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RESENHA: The Titan (2018)

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The Titan

Em mais uma aposta da Netflix na Ficção Científica, “The Titan” é uma prova que nem sempre a gigante do streaming acerta em suas produções. Veja bem, não é culpa da produção técnica em si (quase sempre impecável), mas de parte do roteiro e de seu ritmo.

A história se passa em 2048… Sim, 30 anos depois deste mal fadado 2018 e basicamente a situação não é boa. Na real, nesse futuro aí, a Terra está uma merda. Metade da população morreu e a outra metade está passando fome devido à escassez de alimentos e problemas agravados pela poluição, aquecimento global e tudo aquilo que todo mundo vem alertando desde já.

Diante deste cenário, o governo norte-americano (sempre ele!) com sua infalível tática de autopreservação, instala uma base militar secreta com ajuda da OTAN nas Ilhas Canárias. É por lá e escondido dos olhos da população mundial, que cientistas e generais tentam novos planos para salvar a raça humana.

O problema é que o tal plano é incrivelmente péssimo (sendo que ninguém quis contrariar os chefões para dizer isso). Então… ao invés de procurarem melhorar a Terra, eles recrutaram os melhores soldados do mundo para uma missão de povoar outro planeta. Mas não exatamente um planeta… e sim um satélite. Titã, uma lua de Saturno rica em Metano, Amônia e Nitrogênio. Vê que delícia!

Como as condições atmosféricas e climáticas de Titã são extremamente adversas, a ideia aqui é fazer o ser humano se adaptar ao planeta com uma série de modificações corporais e genéticas. A solução, no caso, é injetar soros e enzimas diferentes em cada voluntário, objetivando encontrar uma espécie de “Capitão OTAN”.

É de se imaginar que isso deve dar merda… e considerando o histórico de filmes em que humanos misturam seu DNA com outros bichos ou elementos químicos, o resultado pode dar, no mínimo, em criaturas como “A Mosca“. Mas como temos Sam Worthington no elenco, podemos esperar pelo menos um “Avatar“.

O filme inteiro vai nos preparando para esta viagem rumo ao desconhecido incluindo as possíveis mutações humanas e os rumos da missão, mas deixa a gente no meio do caminho. O ritmo meio lento faz qualquer um ficar mais ansioso pelos resultados do que os ‘super soldados’ em treinamento que aparentemente já se conformaram com o acerto ou a tragédia do plano. Depois de meia hora de filme você já entendeu o que vai rolar e o que se passa na tela apenas confirma as expectativas dos fãs de ficção científica.

Com mortes previsíveis aqui e ali e uma série de baixas de figurantes que a gente não faz questão, “The Titan” vai seguindo e economizando cenas violentas para compensar no drama familiar do protagonista. A escolha é apenas para tentar agradar audiência de gregos e troianos sem se definir por um estilo, o que é uma pena, porque apesar da trama meio batida, “The Titan” tinha potencial.

Escala de tocância de terror:

Diretor: Lennart Ruff
Roteiro: Max Hurwitz e Arash Amel
Elenco: Sam Worthington, Taylor Schilling e Tom Wilkinson
País de origem: EUA
Ano de lançamento: 2018

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SÉRIE: What We Do in the Shadows (2019)

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What We Do in the Shadows

Na próxima quinta (15 de abril), estreia no canal FX dos EUA a segunda temporada de What We Do in the Shadows, série baseada no filme de mesmo nome lançado em 2014. Aqui no Brasil, sua primeira temporada foi exibida no ano passado pela Fox Premium. Vamos aproveitar então o retorno do programa lá fora para tecer algumas linhas sobre a atração.

Se você assistiu ao filme, fique sabendo que a mecânica é a mesma do longa. Uma equipe de filmagem que nunca aparece acompanha a rotina de três vampiros centenários que vivem na mesma casa e tentam se adequar ao mundo moderno. A principal mudança em relação à obra original é que a história se passa nos EUA, mais precisamente em Staten Island, Nova York.

O elenco também é outro Com a adição de uma personagem feminina, Nadja (Natasia Demetriou), e do lacaio Guillermo (Harvey Guillén), o trio de vampiros se completa com Nandor (Kayvan Novak) e Laszlo (Matt Berry). Há ainda um personagem recorrente, Colin Robinson (Mark Proksch), um humano que se apresenta como “vampiro de energia” e que se alimenta da força vital das pessoas, deixando-as entediadas.

A vida deles segue tranquila, até que eles são obrigados a receber como hóspede o barão Afanas (Doug Jones coberto de maquiagem, para variar), um vampiro milenar que vem da Europa e sonha em conquistar a América. Apesar desse ponto de partida, o enredo não se apega muito a ele. Como seriado, What We Do in the Shadows é basicamente uma sitcom, na qual o roteiro tenta brincar com os clichês da mitologia e da cultura pop.

No filme isso deu muito certo, mas ao longo de 10 capítulos, a série não se sustenta. Há momentos brilhantes, mas eles são raridades. Destaque para os episódios The Trial, com a participação de vários atores que interpretaram vampiros no cinema (como Wesley Snipes e Danny Trejo), e The Orgy, no qual, como o próprio nome diz, uma orgia vampírica é organizada, sem muito sucesso.

Porém, a impressão que fica é que assistir What We Do in the Shadows é um grande esforço para poucas risadas, mesmo que seus capítulos tenham apenas 30 minutos em média. Uma pena, pois o elenco todo é muito bom. Esperamos que nessa segunda temporada, os roteiristas estejam mais inspirados.

Escala de tocância de terror:

Direção: Jemaine Clement e Taika Waititi
Roteiro: Jemaine Clement e Taika Waititi
Elenco: Kayvan Novak, Matt Berry e Natasia Demetriou
Origem: EUA

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RESENHA: Maria e João – O Conto das Bruxas (2020)

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Maria e João

MARIA E JOÃO – O CONTO DAS BRUXAS é inspirado num dos contos mais conhecidos dos irmãos Grimm que já foi adaptado várias vezes pras telas. Até uma versão estilizada estrelando o Gavião Arqueiro dos Vingadores já teve! Agora é a vez de Osgood “Oz” Perkins dar sua visão à história optando pelo horror de fato nos oferecendo uma fábula cruel e cabulosa típica dos contos originais. (mais…)

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RESENHA: Quando as Luzes se Apagam (2016)

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Quando as Luzes se Apagam

[Por Jarmeson de Lima]

Em sua essência, “Quando as Luzes se Apagam” é mais um drama familiar sobrenatural. Temos aqui uma mãe traumatizada, uma criança assustada, um pai desaparecido e uma filha rebelde compondo o núcleo principal desta produção que nos envolve em uma trama alegórica sobre o medo do escuro.
(mais…)

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