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DICA DA SEMANA: Tokyo Zombie (2005)

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Tokyo Zombie

[Por Jarmeson de Lima]

Pense num filme esculhambado (no bom sentido) e você vai chegar perto do que é Tokyo Zombie, produção de 2005 e que poderá ser vista por você ao alcance de um click na Amazon Prime. Produto da mente insana de Sakichi Satô e baseado num mangá de mesmo nome, o filme apresenta o ataque de mortos vivos (advinha onde?)… em Tokyo!

Apelidado pela midia ocidental como o “Shaun of the Dead” japonês, o longa a bem da verdade veio um ano depois do filme de Edgar Wright, apesar de que o mangá original foi lançado seis anos antes. Em comum com ambos temos o mesmo tom de comédia “involuntária” e aquele gore zumbi. Aliás, não… Tokyo Zombie é ainda pior (no bom sentido).

O senso de humor japonês precisa ser estudado. Porque quando inventam de fazer cenas de canibalismo zumbi, a galera apela valendo! São várias cenas WTF onde você fica se questionando como tiveram a coragem e a cara de pau para filmar e apresentar isso aí.

Mas e a história? É coisa rápida pra entender… Existe um imenso lixão nos arredores de Tokyo onde as pessoas jogam todo tipo de tralha e ainda enterram gente (!). Num belo dia os mortos se erguem do chão desse Monte Fuji Preto e começam a devorar os vivos assim sem mais nem menos.

O papel de heróis cabe neste filme a uma dupla de trabalhadores de uma fábrica de extintores que passam o tempo ocioso treinando Jiu-Jitsu. Dito isto, é de se esperar que haja ainda golpes marciais e lutas contra os zumbis, mas nunca do jeito que a gente espera. Então se você curte zumbis, comédias escrachadas e nonsense oriental, pode chegar junto de Tokyo Zombie.

P.S.: Uma curiosidade sobre o diretor Sakichi Satô é que ele foi o roteirista de Ichi The Killer e Gozu (ambos dirigidos por Takashi Miike) e ainda fez uma ponta em Kill Bill de Quentin Tarantino como o garçom japonês que é apelidado de Charlie Brown.

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LISTA: 100 melhores filmes do cinema fantástico brasileiro

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100 melhores

Levantamento inédito feito pela Associação Brasileira de Críticos de Cinema (Abraccine) elege “À Meia-Noite Levarei sua Alma” (1964) como o melhor filme do cinema fantástico brasileiro. Produção que inaugurou o gênero de horror no Brasil e trouxe ao mundo o personagem Zé do Caixão, comprova a importância do cineasta e ator José Mojica Marins para a construção do cinema de gênero no país, rompendo diversas barreiras ao gestar um anti-herói 100% brasileiro e reverenciado mundo afora.

A pesquisa, realizada com especialistas e críticos de cinema, analisou 389 produções de diversas épocas e metragens. Este estudo da Abraccine, o primeiro no Brasil a envolver o cinema fantástico, que abrange o tripé fantasia, ficção-científica e horror, servirá de base para uma publicação com ensaios dedicados a cada um dos 100 melhores, além de artigos históricos.

A filmografia de Mojica, apesar das muitas dificuldades que o realizador enfrentou ao longo de mais de cinco décadas, especialmente em relação à censura e à falta de apoio governamental, está fortemente presente na lista de 100 melhores filmes do cinema fantástico. “Esta Noite Encarnarei no Teu Cadáver” (1967) ocupa a segunda posição; “Ritual dos Sádicos” (1969), em décimo; “O Estranho Mundo de Zé do Caixão” (1968), em 11º; “Encarnação do Demônio” (2008), o último longa de Marins, em 17º; e “Exorcismo Negro” (1974), em 30º.

A lista também inclui episódios dirigidos por Marins em filmes coletivos, caso de “Trilogia do Terror” (1968), dividido com Luiz Sergio Person e Ozualdo Candeias, que ganhou a 25ª posição, e de “As Fábulas Negras” (2015), com Joel Caetano, Petter Baiestorf e Rodrigão Aragão, na 57ª.

Obra – Organizado por Gabriel Carneiro e Paulo Henrique Silva, o livro “Cinema Fantástico Brasileiro – 100 Filmes Essenciais” será publicado no final do ano, pela editora Letramento. A publicação foi antecedida por outras quatro obras de formato semelhante – “100 Melhores Filmes Brasileiros”, “Documentário Brasileiro – 100 Filmes Essenciais”, “Animação Brasileira – 100 Filmes Essenciais” e “Curta Brasileiro – 100 Filmes Essenciais”.

ABRACCINE – Criada em 2011 e filiada à Federação Internacional de Críticos de Cinema (Fipresci), a Associação Brasileira de Críticos de Cinema reúne 127 profissionais de 16 estados. Além da publicação de livros sobre o cinema nacional (num total de nove lançados desde 2016), a entidade realiza traduções de textos estrangeiros sobre cinema e cursos com concessão de bolsas para a diversidade e participa de júris de festivais de cinema no Brasil e no exterior.

MELHORES FILMES DO CINEMA FANTÁSTICO BRASILEIRO

1 – À meia noite levarei sua alma (1964), José Mojica Marins

2 – Esta noite encarnarei no teu cadáver (1967), José Mojica Marins

3 – As boas maneiras (2017), Juliana Rojas e Marco Dutra

4 – As filhas do fogo (1978), Walter Hugo Khouri

5 – Trabalhar cansa (2011), Juliana Rojas e Marco Dutra

6 – Filme demência (1986), Carlos Reichenbach

7 – Vinil verde (2004), Kleber Mendonça Filho

8 – O anjo da noite (1974), Walter Hugo Khouri

9 – Macunaíma (1969), Joaquim Pedro de Andrade

10 – Ritual dos sádicos (1970), José Mojica Marins

11 – O estranho mundo de Zé do Caixão (1968), José Mojica Marins

12 – Amor só de mãe (2003), Dennison Ramalho

13 – Dona Flor e seus dois maridos (1975), Bruno Barreto

14 – O duplo (2012), Juliana Rojas

15 – Mate-me por favor (2016), Anita Rocha da Silveira

16 – Quando eu era vivo (2014), Marco Dutra

17 – Encarnação do demônio (2008), José Mojica Marins

18 – O animal cordial (2017), Gabriela Amaral Almeida

19 – Branco sai, preto fica (2014), Adirley Queirós

20 – A marvada carne (1985), André Klotzel

Confira a lista completa no site da ABRACCINE

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DICA DA SEMANA: Pouco Antes do Amanhecer (1981)

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Pouco Antes do Amanhecer

Acampar sempre foi um respiro para os stresses do cotidiano e para pelo menos momentaneamente fugir dos problemas. Mas em vários slashers, esse relaxamento não é uma opção, uma vez que em várias florestas vivem assassinos dos mais variados tipos. O subgênero sugou até o último sumo aproveitando esse mote e “Pouco Antes do Amanhecer” (Just Before Dawn) é mais um exemplar, porém bem acima da média.

A trama acompanha um grupo de jovens felizes querendo sair da rotina da cidade e entrar em contato com a natureza. Sendo que eles não esperavam que a vida urbana seria um pouco mais segura. Uma vez chegando ao local, eles são alertados pelo policial ambiental que devem seguir uma trilha pré-determinada… mas é claro que afoitos que são, eles não seguem essa recomendação e pagarão por sua imprudência. Ao longo do caminho algo ou alguém os observa e está determinado em ceifar suas vidas antes que o sol volte a raiar.

Como este longa é de 1981, época que o slasher estava bombando nos quatro cantos, era inevitável ter comparações com “Sexta-Feira 13”(1980). Ao menos aqui se teve cuidado na construção do clima, dando mais personalidade aos personagens, fazendo que fossem algo além de estereótipos ambulantes.

O ritmo do filme difere um pouco dos slashers da época já que a contagem de corpos além de não ser tão extensa como um filme do Jason, demora um pouco para começar. Com momentos tensos que valem uma conferida até hoje, a ambientação é fantástica e passa beleza, paz e ao mesmo tempo um clima de terror.

Vale citar que o longa é bem menos gráfico que seus contemporâneos, mas isso não é um demérito, já que a projeção é carregada de tensão e algumas surpresas. Os atores mesmo não sendo dignos de Oscar são bem melhores que o esperado para esse tipo de produção e expressam bem a alegria e o pavor.

Pouco Antes do Amanhecer” é um filme injustamente desconhecido por essas bandas e ironicamente é um dos melhores slashers do período. E para quem curte o estilo de filmes em acampamento, este é um prato cheio. Então arrume sua mochila, vai pro YouTube e tente sobreviver até o dia raiar.

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DICA DA SEMANA: Blood of the Ghastly Horror (1972)

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Blood of the Ghastly Horror

Al Adamson e o seu produtor Sam Sherman são dois nomes que fizeram história no cenário do cinema exploitation e drive-in dos anos 60 e 70. Alguns de seus filmes poderiam ser simplesmente pavorosos de tão ruins (e digo ‘alguns’ sendo generoso), mas é sempre um enorme prazer para este rapaz que vos fala lembrar que uma tranqueira do calibre de DRACULA VS FRANKENSTEIN vive sendo mais lembrada que muito filme por aí que foi ganhador de cinco ou dez estatuetas do Oscar.

Mas vamos ao filme de hoje! Logo no início de BLOOD OF THE GHASTLY HORROR, vemos um zumbi matando três pessoas nas ruas de Los Angeles. Policiais investigam e tudo terá relação com não apenas um, mas dois cientistas malucos e um psicótico ladrão de jóias.

O principal motivo pelo qual a coerência é um negócio que passa longe da narrativa vem do fato deste longa ser um verdadeiro Frankenstein em forma fílmica, resultado de 7 anos envolvendo outras produções da dupla. Não entendeu? Senta que lá vem história…

Em 1964, Adamson realizou um filme de crime e roubo de jóias chamado ECHO OF TERROR, com fotografia de Vilmos Zsigmond, que estava começando a sua carreira nos EUA. Quando viu que estava tendo dificuldades para conseguir distribuição, o sujeito enxertou umas cenas adicionais de dançarinas em clubes noturnos e números musicais na montagem e o filme finalmente saiu como PSYCHO A GO-GO no ano de 1965.

Quatro anos depois, Adamson e Sherman reeditaram novamente esse material, mas desta vez com cenas adicionais explicando o motivo de Joe Corey (vivido por Roy Morton), um dos criminosos do filme original ser tão desequilibrado. Ninguém mais, ninguém menos que John Carradine faturou um troco fácil, aparecendo em poucas cenas como o cientista maluco que transforma Corey, então um veterano da guerra do Vietnã, em um psicopata através de uma experiência ilegal em seu cérebro. O título desta versão é THE FIEND WITH THE ELECTRONIC BRAIN. Ou seja, desta vez tentaram inserir a trama no contexto de um longa de sci-fi com terror. Mas é óbvio que não ficou nada convincente.

E finalmente chegamos a 1971 com BLOOD OF THE GHASTLY HORROR, onde tudo isso é jogado no liquidificador com novas cenas filmadas com os atores Tommy Kirk (o ex-astro da Disney que naquele momento era um ‘topa-tudo’ dos filmes B e exploitation), Kent Taylor e Regina Carrol, a esposa de Adamson. O resultado final desta bagaça é um negócio que só dá para “recomendar” mesmo aos amantes de ‘bad movie’ em geral.

Pra você que é do Recife e sente saudades de nossa Mostra MEDONHO, que tal fazer uma legítima sessão drive-in no conforto de casa? Saiba que BLOOD OF THE GHASTLY HORROR está disponível completinho no YouTube em HD! As legendas em pt-br tão longe de serem boas mas quebram o galho. Então estoure uma pipoca e faça uma sessão da meia-noite, talvez um “watch party” online com a galera neste momento de pandemia, porque a experiência coletiva é sempre a maneira mais divertida de ver esses filmes.

E para saber mais sobre Al Adamson, fica a dica do ótimo documentário BLOOD AND FLESH: THE REEL LIFE AND THE GHASTLY DEATH OF AL ADAMSON, de David Gregory, disponível na Amazon Prime Video (pelo menos ainda no catálogo no dia em que esse texto foi publicado).

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