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DICA DA SEMANA: A Casa de Cera (2005)

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A Casa de Cera

Sabemos que os slashers sempre foram chamativos para o grande público. Alguns de seus vilões viraram ícones do cinema, mas no meio dos anos 2000 eles estavam em baixa e o boom para o cinema de horror eram os remakes de filmes orientais como O Chamado. Mas aí depois de saturarem esse nicho, os produtores americanos se voltaram para clássicos do passado ousando refazer o clássico Museu de Cera (1953), estrelado por Vincent Price. Eis que assim surge A Casa de Cera, um slasher voltado ao público teen que só se aproveita mesmo da ideia central do filme dos anos 50.

Neste remake um grupo de jovens bonitos e descolados decide viajar de carro para um importante jogo. A farra é grande e entre bebidas e sexo, eles acabam pernoitando num lugar errado, perto de uma cidade abandonada e lar de dois assassinos sádicos que transformam suas vítimas em bonecos de cera. Aí acaba a diversão e eles se vêem fugindo da morte até a noite acabar com bastante sangue jovem sendo derramado.

“A Casa de Cera” possui um elenco composto em sua maioria por novos talentos vindo de séries e outros atores/atrizes/modelos. O cast inclui Jared Padaleki (Supernatural) e a presença infame de Paris Hilton. Surpreendentemente o elenco dá conta do recado imprimindo certo carisma a seus personagens a ponto de sentirmos um pouco de pena na medida em que são trucidados. A direção consegue criar suspense e consegue aliar momentos de roer as unhas com momentos de violência gráfica bem forte, principalmente para um filme de estúdio mainstream.

Outra coisa digna de mérito é a direção de arte. A cidade abandonada e os bonecos de cera são bem críveis ficando ainda mais legal no seu clímax. Quem não viu, saiba que ele está disponível na Netflix. Vai ser facinho se divertir com ele em sua trama simples e direta. “A Casa de Cera” é uma produção que tende a agradar não só o público mais novo, como o mais calejado.

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"Nós deixamos de procurar os monstros embaixo de nossas camas, quando percebemos que eles estão dentro de nós"

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DICA DA SEMANA: A Hora das Sombras (1981)

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Hora das Sombras

O sonho de muitos jovens é entrar para uma universidade. Desta forma, que tal aproveitar a véspera do ENEM que acontece nesses proximos dias de janeiro de 2021, e assistir a “A Hora das Sombras“, um slasher oitentista obscuro onde um assassino ronda um campus universitário atrás de vítimas? Aqui vale muito mais esperar um pouco e estudar quando for seguro do que se arriscar e acabar com a vida reprovada. Qualquer semelhança com a realidade é mera semelhança, hehehe.

Em 1978 surgiu “Halloween” e nos anos que se seguiram, vários “primos” vieram na cola do sucesso, alterando uma coisa e outra, mas a essência era sempre a mesma. E é aqui que “A Hora das Sombras” (Final Exam) entra. É um clone do filme de John Carpenter, porém sem o mesmo brilhantismo. O filme é ruim por isso? Claro que não. Consegue burlar suas limitações e entrega um feijão com arroz divertido.

Vamos lá… Final de semestre e os jovens já anseiam com as férias de verão para se divertirem entre bebedeira, flertes e sexo descompromissado. O problema é que ainda faltam os exames finais. E para completar esse ano, chega um bônus perigosíssimo na forma de um assassino silencioso que está determinado em deixar uma enorme trilha de corpos. Será que os “inocentes” teens serão páreo para sua fúria assassina ou falharão nesse teste de sobrevivência?

Imaginem que o elenco não é lá essas coisas e não possui rostos conhecidos… Ainda assim, as atuações pífias dão o charme a esta produção. Sua direção se esforça em emular o estilo de Carpenter, mas o resultado não é o mesmo. Os clichês rolam à profusão e claro que sabemos quem sobrevive e quem vai pro saco só de olhar para o rostinho bonito da personagem.

Vale salientar que o assassino não é mascarado e não se esconde nas sombras (ui!) mostrando bastante seu rostinho comum, o que pra mim foi um plus, já que na vida real a maioria dos serial killers é assim mesmo. Ah, não esqueci de comentar o gore. Lembram do “Halloween” original? Tal qual o famosão, aqui é mais clima que violência explicita.

Finalizando, se você curte um slasher oitentista como eu, tem tudo para gostar de “A Hora das Sombras” que está inteiro no YouTube. O timing para assistir é agora para dar um respiro desses horrores reais e sérios que vivemos. Vale a pena perder quase 1h30 da sua vida neste escapismo barato e divertido.

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DICA DA SEMANA: Pânico na Floresta (2003)

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Pânico na Floresta

A dica da semana é um filme que inicia uma das maiores franquias do horror que nasceu no comecinho dos anos 2000: PÂNICO NA FLORESTA (Wrong Turn) de 2003. Essa franquia, além da violência extrema é caracterizada também pela bagunça dos títulos nacionais, mas isso explico mais pra frente.

Na trama, a gente acompanha um médico que está viajando para uma entrevista de emprego, mas quando se vê em um engarrafamento decide cortar caminho por dentro de uma estrada de terra que corta a floresta. No caminho se distrai e acaba batendo num carro que pertence a um grupo de jovens que estavam indo fazer trilha, acampar etc. Agora todos a pé entram floresta adentro pra conseguir ajuda e acabam sendo caçados por… enfim, assista!

PÂNICO NA FLORESTA é um filme honesto dirigido por Rob Schmidt que faz um trabalho digno construindo boas sequências de tensão e acerta em não mostrar muito os vilões de início. O longa conta até com uma certa violência gráfica que viria a ser marca registrada da franquia, mas é aqui é modesta, porém eficaz. Os efeitos ficaram a cargo dos estúdios de Stan Winston (Jurassic Park, Exterminador do Futuro). No geral, o filme é uma produção curta, mas direta ao ponto e que cumpre bem o que promete.

Caso se interesse em encarar a franquia, é preciso alertar para a bagunça dos títulos nacionais. Em 2007 saiu um PÂNICO NA FLORESTA 2 que não é sequência desse filme! Na verdade, nem sequência é, se tratando de um filme chamado TIMBER FALLS e que tem até no catálogo do LOOKE. Meses depois, no mesmo ano, WRONG TURN 2: DEAD END foi lançado e aqui no Brasil também ganhou o título PÂNICO NA FLORESTA 2 e pode ser conferido no NOW. O terceiro filme ganhou o título nacional de FLORESTA DO MAL, o quarto de PÂNICO NA NEVE e os dois últimos se chamam PÂNICO NA FLORESTA 5 e 6 mesmo.

Voltando… o primeiro filme é um slasher honesto que vai agradar fãs do gênero que ainda não conhecem essa belezinha dos anos 2000 e pode ser visto no TELECINE, VIVO PLAY e no AMAZON PRIME VIDEO sob o título CURVA MORTAL (lembra da bagunça dos títulos nacionais?).

NOTA: Sabia que PÂNICO NA FLORESTA já tem um reboot/remake marcado para estrear esse ano sob o título de PÂNICO NA FLORESTA: ARMADILHA MORTAL (Wrong Turn: the foundation)?

NOTA 2: Sabia que falamos sobre este e outros filmes similares no programa que gravamos sobre Acampamentos?

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DICA DA SEMANA: Sangue no Farol (1960)

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Sangue no Farol

Bert I. Gordon é um nome familiar para todos aqueles que se aventuram pelo cinema B e exploitation dos anos 50 a 70, com destaque para seus filmes de criaturas gigantes como “O Monstro Atômico”, “A Maldição da Aranha”, “O Império das Formigas” e “A Fúria das Feras Atômicas”. Foi por esses e outros títulos que ele foi carinhosamente apelidado de Mr. B. I. G. pelo estudioso Forrest J. Ackerman.

Quando o final dos anos 50 chegou, a vida de independentes como Gordon e Roger Corman ficou mais complicada. O público deixou de dar a mesma atenção aos filmes “B” e ficou mais interessado em produções a cores, quando grandes estúdios como a Fox exploravam o filão com filmes mais espetaculares como “A Mosca da Cabeça Branca” e “Viagem ao Fundo do Mar”. Foi quando o B. I. G. se aventurou por algo um pouco mais diferente do que estava acostumado com SANGUE NO FAROL (Tormented, 1960), uma tradicional história de fantasmas, porém ambientada nos ‘dias atuais’.

Tom Stewart (Richard Carlson) é um pianista de jazz e vive em uma ilha, não muito longe da casa de sua noiva (Lugene Sanders), filha de uma família rica e influente do local. Tudo estava bem até o momento em que ele se envolve numa discussão com Vi (Juli Reding), sua ex-amante que não aceita o fim do relacionamento, em um farol esquecido e abandonado. Tom vê a oportunidade de se livrar das ameaças contra seu novo relacionamento quando o embate provoca a queda acidental de Vi e ele não a ajuda a se salvar, caindo assim de uma grande altura para a morte certa.

Como foi dito antes, essa é uma história de fantasmas, então nem demora 1 dia para que o homem seja atormentado (conforme o título original) por visões e alucinações provocadas pelo vingativo fantasma da ex-amante. Não espere a sutileza e ambiguidade no tratamento do sobrenatural como em “Os Inocentes“, aqui é tudo ‘na cara’ mesmo. Os demais personagens podem não ver o fantasma, mas encontrarão objetos da falecida e até mesmo, também sentir o perfume quando ele passou pelo lugar.

Um achado de SANGUE NO FAROL é Sandy, a irmã menor da noiva de Tom, vivida por uma ótima Susan Gordon, a filha do próprio diretor-roteirista. Alguns dos diálogos dela com o protagonista hoje causam mais calafrios que qualquer aparição da fantasma vingativa, mas sempre vale destacar quando uma personagem infantil se torna parte essencial de um filme do gênero. A desenvoltura da pequena Susan é tamanha que ela fica de igual para igual com o experiente Richard Carlson em todas as suas cenas juntos.

Os efeitos práticos e truques óticos empregados também colaboram com o prazer de assistir a esse filme “B” exemplar do hoje quase centenário Bert I. Gordon. SANGUE NO FAROL caiu em domínio público há muitos anos e pode ser assistido pelo YouTube, com legendas em português.

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