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DICA DA SEMANA: X-Ray / Hospital Massacre (1981)

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Hospital Massacre

[Por Jarmeson de Lima]

Primo pouco lembrado de uma lista de slashers dos anos 80, “X-Ray” ou “Hospital Massacre” é um produto daquela época que diverte e assusta na mesma medida. Com cenas feitas propositalmente para parodiar o panteão de clichês do estilo, o longa se sobressai de maneira interessante.

O cenário aqui é um hospital onde cada locação é trabalhada para servir de local do crime de um astucioso assassino mascarado. Que coisa óbvia, não é?! Mas lembre que num hospital os médicos possuem uniforme padrão, luvas cirúrgicas e máscaras, sendo um disfarce ideal para o assassino do longa que sai de quarto em quarto aterrorizando pacientes e funcionários em um plantão noturno.

Agulhas, bisturis, tesouras e outros materiais são usados de maneira não-recomendada, servindo de armas para o massacre hospitalar. Mesmo em cenas banais, o clima de suspense é bem construído de forma a não sabermos o que pode acontecer em seguida. As mortes, mesmo quando são off-screen, possuem uma boa dose de criatividade e gore, sem contar as sequências feitas unicamente como alívio cômico.

Quanto à história, a motivação não poderia ser mais absurda, como acontece em tantos slashers… Após ter sido rejeitado por uma garota no Dia dos Namorados, o garoto Harold mata o irmão mais novo de sua pretendente na frente dela e some de vista. Dezenove anos depois, ele encontra Susan indo ao hospital fazer um exame e tenta acertar as suas pendências.

Mais forçado do que isso, só mesmo a conclusão do filme. Mas aí não vamos estragar a divertida surpresa na revelação do assassino e a luta final pela vida e morte dos personagens que se encerra da maneira mais cretina possível. Para seu deleite, o filme está disponível no YouTube e é uma daquelas pérolas para assistir no fim de semana sem maiores compromissos.

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DICA DA SEMANA: O Mestre dos Desejos (1997)

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Mestre dos Desejos

Mestre dos Desejos” (Wishmaster) é aquele típico filme estraga-prazeres. Não pelo filme em si, claro, mas por sua premissa que acaba com as fantasias de muita gente que só conhecia as lendas de gênios da antiguidade pelos desenhos da Disney.

O lance é que esses seres mágicos chamados de Djinns existem por aqui há séculos e tudo o que querem é só um descuido dos humanos pra povoar a Terra com tudo de ruim que sua vã imaginação pode conceber. Em “Mestre dos Desejos“, um verdadeiro clássico dos anos 90, produzido por Wes Craven e dirigido por Robert Kurtzman, temos a história de um desses Djinns que é despertado na era contemporânea e deseja apenas promover o caos.

Não tem lâmpada mágica para esfregar, mas temos uma estátua e uma opala vermelha que serve de prisão para o gênio diabólico desde o Império Persa. Isso daí é brevemente explicado no início e não precisamos nos preocupar com muita enrolação. De lá até os Estados Unidos nos “dias atuais” é um pulo e é onde o filme concentra sua ação.

Numa sequência de fatos e acasos, a joia que abriga o Djinn (Andrew Divoff) vai parar num laboratório e inadvertidamente ele acaba sendo libertado. A partir daí as desgraças começam a ocorrer desde que ele sugere que sua primeira vítima faça um desejo. A grande sacanagem da parada é o gênio interpretar o desejo ao seu modo, igual a algumas piadas infames. E assim o Djinn que ressurgiu como um monstro sai disfarçado de um canto a outro sacrificando vidas humanas a troco de pedidos mal feitos e chantageando outras pessoas para que façam o que ele quer.

Contra o filme só temos mesmo os efeitos digitais super datados, mas a seu favor temos cenas bem impactantes, um toque de humor mórbido e a presença especial de Robert Englund (o protagonista de outro filme de Wes, vocês sabem qual…). “Mestre dos Desejos” está no catálogo da Amazon Prime Video. Depois de vê-lo ou revê-lo, possivelmente você vai passar a ser mais cauteloso naquilo que pede.

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DICA DA SEMANA: Cujo (1983)

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Cujo

O nome de Stephen King já levou inúmeros fãs de horror a encarar um filme, sem nem saber que se tratava, apenas porque foi baseado em um dos seus livros. Eu já fui assim, principalmente na época das locadoras, quando só se tinha muita informação das grandes produções. Tinha longas, lançados direto para vídeo, que você ia às cegas, apenas confiando no taco do senhor King.

Mesmo assim, eu era desconfiado com alguns desses filmes. Cujo, de 1983, era um deles. Não entrava na minha cabeça uma história de mãe e filho presos em um carro, sendo ameaçado por um cão raivoso. Com o passar dos anos, comecei a ler elogios sobre o longa dirigido por Lewis Teague (Alligator e Olhos de Gato).

Resolvi dar uma chance a Cujo. Quando gravamos nosso programa de rádio sobre filmes com animais, tive que dar o braço a torcer, pois o filme é muito bom sim. O enredo, no entanto, é um exagero só: um cachorro da raça São Bernardo é mordido por um morcego e contrai raiva (e pense numa raiva).

Após seu carro dar problema em uma oficina no meio da nada, Donna Trenton (Dee Wallace) e seu filho pequeno Tad (Danny Pintauro) ficam cercados pelo bicho. O roteiro simples pode dar a impressão, e era o que eu achava antes, que a história é monótona, mas as boas atuações da dupla de protagonistas e as reviravoltas da trama não te deixam cochilar. Entrou no catálogo da Netflix e aproveite no fim de semana.

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DICA DA SEMANA: Vamp – A Noite dos Vampiros (1986)

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Vamp - A Noite dos Vampiros

[Por Geraldo de Fraga]

Quando se fala de filmes de vampiros dos anos 80, A Hora do Espanto e Os Garotos Perdidos são os longas considerados clássicos. Porém existe uma produção menor, quase sempre esquecida pela maioria dos fãs do gênero, mas que se mantém na memória afetiva dos quarentões, principalmente aqueles que eram ‘ratos de locadora de vídeo’. (mais…)

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