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RESENHA: A Hora da Sua Morte (2020)

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A Hora da Sua Morte

Nos últimos dez anos a Blumhouse deu o tom das produções de terror de baixo orçamento. Fez filmes com boas premissas, elenco iniciante, roteiros ágeis e muito jumpscare. Eis que agora chega às telas “A Hora da Sua Morte” (Countdown), um filme que tem todas essas características, mas que NÃO É da Blumhouse. Talvez até por isso tenha se saído melhor que a média desta produtora.

Diferente de obras similares e de inferior qualidade como “ Medo Viral ” ou “Aplicativo do Mal“, o filme do estreante Justin Dec se sai bem em vários aspectos e ainda não comete o erro dos supracitados que é o de ignorar a inteligência dos espectadores e os recursos tecnológicos. Afinal, se por um acaso um app ou telefone está lhe assustando, o mais lógico a se fazer seria desinstalá-lo ou trocar de aparelho, coisa que os personagens de “A Hora da Sua Morte” também cogitam em fazer.

Vamos ao roteiro: Numa festa, um grupo de jovens resolve se divertir testando a própria curiosidade mórbida baixando um aplicativo que “prevê” quando a pessoa vai morrer. Entre o ceticismo de uns e a galhofa de outros, um deles observa que está com pouco tempo de vida estimado e apesar das tentativas de escapar de seu destino fatal, esta se torna a primeira morte do longa. Lembra algo? Sim, parece com o que rola também na franquia “Premonição” (Final Destination), onde quem tenta enganar a morte tem em seu futuro algo ainda pior.

Mas bem, a sinopse do filme é isso ae… de tão simples praticamente não reserva grandes surpresas para quem for assistir. E olhe que em várias situações o roteiro brinca com isso e induz o espectador a esperar coisas que não vão acontecer.

Nisso aí, somos apresentados à enfermeira (Elizabeth Lail) que teve a sorte/azar de entrar em contato com a primeira vítima e que em pouco tempo se vê também numa contagem regressiva contra seu infortúnio. A partir deste momento assistimos a cenas onde a inevitabilidade da morte assombra cada um dos personagens em tela sem que o filme caia na mesmice da maioria dos slashers sobrenaturais.

Mesmo o desfecho e a solução não soam tão absurdos se levarmos em conta ainda a quantidade de finais ruins que se fazem por aí. E com direito a um mini plot-twist no último minuto, “A Hora da Sua Morte” diverte bem com sequências bem estruturadas e pequenos momentos de descontração que não aliviam a tensão do momento.

Aliás… não fosse a vontade de querer explicar o absurdo da situação, o filme estaria a um degrau acima dos demais já citados no início. Mas como hoje em dia temos até videos que querem destrinchar trailer de cinema, não é muito difícil que os produtores queiram dar essa colher de chá aos espectadores com motivações chinfrins que se não acrescentam, ao menos não estragam a experiência de acompanhar a história.

Na dúvida, resista à tentação de instalar novos aplicativos no seu aparelho…

Escala de tocância de terror:

Título original: Countdown
Diretor: Justin Dec
Roteirista: Justin Dec
Elenco: Elizabeth Lail, Jordan Calloway, Talitha Eliana Bateman

* Filme visto no Festival do Rio em dezembro de 2019

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SÉRIE: What We Do in the Shadows (2019)

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What We Do in the Shadows

Na próxima quinta (15 de abril), estreia no canal FX dos EUA a segunda temporada de What We Do in the Shadows, série baseada no filme de mesmo nome lançado em 2014. Aqui no Brasil, sua primeira temporada foi exibida no ano passado pela Fox Premium. Vamos aproveitar então o retorno do programa lá fora para tecer algumas linhas sobre a atração.

Se você assistiu ao filme, fique sabendo que a mecânica é a mesma do longa. Uma equipe de filmagem que nunca aparece acompanha a rotina de três vampiros centenários que vivem na mesma casa e tentam se adequar ao mundo moderno. A principal mudança em relação à obra original é que a história se passa nos EUA, mais precisamente em Staten Island, Nova York.

O elenco também é outro Com a adição de uma personagem feminina, Nadja (Natasia Demetriou), e do lacaio Guillermo (Harvey Guillén), o trio de vampiros se completa com Nandor (Kayvan Novak) e Laszlo (Matt Berry). Há ainda um personagem recorrente, Colin Robinson (Mark Proksch), um humano que se apresenta como “vampiro de energia” e que se alimenta da força vital das pessoas, deixando-as entediadas.

A vida deles segue tranquila, até que eles são obrigados a receber como hóspede o barão Afanas (Doug Jones coberto de maquiagem, para variar), um vampiro milenar que vem da Europa e sonha em conquistar a América. Apesar desse ponto de partida, o enredo não se apega muito a ele. Como seriado, What We Do in the Shadows é basicamente uma sitcom, na qual o roteiro tenta brincar com os clichês da mitologia e da cultura pop.

No filme isso deu muito certo, mas ao longo de 10 capítulos, a série não se sustenta. Há momentos brilhantes, mas eles são raridades. Destaque para os episódios The Trial, com a participação de vários atores que interpretaram vampiros no cinema (como Wesley Snipes e Danny Trejo), e The Orgy, no qual, como o próprio nome diz, uma orgia vampírica é organizada, sem muito sucesso.

Porém, a impressão que fica é que assistir What We Do in the Shadows é um grande esforço para poucas risadas, mesmo que seus capítulos tenham apenas 30 minutos em média. Uma pena, pois o elenco todo é muito bom. Esperamos que nessa segunda temporada, os roteiristas estejam mais inspirados.

Escala de tocância de terror:

Direção: Jemaine Clement e Taika Waititi
Roteiro: Jemaine Clement e Taika Waititi
Elenco: Kayvan Novak, Matt Berry e Natasia Demetriou
Origem: EUA

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RESENHA: Maria e João – O Conto das Bruxas (2020)

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Maria e João

MARIA E JOÃO – O CONTO DAS BRUXAS é inspirado num dos contos mais conhecidos dos irmãos Grimm que já foi adaptado várias vezes pras telas. Até uma versão estilizada estrelando o Gavião Arqueiro dos Vingadores já teve! Agora é a vez de Osgood “Oz” Perkins dar sua visão à história optando pelo horror de fato nos oferecendo uma fábula cruel e cabulosa típica dos contos originais. (mais…)

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RESENHA: Quando as Luzes se Apagam (2016)

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Quando as Luzes se Apagam

[Por Jarmeson de Lima]

Em sua essência, “Quando as Luzes se Apagam” é mais um drama familiar sobrenatural. Temos aqui uma mãe traumatizada, uma criança assustada, um pai desaparecido e uma filha rebelde compondo o núcleo principal desta produção que nos envolve em uma trama alegórica sobre o medo do escuro.
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