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Resenhas

RESENHA: XX (2017)

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XX-1

[Por Tati Regis*]

Quando fiquei sabendo da existência dessa antologia chamada “XX“, fiquei bastante eufórica e feliz… Agora, eis-me aqui, escrevendo sobre ele pro Toca o Terror. Logo eu, que apenas dou alguns caracteres de minhas impressões dos filmes que assisto no Facebook. Obrigada, gentes, pelo convite e pelo espaço.

Vamos ao assunto… “XX” é uma antologia de terror dirigida, roteirizada  e protagonizada por mulheres.  No filme, os 4 segmentos  giram em torno de mulheres, seus aspectos, instintos, monstros…sendo que 3 deles tem como foco a mulher maternal.
Em cada um deles temos na direção nomes como: Jovanka Vuckovic (The Box),  Annie Clark, conhecida como St. Vincent (Birthday Party),  Roxanne Benjamin (Don’t Fall) e  Karyn Kusama (Her Only Living Son).  Não podemos esquecer também de Sofia Carrilo, que interliga as histórias com vinhetas em estilo stop motion.

The Box:
XX.2017.1080p.WEB-DL.DD5.1.H264-FGT[EtHD].mkv_snapshot_00.16.51_[2017.03.18_01.11.08]Crianças são naturalmente curiosas e adoram comer. Graças a essa curiosidade a, após ter olhado dentro de uma caixa embrulhada num lindo papel de presente que estava no colo de um senhor dentro do metrô, Danny perde totalmente o apetite. O desenrolar é bastante instigante, pois, o que a mãe achava ser a principio um capricho de criança, acaba se tornando um verdadeiro inferno. Não vá esperando respostas, é o segmento que mais gostei, pois aguça a curiosidade e deixa pro espectador tirar suas conclusões.

Escala de tocância de terror:


The Birthday Party:
XX.2017.1080p.WEB-DL.DD5.1.H264-FGT[EtHD].mkv_snapshot_00.30.50_[2017.03.18_01.11.46]É aniversário de sua filha e Mary encontra o corpo do seu marido após ter cometido suicídio. Como lidar? Como fazer que sua filha tenha uma festa inesquecível sem saber da morte do pai? Se utilizando de humor e suspense pra contar essa história tragicômica, a diretora nos dá um verdadeiro “presente” ao final do conto.

Escala de tocância de terror:

Don’t Fall:
XX.2017.1080p.WEB-DL.DD5.1.H264-FGT[EtHD].mkv_snapshot_00.49.34_[2017.03.18_01.12.55]Um grupo de amigos vai acampar numa área deserta e uma delas é mordida por alguma coisa estranha. A partir daí, é só ladeira abaixo. Mesmo sendo o segmento com maior proximidade do terror, com bastante sangue, mortes e monstros, é o mais fraco dos quatros contos. Um misto de clichê e decepção toma conta à medida que os minutos passam.

Escala de tocância de terror:

Her Only Living Son:XX.2017.1080p.WEB-DL.DD5.1.H264-FGT[EtHD].mkv_snapshot_01.00.52_[2017.03.18_01.13.40]
Mais uma história que tem a mãe como mote. Cora é mãe de Andy, Andy está completando 18 anos e demonstra um comportamento estranho, tanto em casa como na escola. O que era pra ser um dia de alegria se torna um verdadeiro horror quando ela descobre que seu filho sofre de uma maldição. Vi nessa curta uma referência clara ao Bebê de Rosemary, o final não lá essas coisas, mas tem um bom desenrolar.

Escala de tocância de terror:

 

Intercalando cada segmento, temos Sofia Carrilo com seu curta de animação em Stop Motion. Uma história bizarra e mórbida que tem sua conclusão ao final do quarto segmento, fechando lindamente essa marcante antologia.XX.2017.1080p.WEB-DL.DD5.1.H264-FGT[EtHD].mkv_snapshot_01.14.38_[2017.03.18_01.15.03].jpg

Resumindo, não dá pra dizer que “XX” é uma excelente antologia, falta ousadia. Porém, Sabemos que o cinema em geral, e especificamente o gênero horror é dominado por homens, produções assim merecem ser apoiadas e estimuladas. Principalmente numa época em que  nossas vozes estão sendo ouvidas e clamam por igualdade. Goste ou não, a proposta é válida e merece ser vista.

Direção: Roxanne Benjamin, Karyn Kusama, Annie Clark, Jovanka Vuckovic
Roteiro:  Jack Ketchum, Jovanka Vuckovic, Roxanne Benjamin, Annie Clark, Roxanne Benjamin, Karyn Kusama
Elenco: Natalie Brown, Melanie Lynskey, Breeda Wool, Christina Kirk
Origem: EUA

* Especial para o Toca o Terror

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RESENHA: Raw (2017)

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raw

[Por Gabriela Alcântara]

É possível um filme ser grotesco e ainda assim ser extremamente belo e erótico. A prova pode ser vista em “Raw” (no Brasil traduzido também como “Grave”), de Julia Ducornau, que está disponível na Netflix. Apesar dele ter ganhado burburinho nos últimos anos por ter ganho diversos prêmios – incluindo o FRIPESCI da Semana da Crítica de Cannes – e teoricamente ter feito muitas pessoas vomitarem, confesso que evitei assisti-lo por um tempo – na verdade justamente por isso. (mais…)

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RESENHA: V/H/S (2012)

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Existe vida inteligente no found footage. Em meio a vários e vários filmes que exploram o estilo de falso documentário, é difícil encontrar algum que realmente se sobressaia. É aí que As Crônicas do Medo (V/H/S) entra na jogada. A trama é centrada em um grupo de criminosos cuja missão é encontrar uma misteriosa fita de vídeo em uma casa. Na busca pela fita certa, eles acabam encontrando e assistindo a uma série de vídeos de horror.

O enredo que se passa dentro da casa e amarra as pequenas histórias, que são independentes umas das outras, é fraca. Mas isso fica em segundo plano. O que aparece nas fitas encontradas é o que importa. São cinco curtas, cada um dirigido por um ou dois diretores. No total, são 10 dez profissionais dividindo a direção do filme.

Quando assisti ao trailer, algo que me chamava a atenção era como os efeitos especiais ficavam muito realistas quando inseridos em imagens de baixa qualidade (lembrando que a película é filmada totalmente com câmeras caseiras de VHS).

A primeira história mostra um grupo de jovens que compram uns óculos com uma mini-câmera e saem pelas baladas para filmar seus sucessos amorosos. Porém uma das moças que eles conhecem não é, digamos, muito sociável.

No segundo ato, acompanhamos um casal em uma viagem pelo interior dos EUA, onde eles registram tudo em vídeo. Nesse não dá pra falar mais sem entregar spoilers. É o único dos cinco onde o elemento sobrenatural não está presente, mas que possui um dos melhores finais.

O terceiro filme foi o que achei mais fraco. Um grupo de jovens vai a um lago no meio da floresta, fumar um e tomar banho pelado. É aí que eles têm uma desagradável surpresa. Apesar do roteiro fraco, a estética desse aqui deve ser apontada como um ponto a favor.

Na quarta história, temos um casal conversando pelas suas respectivas webcams. A menina acha que seu apartamento está sendo assombrado por fantasmas e sempre que algo de estranho acontece, ela liga para o cara para que ele a faça companhia. Muito boa história e efeitos.

Por falar em efeitos, é no quinto episódio que eles aparecem em sua melhor forma. Quatro jovens vão a uma festa na noite de Halloween e descobrem algo muito sinistro acontecendo na casa onde deveria estar acontecendo a farra.

A trama do grupo de criminosos tem um desfecho meia boca, mas isso não tira o mérito do filme. Concentre-se nos cinco curtas e divirta-se. A franquia teve mais duas sequências e a qualidade de alguns segmentos foi mantida, mas no geral também valem a pena serem vistos.

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RESENHA: Rua do Medo – 1994 – Parte 1 (2021)

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Rua do Medo

A Netflix está lançando nesse mês uma trilogia de filmes que sairão semanalmente. Estas obras são baseadas na série literária “Rua do Medo” (Fear Street) escrita por R.L Stine, também autor da série Goosebumps. São livros voltados para o público infanto juvenil, mas a gigante do streaming garante que os longas serão voltados para maiores. O primeiro foi lançado no dia 2 de julho e se chama “Rua do Medo: 1994 – Parte 1”.

Vamos ao filme: Uma cidade interiorana dos EUA é conhecida nacionalmente como a capital dos homicídios, já que de tempos em tempos é comum algum cidadão enlouquecer e sair matando quem aparece pela frente. Acompanhamos então um grupo adolescente que se vê alvo de um mal muito maior quando acidentalmente despertam a ira de uma bruxa morta que é a verdadeira responsável pelas ondas de mortes anteriores.

Rua do medo: 1994”, pelo menos em seu início tem “Pânico” como maior referência. Sua cena inicial é uma clara homenagem ao momento de horror vivido pela personagem de Drew Barrymore, chegando a colocar também uma atriz conhecida do público para se tornar a primeira vítima. Os minutos seguintes também emulam o longa de 1996, mas depois despiroca de vez indo ladeira abaixo. Os personagens centrais são qualquer coisa, extremamente estereotipados e forçam a todo tempo uma ligação com o espectador. Falham miseravelmente. Por mim todos iriam para a faca rapidinho.

Então o filme que começa como um slasher comum de assassino mascarado, logo vira algo sobrenatural. Isso não seria lá um problema, mas essa transição é problemática e associada a uma edição e fotografia noturna ruins que remetem a filmes trash de Tv dos anos 90. A mistura de horror e comédia desse período sempre rendeu bons exemplares – o que não é caso aqui – mas as tentativas de arrancar um riso mesmo que seja de nervoso são falhas e artificiais, não conseguindo arrancar nem um sorriso do canto de boca.

Em termos de horror, “Rua do Medo: 1994” é lotado de jumpscares que apesar de ter dois que funcionam, depois fica tão batido que isso cansa. Também tem o fator gore e nisso sim o filme é bem eficaz e violento, sendo que as atuações quase inexistentes e uma quebra de ritmo no meio do longa me fez acreditar estar vendo mais um capítulo (ruim) da série Goosebumps.

Não conheço a série de livros, mas acredito que me divertiria muito mais lendo. Creio que grande parte da culpa é da diretora que não soube conduzir seu elenco nem criar cenas realmente tensas. O problema não é nem ser clichê em alguns momentos e sim não saber como se utilizar disso a seu favor.

Finalizando, “Rua do Medo: 1994” é mais uma obra da Netflix que tem umas ideias legais aqui e ali, mas no geral é extremamente esquecível. Esta primeira impressão inclusive me deixou com uma preguiça danada de acompanhar os longas restantes que vão vir…

Escala de tocância de terror:

Direção: Leigh Janiak
Roteiro: Kyle Killen, Phil Grazidiel,Leigh Janiak, R. L Stine( livros)
Elenco: Kiana Madeira, Benjamin Flores, Maya Hawke e outros
Título original: Fear Street: 1994
Ano de lançamento: 2021

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