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RESENHA: Ghoul – Trama Demoníaca (2018)

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Ghoul

[Por Júlio César Carvalho]

Pesquisando aqui para a “dica dessa semana”, percebi que, daqui a 8 dias, vai fazer 1 ano desde a minha última indicação de alguma produção do catálogo da Netflix BR. Foi então que fui lá dar uma fuçada e encontrei GHOUL: TRAMA DEMONÍACA, uma minissérie indiana de apenas três episódios que me deixaram cabreiro do início ao fim.

A tal “trama demoníaca”, cujo o subtítulo nacional sugere, se passa na Índia em um futuro próximo no qual o país vive um regime ditatorial militar onde o governo anda acabando com as universidades, censurando obras literárias, perseguindo e prendendo qualquer um que questione o governo, etc. Soa familiar? Enfim…

Acompanhamos a recruta Nida Rahim (Radhika Apte) após provar sua lealdade ao país entregando o próprio pai por suspeita de subversão e terrorismo. Nida então é promovida pelo Coronel Sunil Dacunha (Manav Kaul), do alto escalão do governo, e levada para uma instalação militar (que oficialmente não existe) onde são levados os presos políticos para interrogatório e… bem, você já deve imaginar.

Lá, a militar encontra resistência da parte da Major Laxmi Das (Ratnabali Bhattacharjee) que suspeita que a jovem é uma traidora. Mas o lance é que a merda toda começa a feder valendo com a chegada de um prisioneiro importante que trouxe consigo um “ghoul”, um demônio que, além de possuir o indivíduo, toca o terror expondo os podres das pessoas provocando o caos generalizado.

Tecnicamente impecável, GHOUL é uma co-produção da indiana Phanton Films com a já conhecida Blumhouse e é dirigida por Patrick Graham, um cineasta britânico que trabalha na indústria indiana como roteirista de várias produções. Além de muito bem filmada e com bons efeitos visuais, esta minissérie conta com um trabalho sonoro interessantíssimo que agrega muito às cenas deixando tudo ainda mais cabuloso. Teve até uma cena que eu soltei um “EITA PORRA!” em alto e bom som!

Em suma, GHOUL, apesar de não ser tão original assim, entrega muitos momentos de tensão, alguns sustos (honestos) e uma violência gráfica generosa, sendo uma ótima pedida pra quem curte terror de possessão.

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Anarquista, quase cinéfilo, diretor de arte, fotógrafo, cervejeiro, rockeiro doido e crítico/podcaster do Toca o Terror

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RESENHA: #Alive (2020)

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Alive

O cinema sul coreano ganhou uma visibilidade incrivel nos últimos anos e hoje não é tão raro ver obras vindas de lá aportarem no cinema. Mas é claro que com a pandemia as coisas foram freadas e alguns filmes estão ganhando destaque via streaming. Este é o caso de #Alive, filme que estreou em seu país na reabertura dos cinemas com bastante êxito e está sendo distribuído mundialmente pela Netflix.

A trama acompanha um jovem rapaz, que sozinho no apartamento da família, tenta sobreviver a uma epidemia mortal que transforma os cidadãos em zumbis sedentos por carne humana. No passar de vários dias, com comida e água acabando e ataques cada vez piores das criaturas, o rapaz coloca em cheque a promessa que fez ao pai de sobreviver. E aos trancos e barrancos ele tentará cumprir o que foi pedido.

#Alive é um bom filme de zumbis que não coloca nada de novo na mesa, mas traz o básico que, em sua maior parte, é competente. O longa não enrola e logo nos primeiros minutos a confusão e o caos predominam. A primeira parte é a melhor, se passando em praticamente um único cenário, mostrando bem a sensação de solidão e medo do personagem com cenas de ação pontuais e mais comedidas. Vale comentar a ótima maquiagem dos monstros que lembram o conterrâneo “Invasão Zumbi” (Train to Busan).

Outra semelhança com o longa de zumbis mais famoso é a ambientação minimalista e o país. Sinceramente, essa sim deveria ser a sequência real dele, pois mesmo não sendo perfeita, se mostra bem superior à continuação oficial, chamanda “Península”.

Os problemas de #Alive vêm à tona em sua segunda metade, onde as sequências de ação se tornam inverossímeis demais (até para um filme de zumbis)… Meio que a produção se rende ao espetáculo ocidental apresentando exageros que tiram a atenção diversas vezes. O clímax acaba sendo forçado e emotivo demais querendo a todo custo arrancar lágrimas do público.

Concluindo… #Alive não é um divisor de águas do gênero, mas é divertido e tenso na maior parte de sua duração. Vale gastar o tempo assistindo as desventuras do protagonista e sua busca pela sobrevivência.

Escala de tocância de terror:

Título original: #Saraitda
Diretor: II Cho
Roteiro: II Cho,Matt Naylor
Elenco: Ah-in Yoo, Shin-Hye Park,Bae-soo Jeon e outros
País de origem: Coreia do Sul

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RESENHA: Dominação (2017)

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Dominação

[Por Felipe Macedo]

Estrelado por Aaron Eckhart e produzido por Jason Blum, “Dominação” (Incarnate) mais uma vez mostra a história de um jovem possuído por um demônio poderoso. Nosso herói aqui luta para derrotar o grande mal e salvar o dia. No entanto, o longa tenta vir com uma promessa de abordar o tema de uma forma diferente do que foi mostrado até hoje. (mais…)

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RESENHA: In Search of Darkness (2019)

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Search of Darkness

[Por Frederico Toscano]*

In Search of Darkness é um documentário com uma proposta simples e direta: destrinchar a produção de horror dos Estados Unidos da década de 80. Lançado em maio do ano passado, acabou não chamando tanta atenção no Brasil (ou mesmo lá fora), provavelmente por não ter recebido uma distribuição e divulgação mais abrangentes. O que é compreensível, já que o projeto não saiu de um estúdio convencional, sendo fruto de uma bem-sucedida campanha de arrecadação dos sites Kickstarter e Indiegogo.

Com a meta alcançada e os fundos garantidos, o diretor e roteirista David Weiner deve ter pensado que os apoiadores mereciam ver seu dinheiro bem empregado. E entregou um filme de quatro horas e meia de duração. E pensar que teve gente reclamando de O Irlandês(mais…)

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