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DICA DA SEMANA: Pandorum (2009)

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Pandorum

[Por Jarmeson de Lima]

Procure por “Pandorum” no Google e você não vai encontrar outra definição desta “doença” além daquela que é dada no filme de mesmo nome. Descrita como uma “Síndrome de Disfunção Orbital“, isto seria um distúrbio mental vivido por capitães de uma nave que acreditam estar em uma missão amaldiçoada. Similar a uma “febre da cabana” causada pelo isolamento e agravado pelas condições inóspitas do espaço sideral, uma pessoa que apresente este diagnóstico tem crises de paranoia sem ter mais qualquer noção de tempo e espaço.

Ou seja, abandone o glamour de missões da NASA e tente se imaginar hibernando por anos até o dia em que você acorda… na hora errada! À deriva dentro da embarcação futurista Elysium que deveria chegar ao planeta Tanis noutra galáxia, dois astronautas estão tentando descobrir o que fazer, onde estão e o que aconteceu com o restante da tripulação à bordo.

Estão aí nesta situação o Cabo Bower (Ben Foster) e o Tenente Payton (Dennis Quaid) que descobrem da pior maneira possível que a Elysium não está tão abandonada assim. E por conta da falta de gente e de regras mais claras, eles acabam tendo que seguir a hierarquia de suas patentes. Sendo que neste caso, nem sempre as ordens superiores são as mais sensatas.

Ao longo de seus 108 minutos, “Pandorum” se mostra eficaz como trama de horror com vários momentos de estranheza, sustos e gore. Com uma reviravolta no roteiro em sua parte final, o longa surpreende saindo do lugar comum deste tipo de filme onde astronautas lutam pela sobrevivência em uma nave. Não convém muito explicar o que acontece porque é mais interessante estar na mesma situação dos personagens descobrindo o que está se passando a cada minuto.

Esse clima de claustrofobia e mistério lembra obviamente vários títulos anteriores de terror no espaço a tal ponto que é chover no molhado falar de “Alien“. No entanto, a questão da paranoia e da loucura envolvendo um membro da tripulação faz lembrar também um filme bastante subestimado chamado “Sunshine – Alerta Solar“… mas esse aí pode vir a ser outra dica em outro momento. Por hora, aproveite que “Pandorum” está no catálogo da Amazon Prime e assista preferencialmente à noite.

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DICA DA SEMANA: O Mestre dos Desejos (1997)

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Mestre dos Desejos

Mestre dos Desejos” (Wishmaster) é aquele típico filme estraga-prazeres. Não pelo filme em si, claro, mas por sua premissa que acaba com as fantasias de muita gente que só conhecia as lendas de gênios da antiguidade pelos desenhos da Disney.

O lance é que esses seres mágicos chamados de Djinns existem por aqui há séculos e tudo o que querem é só um descuido dos humanos pra povoar a Terra com tudo de ruim que sua vã imaginação pode conceber. Em “Mestre dos Desejos“, um verdadeiro clássico dos anos 90, produzido por Wes Craven e dirigido por Robert Kurtzman, temos a história de um desses Djinns que é despertado na era contemporânea e deseja apenas promover o caos.

Não tem lâmpada mágica para esfregar, mas temos uma estátua e uma opala vermelha que serve de prisão para o gênio diabólico desde o Império Persa. Isso daí é brevemente explicado no início e não precisamos nos preocupar com muita enrolação. De lá até os Estados Unidos nos “dias atuais” é um pulo e é onde o filme concentra sua ação.

Numa sequência de fatos e acasos, a joia que abriga o Djinn (Andrew Divoff) vai parar num laboratório e inadvertidamente ele acaba sendo libertado. A partir daí as desgraças começam a ocorrer desde que ele sugere que sua primeira vítima faça um desejo. A grande sacanagem da parada é o gênio interpretar o desejo ao seu modo, igual a algumas piadas infames. E assim o Djinn que ressurgiu como um monstro sai disfarçado de um canto a outro sacrificando vidas humanas a troco de pedidos mal feitos e chantageando outras pessoas para que façam o que ele quer.

Contra o filme só temos mesmo os efeitos digitais super datados, mas a seu favor temos cenas bem impactantes, um toque de humor mórbido e a presença especial de Robert Englund (o protagonista de outro filme de Wes, vocês sabem qual…). “Mestre dos Desejos” está no catálogo da Amazon Prime Video. Depois de vê-lo ou revê-lo, possivelmente você vai passar a ser mais cauteloso naquilo que pede.

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DICA DA SEMANA: Cujo (1983)

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Cujo

O nome de Stephen King já levou inúmeros fãs de horror a encarar um filme, sem nem saber que se tratava, apenas porque foi baseado em um dos seus livros. Eu já fui assim, principalmente na época das locadoras, quando só se tinha muita informação das grandes produções. Tinha longas, lançados direto para vídeo, que você ia às cegas, apenas confiando no taco do senhor King.

Mesmo assim, eu era desconfiado com alguns desses filmes. Cujo, de 1983, era um deles. Não entrava na minha cabeça uma história de mãe e filho presos em um carro, sendo ameaçado por um cão raivoso. Com o passar dos anos, comecei a ler elogios sobre o longa dirigido por Lewis Teague (Alligator e Olhos de Gato).

Resolvi dar uma chance a Cujo. Quando gravamos nosso programa de rádio sobre filmes com animais, tive que dar o braço a torcer, pois o filme é muito bom sim. O enredo, no entanto, é um exagero só: um cachorro da raça São Bernardo é mordido por um morcego e contrai raiva (e pense numa raiva).

Após seu carro dar problema em uma oficina no meio da nada, Donna Trenton (Dee Wallace) e seu filho pequeno Tad (Danny Pintauro) ficam cercados pelo bicho. O roteiro simples pode dar a impressão, e era o que eu achava antes, que a história é monótona, mas as boas atuações da dupla de protagonistas e as reviravoltas da trama não te deixam cochilar. Entrou no catálogo da Netflix e aproveite no fim de semana.

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DICA DA SEMANA: Vamp – A Noite dos Vampiros (1986)

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Vamp - A Noite dos Vampiros

[Por Geraldo de Fraga]

Quando se fala de filmes de vampiros dos anos 80, A Hora do Espanto e Os Garotos Perdidos são os longas considerados clássicos. Porém existe uma produção menor, quase sempre esquecida pela maioria dos fãs do gênero, mas que se mantém na memória afetiva dos quarentões, principalmente aqueles que eram ‘ratos de locadora de vídeo’. (mais…)

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