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RESENHA: Chained (2012)

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Chained

Ainda pegando o gancho do nosso podcast sobre filmes polêmicos, falamos hoje de Chained (2012), dirigido por Jennifer Lynch, filha de David Lynch, e escrito por ela mesma em parceria com Damian O’Donnell. No ano do seu lançamento, a Motion Picture Association of America “premiou” a fita com classificação NC-17, o que proíbe que menores de 17 anos, mesmo acompanhado dos pais, possam vê-lo nos cinemas. Por conta disso, a produtora Anchor Bay não conseguiu salas suficientes para exibi-lo, com exceção de festivais do gênero fantástico. Acabou que Chained, praticamente, foi lançado direto em DVD.

taxilynchO filme conta a fatídica história de um menino (Eamon Farren) que, após ter sua mãe assassinada pelo serial killer Bob (Vincent D’Onofrio) acaba “adotado” pelo vilão. A partir daí, tudo se passa dentro da casa de Bob, onde o garoto, agora apelidado de Rabbit, fica responsável pela tarefas de casa. Ele lava os pratos, limpa o chão, recorta matérias de jornais que citam casos de desaparecimento de mulheres e enterra os corpos das vítimas que Bob continua a trazer vez por outra. Tudo isso acorrentado, para que não fuja.

A ideia de “Chained” é mostrar como um relacionamento doentio desse tipo afetaria uma criança em desenvolvimento. Para isso, o roteiro dá um salto temporal para encontrarmos Rabbit com 18 anos e ver como ele se comporta após quase uma década de convívio com Bob. O medo e a submissão ainda estão presentes no cotidiano do rapaz, mas notamos o psicopata mais civilizado em relação ao garoto e até tentando fazer as vezes de pai, em sua lógica distorcida da realidade, claro.

73405085Para um filme basicamente com dois atores, seria necessário duas boas atuações e D’Onofrio e Farren dão conta do recado. Esse primeiro já bem acostumado a interpretar vilões como em Homens de Preto e A Cela. O roteiro mantém uma boa pegada até o final e ajuda o espectador a não se entediar com uma história que se passa praticamente em um cenário.

O que talvez não convença muito bem como motivação para Bob ter se tornado o homem de hoje, é o um velho drama familiar já recorrente nesse tipo de história. Há também um furo, quando percebemos que mesmo com vários casos de mulheres desaparecidas veiculados nos jornais e TVs, durante dez anos, Bob nunca passou nem perto de ser apanhado ou sequer cometeu um erro em seus ataques.

Screen-Shot-2012-07-24-at-2.53.53-PMAs cenas de violência, por várias vezes, são fortes, mas nada que já não tenha sido visto em outros longas do gênero. O que nos leva a perguntar os motivos que fizeram com que a Motion Picture Association of America carimbasse o NC-17 na obra da senhora Lynch. Esse tipo restrição só acentua o falso moralismo desse tipo de órgão. Chained não é brilhante, mas é um filme acima da média e que merecia melhores chances de se promover.

Nota: 6,5

Direção: Jennifer Chambers Lynch
Roteiro: Damian O’Donnell baseado em um roteiro de Jennifer Lynch
Elenco: Vincent D’Onofrio, Eamon Farren, Evan Bird
Origem: Canadá

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1 comentário

  1. Alessandro

    9 de janeiro de 2016 a 18:28

    Que resenha bosta.

    • Alessandrobosta

      11 de janeiro de 2016 a 04:20

      Também achei, uma merda, igual o teu comentário!

  2. Pingback: LISTA: Top 20 – Melhores filmes da década (2010-2019) | Toca o Terror

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SÉRIE: What We Do in the Shadows (2019)

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What We Do in the Shadows

Na próxima quinta (15 de abril), estreia no canal FX dos EUA a segunda temporada de What We Do in the Shadows, série baseada no filme de mesmo nome lançado em 2014. Aqui no Brasil, sua primeira temporada foi exibida no ano passado pela Fox Premium. Vamos aproveitar então o retorno do programa lá fora para tecer algumas linhas sobre a atração.

Se você assistiu ao filme, fique sabendo que a mecânica é a mesma do longa. Uma equipe de filmagem que nunca aparece acompanha a rotina de três vampiros centenários que vivem na mesma casa e tentam se adequar ao mundo moderno. A principal mudança em relação à obra original é que a história se passa nos EUA, mais precisamente em Staten Island, Nova York.

O elenco também é outro Com a adição de uma personagem feminina, Nadja (Natasia Demetriou), e do lacaio Guillermo (Harvey Guillén), o trio de vampiros se completa com Nandor (Kayvan Novak) e Laszlo (Matt Berry). Há ainda um personagem recorrente, Colin Robinson (Mark Proksch), um humano que se apresenta como “vampiro de energia” e que se alimenta da força vital das pessoas, deixando-as entediadas.

A vida deles segue tranquila, até que eles são obrigados a receber como hóspede o barão Afanas (Doug Jones coberto de maquiagem, para variar), um vampiro milenar que vem da Europa e sonha em conquistar a América. Apesar desse ponto de partida, o enredo não se apega muito a ele. Como seriado, What We Do in the Shadows é basicamente uma sitcom, na qual o roteiro tenta brincar com os clichês da mitologia e da cultura pop.

No filme isso deu muito certo, mas ao longo de 10 capítulos, a série não se sustenta. Há momentos brilhantes, mas eles são raridades. Destaque para os episódios The Trial, com a participação de vários atores que interpretaram vampiros no cinema (como Wesley Snipes e Danny Trejo), e The Orgy, no qual, como o próprio nome diz, uma orgia vampírica é organizada, sem muito sucesso.

Porém, a impressão que fica é que assistir What We Do in the Shadows é um grande esforço para poucas risadas, mesmo que seus capítulos tenham apenas 30 minutos em média. Uma pena, pois o elenco todo é muito bom. Esperamos que nessa segunda temporada, os roteiristas estejam mais inspirados.

Escala de tocância de terror:

Direção: Jemaine Clement e Taika Waititi
Roteiro: Jemaine Clement e Taika Waititi
Elenco: Kayvan Novak, Matt Berry e Natasia Demetriou
Origem: EUA

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RESENHA: Maria e João – O Conto das Bruxas (2020)

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Maria e João

MARIA E JOÃO – O CONTO DAS BRUXAS é inspirado num dos contos mais conhecidos dos irmãos Grimm que já foi adaptado várias vezes pras telas. Até uma versão estilizada estrelando o Gavião Arqueiro dos Vingadores já teve! Agora é a vez de Osgood “Oz” Perkins dar sua visão à história optando pelo horror de fato nos oferecendo uma fábula cruel e cabulosa típica dos contos originais. (mais…)

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RESENHA: Quando as Luzes se Apagam (2016)

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Quando as Luzes se Apagam

[Por Jarmeson de Lima]

Em sua essência, “Quando as Luzes se Apagam” é mais um drama familiar sobrenatural. Temos aqui uma mãe traumatizada, uma criança assustada, um pai desaparecido e uma filha rebelde compondo o núcleo principal desta produção que nos envolve em uma trama alegórica sobre o medo do escuro.
(mais…)

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