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DICA DA SEMANA: Tokyo Zombie (2005)

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Tokyo Zombie

[Por Jarmeson de Lima]

Pense num filme esculhambado (no bom sentido) e você vai chegar perto do que é Tokyo Zombie, produção de 2005 e que poderá ser vista por você ao alcance de um click na Amazon Prime. Produto da mente insana de Sakichi Satô e baseado num mangá de mesmo nome, o filme apresenta o ataque de mortos vivos (advinha onde?)… em Tokyo!

Apelidado pela midia ocidental como o “Shaun of the Dead” japonês, o longa a bem da verdade veio um ano depois do filme de Edgar Wright, apesar de que o mangá original foi lançado seis anos antes. Em comum com ambos temos o mesmo tom de comédia “involuntária” e aquele gore zumbi. Aliás, não… Tokyo Zombie é ainda pior (no bom sentido).

O senso de humor japonês precisa ser estudado. Porque quando inventam de fazer cenas de canibalismo zumbi, a galera apela valendo! São várias cenas WTF onde você fica se questionando como tiveram a coragem e a cara de pau para filmar e apresentar isso aí.

Mas e a história? É coisa rápida pra entender… Existe um imenso lixão nos arredores de Tokyo onde as pessoas jogam todo tipo de tralha e ainda enterram gente (!). Num belo dia os mortos se erguem do chão desse Monte Fuji Preto e começam a devorar os vivos assim sem mais nem menos.

O papel de heróis cabe neste filme a uma dupla de trabalhadores de uma fábrica de extintores que passam o tempo ocioso treinando Jiu-Jitsu. Dito isto, é de se esperar que haja ainda golpes marciais e lutas contra os zumbis, mas nunca do jeito que a gente espera. Então se você curte zumbis, comédias escrachadas e nonsense oriental, pode chegar junto de Tokyo Zombie.

P.S.: Uma curiosidade sobre o diretor Sakichi Satô é que ele foi o roteirista de Ichi The Killer e Gozu (ambos dirigidos por Takashi Miike) e ainda fez uma ponta em Kill Bill de Quentin Tarantino como o garçom japonês que é apelidado de Charlie Brown.

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DICA DA SEMANA: Os Canibais (2018)

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Os Canibais

Estava caçando algo pra indicar aqui e vi um poster que me chamou a atenção! Confesso que eu já tinha visto material de divulgação desta produção há algum tempo atrás, mas havia esquecido completamente da existência. Desta vez acabei dando o play e fui surpreendido positivamente. O filme em questão é OS CANIBAIS (The Farm) e está no catálogo da Amazon Prime Video.

A premissa é bem simples: Um casal está viajando e resolve parar num lugar aconchegante pra dormir, só que quando acordam no dia seguinte, em vez de agarradinhos de conchinha na cama, estão separados, acorrentados e dentro de uma gaiola.

Percebem que estão numa espécie de fazenda na qual os humanos são tratados como gado e agora precisam fugir para não serem servidos. É interessante que as pessoas que alimentam, abatem e tratam da carne dos turistas estão sempre usando máscaras de animais que geralmente estão na posição de comida, numa clara inversão de papéis.

OS CANIBAIS é um filme cru, sem maneirismos de edição e de andamento lento que rende momentos de extrema tensão. A violência aqui não é tão gráfica como esperado, não apresentando assim o gore característico dessas produções sobre canibalismo, mas o tom realista e a condução segura do estreante Hans Stjernswärd, concebem situações extremas e que podem incomodar um bocado.

Cuidado pra não confundir com o bobo e caricato CANIBAIS (The Green Inferno, 2013) do Eli Roth que também está no catálogo da Prime Video.

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DICA DA SEMANA: Armadilha Para Turistas (1979)

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Armadilha Para Turistas

Uma coisa incrível dos filmes de terror daquele período compreendido entre o fim dos anos 1970 e início dos 1980s é que os diretores sabiam bem dosar bizarrice, insanidade e um grau de imprevisibilidade em suas histórias. Vimos alguns dos melhores slashers surgirem nesse período, além claro, de termos exemplares de gêneros híbridos. Neste sentido, “Armadilha para Turistas” (Tourist Trap) é um destes grandes filmes da época.

O começo dele pode parecer e é muito batido. Afinal temos aqui um grupo de jovens que para em posto de beira de estrada com um pneu furado e que termina circulando por ali perto até que alguém dê um jeito de consertar o automóvel. O que eles não contavam, mas a gente esperava, era que junto do posto havia um exótico museu de bonecos de cera.

E como a curiosidade matou o gato e os incautos, os jovens resolvem ir até o medonho museu e e somem “misteriosamente” quando encontram as obras que o local expõe. Sejam bonecos de cera ou manequins, o fato é que esses negócios causam muita estranheza e arrepios normalmente. E tudo ganha contornos mais sinistros na história quando vemos que eles possuem feições pra lá de assustadoras e se mexem sozinhos de forma inesperada.

Pouco a pouco vamos descobrindo como esses manequins “ganham vida” e o que acontece com os jovens que desaparecem. O fato é que a estranheza presente em “Armadilha Para Turistas” na condução do roteiro nos deixam o tempo inteiro cheio de dúvidas e de incertezas sobre a identidade do maníaco do local e se alguém ali pode ou não sobreviver. A tensão aumenta a cada minuto e não dá muito para prever o que acontece até que quando o filme se encaminha pro final, temos cenas ainda mais chocantes e tenebrosas.

Dirigido por David Schmoeller, o mesmo que mais tarde criou a franquia “Bonecos da Morte” (Puppet Master), “Armadilha Para Turistas” ganhou até uma menção especial do escritor Stephen King em seu livro “Dança Macabra” principalmente por sua sequência de abertura. E mais recentemente, podemos ver influência dele em obras como “A Casa de Cera” que tem bem mais a ver com este aqui apesar de dizer que é um remake de “Museu de Cera“.

É possível assistir ao longa na íntegra no YouTube em versões dubladas e legendadas sem fazer muito esforço. Creia que não vai se decepcionar ao assistir.

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DICA DA SEMANA: Mensageiro da Morte (1996)

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Mensageiro da Morte
[Por Osvaldo Neto]

Foi no ano de 1996 que William Lustig (MANIAC COP) lançou aquele que seria o seu último filme na direção. MENSAGEIRO DA MORTE (Uncle Sam) sinaliza um período no cinema de gênero onde muitas produções já começavam a perder a sua vez nos cinemas, sendo relegadas ao lançamento direto em vídeo. Isso também fez com que outros nomes ilustres deixassem aos poucos de se interessar por dirigir. É o caso de Larry Cohen – por acaso, roteirista deste filme em questão – que também teve seu último trabalho como diretor lançado no mesmo ano: o blaxploitation tardio HOT CITY – JUSTICEIROS DE RUA.

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O filme é protagonizado por um garotinho chamado Jody (Christopher Ogden), que sente muito orgulho pelo seu tio, o soldado Sam Harper (David Shark Fralick), que está em combate no Kuwait. O porém é que tanto a mãe do menino quanto a sua tia sabem muito bem que o sujeito é um verdadeiro psicopata e, no íntimo, preferiam que ele voltasse para casa num caixão. E é justamente isso o que acontece, quando Sam morre por meio de ‘fogo amigo’ com o helicóptero que pilotava sendo derrubado por engano pelo próprio exército dos EUA.

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MENSAGEIRO DA MORTE melhora bastante quando finalmente Sam retorna das trevas como um morto-vivo vingativo após um grupo de delinqüentes queimar a bandeira dos EUA perto da cova aberta para o seu túmulo. Bastou uns panos queimados caírem por lá e pronto, o tio Sam (rá!) versão zumbi descola uma fantasia do Tio Sam e parte para “Tocar o Terror” durante o 4 de Julho da pequena cidade, atacando quem ele não vê como um exemplo de “cidadão de bem”.

As únicas três pessoas que poderão enfrentá-lo são o já citado sobrinho Jody; Barry Cronin (Zachary McLemore), um garoto que ficou cego e paralítico após um acidente com fogos que parece ter um elo paranormal com o assassino zumbi mascarado (verdade!), e o veterano de guerra Jed Crowley (o grande Isaac Hayes).

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Todos os ingredientes para uma bobagem divertidíssima estão aqui, mas o filme não alça maiores vôos… seja pelo orçamento mais limitado que o de costume nas mãos de Lustig (o gore que deveria ser destaque, aqui é bem reduzido) ou por desperdiçar muito do enorme potencial cômico da produção, que às vezes consegue a façanha de se levar a sério demais. Não por acaso, esse deve ser o título mais irregular da ótima filmografia de William Lustig como realizador, sem falar que a escrita de Larry Cohen também já viu dias melhores.

Ainda assim, o filme não deixa de ter o seu interesse por essa dupla de rebeldes do cinema de gênero por se utilizar da estrutura de um ‘slasher’ para tirar um sarro com a hipocrisia reinante no patriotismo cego por um país cheio de problemas internos e que, entra governo, sai governo, adora se portar como a polícia do mundo. Passados mais de 20 anos do lançamento de MENSAGEIRO DA MORTE… nada mudou. Piorou, inclusive.

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Parte da graça do longa também é ver a participação de figuras queridas como William Smith, Bo Hopkins, Timothy Bottoms, P. J. Soles e Robert Forster, alguns deles aparecendo somente para serem trucidados pelo personagem-título. Há também uma homenagem ao final de PAVOR NA CIDADE DOS ZUMBIS, de Lucio Fulci (1921-2016), a quem o filme é dedicado.

MENSAGEIRO DA MORTE é inédito em DVD no Brasil e está disponível no YouTube com dublagem em português.

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