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DICA DA SEMANA: Shock – Diversão Diabólica (1984)

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Shock - Diversão Diabólica

Shock – Diversão Diabólica é considerado o primeiro “slasher” nacional (apesar de achar que ele flerta muito mais com o giallo italiano do que com o subgênero americano). Foi bastante comparado a filmes como “Halloween” e “Sexta-Feira 13” em seu lançamento, apesar do diretor Jair Correia bater o pé em afirmar que sequer tinha visto esses filmes e depois que viu, detestou!

Sim… Shock realmente segue a cartilha de 97,8% dos “slashers” onde um grupo de jovens são mortos por um misterioso assassino. Mas as coincidências meio que param por aí. Por exemplo, o filme foge bastante dessas regras ao ter, entre outras coisas: pouquíssimo sangue, boas atuações e bons diálogos.

O longa apesar de ser montado no formato “filme B de terror”, tem bastante “conteúdo”. Ele fala sobre os problemas da transição entre adolescência e vida adulta, sobre o papel da mulher na sociedade, além de ser uma grande metáfora para a repressão que existia no Brasil durante a ditadura. Falas como: “Não é nenhum barato ficar vendo gente morta pra tudo quanto é lado, não… Ficar sendo ameaçado de morte sentindo um puta medo. E nem dentro da minha própria casa eu posso ser livre…” ou a revelação do assassino no final. São claras críticas ao regime.

Enfim, minha dica da semana vale como experiência de ver cinema nacional de gênero. De ver como se dava uma driblada na censura na época. De ver a estreia de Taumaturgo Ferreira no cinema. De ver Aldine Muller fora das pornochanchadas. De ver pq eu era apaixonado pela Mayara Magri.

Recentemente (dia 14 de maio de 2018, pra ser mais exato), um grupo de sortudos teve a oportunidade de assistir na Cinemateca do MAM, no Rio de Janeiro, a uma exibição do filme com a participação da atriz Claudia Alencar. Para os demais mortais que perderam essa sessão, o jeito é se contentar com uma versão VHS-Rip e torcer pra que essa obra seja um dia relançada no mercado nacional com melhor qualidade.

BÔNUS: Tem uma ótima entrevista com o Jair no site do Boca do Inferno. Leia clicando aqui.

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DICA DA SEMANA: Síndrome de Ebola (1996)

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Síndrome de Ebola

SÍNDROME DE EBOLA (Ebola Syndrome, 1996) calhou de ser o filme que escolhi e revi para comentar no Toca o Terror essa semana, que infelizmente registrou o segundo dia de maior mortalidade no Brasil em um ano da pandemia de COVID-19. Então deixo logo avisado que esse não é bem o filme mais indicado para alguém que quer se distrair um pouco em meio a uma pandemia.

Aliás… o filme não é indicado a quase seu ninguém, a não ser gente que possa abraçar um cinema extremo demente, com um humor controverso e sem nenhum limite para o politicamente correto. Sem falar de várias cenas envolvendo gore e trocas de fluídos corporais de quase todos os tipos (só faltou o “número 2”…). No meu caso e no de meia dúzia de seres humanos que assistiriam a essa produção nesse momento de nossas vidas, para essas pessoas em particular, SÍNDROME DE EBOLA é uma obra-prima da grosseria.

Temos aqui um dos personagens mais odiosos e depravados já retratados no cinema. Logo nos primeiros minutos de filme, Kai (Anthony Wong) é flagrado no rala e rola com a esposa do patrão e comete três assassinatos nessa confusão. Daí ele foge para a África do Sul, onde trabalha em um restaurante chinês para um casal que aproveita de sua condição de foragido para pagar muito, mas muito pouco.

É quando o protagonista do longa, no auge de sua insanidade, estupra e mata uma mulher de uma tribo sul-africana que estava infectada com o Ebola. Contaminado, ele sofre de uma pesada febre que geralmente mata os doentes, mas sobrevive e vira um agente contaminador, conscientemente espalhando a doença por toda a África do Sul. E, claro, o sujeito volta pra Hong Kong e também vai aprontar muito por lá, começando por infectar duas prostitutas em sua volta para casa.

SÍNDROME DE EBOLA retoma a parceria de “The Untold Story” (1993) com o diretor Herman Yau e o ator Anthony Wong (Fervura Máxima), que está sublime como o detestável Kai. Ambas produções são consideradas Category III, que é o modelo de classificação chinês para filmes que apenas poderiam ser vistos no cinema, alugados ou adquiridos por maiores de 18 anos. O que seria uma classificação etária para o país virou sinônimo de ‘cinema exploitation chinês’ para o redor do mundo.

Depois de seus primeiros longas, Herman Yau tornou-se um dos diretores mais prolíficos e populares do cinema de Hong Kong. Alguns de seus filmes mais recentes podem ser assistidos (mas vejam só…) a um clique de distância pela Netflix, como o ótimo A HOME WITH A VIEW, que tem uma divertida participação especial do próprio Anthony Wong, e THE WHITE STORM 2. Wong e Yau completaram uma trilogia de filmes de horror com o subestimado THE SLEEP CURSE, de 2017.

É correto dizer que pessoas mais sensíveis não terão qualquer diversão com a completa demência que toma conta do filme inteiro. Há ainda algumas cenas com animais que podem incomodar outros espectadores. Mas SÍNDROME DE EBOLA, obviamente, é o caso de um produto de seu tempo e não deve ser levado a sério em momento algum.

SÍNDROME DE EBOLA, por incrível que pareça, pode ser assistido através do YouTube! A qualidade está fraca e a legenda em português tá longe de ser das melhores, mas um link desses quebra o galho para quem deseja assistir ao filme de imediato.

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DICA DA SEMANA: Hagazussa – A Maldição da Bruxa (2017)

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Hagazussa

A quarentena tá aí e como não temos uma previsão real pra acabar, vamos de mais uma dica cabulosa pra se assistir em casa. Desta vez venho com um filme de bruxa alemão cabuloso que tá disponível no catálogo da Amazon Prime Video: HAGAZUSSA – A MALDIÇÃO DA BRUXA.

Pra sentir o drama, a sinopse do filme lá no IMDB é a seguinte: “Paranóia e superstição na Europa do Século XV“. Mas pra não deixar tudo tão nebuloso, a sinopse do filme no site oficial do Fantaspoa diz o seguinte: “A lenda sombria da jovem órfã Albrun e sua luta para preservar sua sanidade em um período no qual existe uma linha muito tênue entre magia, fé e loucura; e a população de zonas rurais é assombrada por crenças pagãs de bruxas e espíritos da natureza“. Clareou? Acho que basta.

Escrito e dirigido por Lukas Feigelfeld, HAGAZUSSA é dividido em quatro capítulos: Sombra, Chifre, Sangue e Fogo. Todos eles com um clima frio – literalmente! – e melancólico, com poucos diálogos e muitas cenas lindas e sinistras que são de se admirar, mas que também podem causar desconforto. Nada é fácil ou agradável aqui. Com um andamento extremamente arrastado e situações nada conclusivas, o longa pode cansar e confundir quem espera algo mais explicado.

Assim pela premissa e trailer, é fácil lembrar do grande sucesso A BRUXA (The VVitch, 2015), mas não se engane, HAGAZUSSA é um filme bem mais indigesto do que o terror rural do tão amado Black Phillips. O longa rodou festivais ao redor do mundo e levou vários prêmios, como no já citado Fantaspoa, no qual levou o de “Melhor Direção de Arte” na Competição Internacional do evento em 2018.

HAGAZUSSA é exatamente como o próprio poster diz: Um conto gótico rural. Enfim, é altamente recomendado pra quem curte filmes mais sombrios, e dodóis, do tema e que fogem da fórmula batida holywoodiana. Se essa pessoa é você, vai fundo!

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DICA DA SEMANA: Exorcismo Negro (1974)

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Exorcismo Negro

[Por Jota Bosco]

Quando falamos de José Mojica Marins lembramos automaticamente de seu personagem Zé do Caixão e dos filmes “À Meia-Noite Levarei Sua Alma” e “Esta Noite Encarnarei no Teu Cadáver“, não é mesmo? Pois a medonha criatura está em outros filmes do mestre do horror e minha dica dessa semana se trata de um que merece especial destaque… (mais…)

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