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RESENHA: The Silence (2019)

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Silence

[Por Felipe Macedo]

A Netflix ataca mais uma vez. Agora é com uma nova produção de terror que surfa na onda de sucesso de “Um Lugar Silencioso” lançado há um ano atrás. “O Silêncio” (The Silence) também tem criaturas que caçam tudo que se mexe através do som emitido por elas. Ou seja, tá todo mundo caladinho por aqui também. Mas será que o serviço de streaming entregou uma obra tão boa quanto a do filme famoso? Isso é o que iremos descobrir a seguir.

Um grupo de exploradores participa de uma ação numa caverna localizada no interior dos EUA e acidentalmente libera um bando de morcegos monstruosos que tem um apetite especial por carne, principalmente a humana. O caos é instaurado e logo o país se torna terra de ninguém, onde acompanhamos uma família e sua luta por sobrevivência.

Vamos agora à análise das similaridades com a obra mais conhecida. Além dos antagonistas caçarem pelo som, temos também uma personagem que é deficiente auditiva. E aqui também os demais membros da família se comunicam com ela por linguagem dos sinais. Pronto, as semelhanças acabam aqui. E já digo que estamos numa versão bagaceira da história. Não que isso pudesse ser ruim, mas a trama se leva a sério demais e os absurdos são tantos que não tem como assistir sem rir.

A direção de John R. Leonetti, responsável por pérolas como “Mortal Kombat: A Aniquilação” (1997), “Annabelle” (2014) e o pavoroso “7 Desejos” (2017), é praticamente nula e tediosamente arrastada, nunca conseguindo causar tensão ou qualquer outra emoção que não seja o riso. Eu fico me perguntando se o cara achou realmente bacana as canastrices e caras e bocas dos vilões. E não foi à toa que citei Mortal Kombat, o rosto das criaturas lembram muito a do personagem Baraka, presente em vários jogos da série.

O principal chamariz em “O Silêncio” é a presença de duas atrizes da famosa série “O Mundo Sombrio de Sabrina”, outra produção original Netflix. As atrizes Kiernan Shipka e Miranda Otto, respectivamente Sabrina e Tia Zelda, aqui interpretam mãe e filha em um show de preguiça, nunca passando as emoções que as personagens pedem. Isso inclui ainda o pai Stanley Tucci. Na real, todo o elenco trabalha no automático e gera involuntários momentos hilários.

Vale lembrar que o filme não tem muito gore e as partes vermelhas do longa ou são mostradas de longe ou desfocadas. Acredito que seja assim para não assustar o público da série da bruxinha. “O Silêncio” é fraco, mas divertido se você gosta de obras constrangedoras.

Escala de tocância de terror:

Título original: The Silence
Diretor: John R. Leonetti
Roteiro: Carey Van Dyke, Shane Van Dyke e Tim Lebbon
Elenco: Kiernan Shipka, Stanley Tucci, Miranda Otto e outros
Ano de lançamento: 2019

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1 comentário

  1. Giancarlo Centoundici

    18 de abril de 2019 a 15:09

    Se eu tivesse lido essa resenha antes, nem tinha perdido minha manhãzinha de quinta assistindo uma bomba dessas. Têm um desenrolar até o final, é nos últimos 10 minutos muda o tom e o rumo completamente, o que é tarde demais.

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SÉRIE: What We Do in the Shadows (2019)

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What We Do in the Shadows

Na próxima quinta (15 de abril), estreia no canal FX dos EUA a segunda temporada de What We Do in the Shadows, série baseada no filme de mesmo nome lançado em 2014. Aqui no Brasil, sua primeira temporada foi exibida no ano passado pela Fox Premium. Vamos aproveitar então o retorno do programa lá fora para tecer algumas linhas sobre a atração.

Se você assistiu ao filme, fique sabendo que a mecânica é a mesma do longa. Uma equipe de filmagem que nunca aparece acompanha a rotina de três vampiros centenários que vivem na mesma casa e tentam se adequar ao mundo moderno. A principal mudança em relação à obra original é que a história se passa nos EUA, mais precisamente em Staten Island, Nova York.

O elenco também é outro Com a adição de uma personagem feminina, Nadja (Natasia Demetriou), e do lacaio Guillermo (Harvey Guillén), o trio de vampiros se completa com Nandor (Kayvan Novak) e Laszlo (Matt Berry). Há ainda um personagem recorrente, Colin Robinson (Mark Proksch), um humano que se apresenta como “vampiro de energia” e que se alimenta da força vital das pessoas, deixando-as entediadas.

A vida deles segue tranquila, até que eles são obrigados a receber como hóspede o barão Afanas (Doug Jones coberto de maquiagem, para variar), um vampiro milenar que vem da Europa e sonha em conquistar a América. Apesar desse ponto de partida, o enredo não se apega muito a ele. Como seriado, What We Do in the Shadows é basicamente uma sitcom, na qual o roteiro tenta brincar com os clichês da mitologia e da cultura pop.

No filme isso deu muito certo, mas ao longo de 10 capítulos, a série não se sustenta. Há momentos brilhantes, mas eles são raridades. Destaque para os episódios The Trial, com a participação de vários atores que interpretaram vampiros no cinema (como Wesley Snipes e Danny Trejo), e The Orgy, no qual, como o próprio nome diz, uma orgia vampírica é organizada, sem muito sucesso.

Porém, a impressão que fica é que assistir What We Do in the Shadows é um grande esforço para poucas risadas, mesmo que seus capítulos tenham apenas 30 minutos em média. Uma pena, pois o elenco todo é muito bom. Esperamos que nessa segunda temporada, os roteiristas estejam mais inspirados.

Escala de tocância de terror:

Direção: Jemaine Clement e Taika Waititi
Roteiro: Jemaine Clement e Taika Waititi
Elenco: Kayvan Novak, Matt Berry e Natasia Demetriou
Origem: EUA

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Maria e João

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Quando as Luzes se Apagam

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