchadas analogias sociais de opressão, solidariedade e das relações de poder que vão de cima para baixo literalmente. Quem tem sorte de ficar nos níveis superiores tem a chance de comer as refeições com os pratos ainda intactos e limpinhos. Já quem está mais abaixo vai tendo que se contentar com o que vai sobrando sem que nehum dos confinados tenha a preocupação de deixar algo para quem vai se alimentar depois. 

Nesta situação de isolamento dividida em um lugar onde você não queria estar e com quem você não queria conviver, o lado obscuro de cada um se revela e podemos esperar o pior na medida em que vemos o que acontece nos níveis inferiores do Poço. Podia ser só um filme tipo crítica social ao sistema carcerário, mas ele abrange uma metáfora maior sobre nossa presença no mundo e nossa responsabilidade diante da escassez e desperdício de alimentos.

Apesar de ter um ritmo mais reflexivo, “O Poço” sempre guarda cenas impactantes (e com boa dose de gore) no desdobramento de sua história garantindo uma certa fluidez pra quem assiste. Obras assim que oferecem algo a mais do que aparentam estão em falta no cardápio da Netflix, mas são sempre bem vindas.

Escala de tocância de terror:

Título original: El Hoyo
Diretor: Galder Gaztelu-Urrutia
Roteirista: David Desola
Elenco: Ivan Massagué, Zorion Eguileor, Antonia San Juan
País de origem: Espanha

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