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RESENHA: Color Out of Space (2020)

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Color Out of Space

H.P Lovecraft voltou a ficar em evidência, seja em games como “Call of Cthulhu” (2018) e “The Sinking City” (2019) como em adaptações cinematográficas. Só neste ano de 2020 já tivemos duas obras inspiradas no autor, tendo elementos e personagens de suas obras em “Ameaça Profunda” e agora “Color Out of Space”, uma adaptação direta de um dos seus celebres contos e o motivo desse texto existir.

A trama segue uma típica família americana nos tempos atuais, que mora numa fazenda no meio do nada. A rotina dessas pessoas é abalada quando um meteorito cai em seu quintal. Num primeiro momento, isso não causa nada, mas aos poucos a fauna, flora e os humanos vão mudando. Uma espiral de caos, loucura e morte são instauradas no local e o que resta é uma tentativa de sobrevivência no meio de tanto horror.

Sabendo que Lovecraft é um autor dificílimo de adaptar, seus contos afetam os leitores de formas diferentes e colocar isso em tela também é complicado. Felizmente o caso aqui é bem positivo, pois os pontos-chave do conto estão aqui com uma liberdade que acredito que deixaria seu criador orgulhoso. E pra dar mais segurança aos espectadores, a chamada no cartaz evidencia que o longa é dos mesmos produtores de “Mandy” garantindo também alguns momentos lisérgicos com o mesmo protagonista.

No caso, “Color Out of Space” está mais próximo de um terror clássico e pessimista assim como o material fonte. A cor, evidentemente, é algo importante que vai se intensificando no decorrer da trama. Aliás, a direção de arte está de parabéns. Uma coisa que também me deixou bem feliz foi o uso de efeitos práticos. Tá certo que tem muito uso de CGI, mas numa quantidade bem menor que o habitual. A maquiagem das cenas nojentas também é digna de mérito. Os atores entregam atuações bem ok, mas o astro é claro que é Nicolas Cage que está mais uma vez daquele jeito surtado, sendo que aqui esta interpretação caiu como uma luva.

Color Out of Space” é um body horror de qualidade e com uma história bem angustiante. Não é para todos os gostos, mas para quem curte histórias mais sérias e pesadas sem excesso de jumpscare, esse filme é para você.

Escala de tocância de terror:

Diretor: Richard Stanley
Roteiro: Scarlett Amaris, Richard Stanley
Elenco: Nicolas Cage, Joely Richardson, Madeleine Arthur e outros
País de origem: EUA
Ano de lançamento: 2020

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RESENHA: O Grito (2020)

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O grito

Passados 16 anos do lançamento de um remake que rendeu duas continuações (uma delas feita para lançamento em vídeo), temos aqui o quarto filme da franquia americana de “O Grito”. (mais…)

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RESENHA: In Search of Darkness (2019)

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Search of Darkness

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In Search of Darkness é um documentário com uma proposta simples e direta: destrinchar a produção de horror dos Estados Unidos da década de 80. Lançado em maio do ano passado, acabou não chamando tanta atenção no Brasil (ou mesmo lá fora), provavelmente por não ter recebido uma distribuição e divulgação mais abrangentes. O que é compreensível, já que o projeto não saiu de um estúdio convencional, sendo fruto de uma bem-sucedida campanha de arrecadação dos sites Kickstarter e Indiegogo.

Com a meta alcançada e os fundos garantidos, o diretor e roteirista David Weiner deve ter pensado que os apoiadores mereciam ver seu dinheiro bem empregado. E entregou um filme de quatro horas e meia de duração. E pensar que teve gente reclamando de O Irlandês(mais…)

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RESENHA: Nós (2019)

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Nós

[Por Felipe Macedo]

Em 2017, Corra! foi um grande sucesso de público e crítica, chegando a ganhar um Oscar no ano seguinte e lançando seu realizador Jordan Peele ao estrelato. Não demorou pra elegerem ele como o novo rei do terror. Pouco depois que foi anunciado seu novo projeto “Nós”, ele veio cercado de mistérios e expectativas. O trailer dessa produção foi bastante promissor, mas trailers enganam, certo? Na maioria das vezes sim. Mas nesse caso já adianto que não foi propaganda enganosa. Estamos diante de um filmão. Peele acertou novamente.
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