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RESENHA: Creep (2014)

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Creep

[Por Júlio Carvalho]

A minha dica pra este fim de semana é um found-footage chamado CREEP. É uma produção indie que tá no catálogo da Netflix e que eu ignorei por um bom tempo por puro preconceito. Vacilo meu, pois quando assisti me surpreendi.

Na trama, um cara chamado Josef (Mark Duplass) tem um câncer irreversível no cérebro e contrata Aaron (Patrick Brice) para filma-lo durante um dia inteiro. A ideia é que seja possível deixar um registro para que seu filho que ainda está pra nascer possa conhecer o pai. Sendo que não tarda para as coisas ficarem bem esquisitas.

Seguindo em seu formato found-footage de maneira correta e convincente, CREEP realmente passa a sensação de realidade que o estilo precisa. Josef é simpático, mas de um jeito tão bizarro que o sentimento de desconforto predomina logo de início.

Há situações bem esquisitas aqui, e outras de um constrangimento que beira o assustador, como uma sequência em que Josef finge tomar banho com um bebê imaginário na banheira. Sério, que troço cabuloso! Não duvido que, por exemplo, o tosco do Domingos, psicopata do curta nacional homônimo de 2015, fazia aquele tipo de coisa com as mesmas mungangas.

É interessante, apesar de toda sua simplicidade, como este longa instiga uma vontade de falar a respeito assim que termina. Poucos filmes hoje em dia conseguem isso. Mesmo dentre aqueles com tramas ultra complexas que ao fim não dizem nada de fato.

CREEP, que poderia ser ‘traduzido’ perfeitamente como “cabuloso”, pois é isso que o cara é, traz aquele misto de incômodo e curiosidade que um bom suspense pede. Vai na fé que vale a pena! Esse mês, inclusive, estreia, também na Netflix, a parte 2 dessa beleza. Então, que venha logo essa continuação.

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1 comentário

  1. Felipe Calabrez

    10 de agosto de 2018 a 10:09

    Você disse tudo, um filme que vale a pena falar sobre, duro é encontrar quem tenha assistido, obrigado amigo! Aquela cena do machado… não tava dando um real pra ela até p momento e tava chamando cara de burro, mas o bom que depois o próprio Josef explica do pq o cara foi burro, ineterssante! – https://rezenhando.wordpress.com/2018/08/10/rezenha-critica-creep-1-e-2/

  2. Daniel

    3 de julho de 2019 a 14:51

    Na boa, não precisa fazer resenhas se forem todas como essa, o filme e previsível e sem graça, uma perca de tempo r só não digo q e um completo lixo pq isso seria manchar a honra dos lixos.
    1/10 pro filme.

  3. Pingback: LISTA: Top 20 – Melhores filmes da década (2010-2019) | Toca o Terror

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SÉRIE: What We Do in the Shadows (2019)

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What We Do in the Shadows

Na próxima quinta (15 de abril), estreia no canal FX dos EUA a segunda temporada de What We Do in the Shadows, série baseada no filme de mesmo nome lançado em 2014. Aqui no Brasil, sua primeira temporada foi exibida no ano passado pela Fox Premium. Vamos aproveitar então o retorno do programa lá fora para tecer algumas linhas sobre a atração.

Se você assistiu ao filme, fique sabendo que a mecânica é a mesma do longa. Uma equipe de filmagem que nunca aparece acompanha a rotina de três vampiros centenários que vivem na mesma casa e tentam se adequar ao mundo moderno. A principal mudança em relação à obra original é que a história se passa nos EUA, mais precisamente em Staten Island, Nova York.

O elenco também é outro Com a adição de uma personagem feminina, Nadja (Natasia Demetriou), e do lacaio Guillermo (Harvey Guillén), o trio de vampiros se completa com Nandor (Kayvan Novak) e Laszlo (Matt Berry). Há ainda um personagem recorrente, Colin Robinson (Mark Proksch), um humano que se apresenta como “vampiro de energia” e que se alimenta da força vital das pessoas, deixando-as entediadas.

A vida deles segue tranquila, até que eles são obrigados a receber como hóspede o barão Afanas (Doug Jones coberto de maquiagem, para variar), um vampiro milenar que vem da Europa e sonha em conquistar a América. Apesar desse ponto de partida, o enredo não se apega muito a ele. Como seriado, What We Do in the Shadows é basicamente uma sitcom, na qual o roteiro tenta brincar com os clichês da mitologia e da cultura pop.

No filme isso deu muito certo, mas ao longo de 10 capítulos, a série não se sustenta. Há momentos brilhantes, mas eles são raridades. Destaque para os episódios The Trial, com a participação de vários atores que interpretaram vampiros no cinema (como Wesley Snipes e Danny Trejo), e The Orgy, no qual, como o próprio nome diz, uma orgia vampírica é organizada, sem muito sucesso.

Porém, a impressão que fica é que assistir What We Do in the Shadows é um grande esforço para poucas risadas, mesmo que seus capítulos tenham apenas 30 minutos em média. Uma pena, pois o elenco todo é muito bom. Esperamos que nessa segunda temporada, os roteiristas estejam mais inspirados.

Escala de tocância de terror:

Direção: Jemaine Clement e Taika Waititi
Roteiro: Jemaine Clement e Taika Waititi
Elenco: Kayvan Novak, Matt Berry e Natasia Demetriou
Origem: EUA

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RESENHA: Maria e João – O Conto das Bruxas (2020)

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Maria e João

MARIA E JOÃO – O CONTO DAS BRUXAS é inspirado num dos contos mais conhecidos dos irmãos Grimm que já foi adaptado várias vezes pras telas. Até uma versão estilizada estrelando o Gavião Arqueiro dos Vingadores já teve! Agora é a vez de Osgood “Oz” Perkins dar sua visão à história optando pelo horror de fato nos oferecendo uma fábula cruel e cabulosa típica dos contos originais. (mais…)

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RESENHA: Quando as Luzes se Apagam (2016)

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Quando as Luzes se Apagam

[Por Jarmeson de Lima]

Em sua essência, “Quando as Luzes se Apagam” é mais um drama familiar sobrenatural. Temos aqui uma mãe traumatizada, uma criança assustada, um pai desaparecido e uma filha rebelde compondo o núcleo principal desta produção que nos envolve em uma trama alegórica sobre o medo do escuro.
(mais…)

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