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DICA DA SEMANA: A Tortura do Medo (1960)

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A Tortura do Medo

Com o advento da pandemia de Covid-19 e a necessidade de isolamento social, algumas empresas e instituições resolveram ser solidárias com os “quarenteners” e uma delas foi o Cine Belas Artes que resolveu liberar seu serviço “À LA CARTE” por alguns dias.

E foi graças à essa iniciativa que tive a oportunidade de corrigir uma falha de caráter, algo que já tentava há anos: assistir “A Tortura do Medo” (Peeping Tom, 1960), que é considerado por muitos a contrapartida britânica para “Psicose“, de Alfred Hitchcock. O filme que trouxe um assassino tão vil e ao mesmo tempo tão humano e “amigável” bagunçou a cabeça dos críticos. Ele foi severamente censurado e praticamente acabou com a carreira do diretor Michael Powell.

Mark Lewis (Karlheinz Böhm), em "A Tortura do Medo"

A Tortura do Medo” conta a história do jovem Mark Lewis (Karlheinz Böhm), que trabalha como primeiro assistente de câmera em um estúdio de cinema. Em suas horas vagas tira fotos de nu para suprir uma banca de jornal e filma as várias faces do medo para seu “documentário”. Sua obsessão pelas expressões de agonia, que foi moldada pelo fato de ter sido cobaia dos experimentos sádicos de seu pai, vai crescendo até chegar o ponto de começar a assassinar prostitutas para filmá-las em seus últimos momentos de terror.

"A Tortura do Medo"

Suas sessões cinematográficas privativas, onde assiste o material capturado, serão interrompidas pela vizinha do andar de baixo, Helen Stephens (Anna Massey, que interpretaria anos depois a vítima mais marcante de “Frenesi“, de Alfred Hitchcock) que demonstra certo apreço pelo rapaz e findará se tornando sua namorada. Conseguirá Mark se controlar?

Mark Lewis (Karlheinz Böhm) e Helen Stephens (Anna Massey) em "A Tortura do Medo"

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DICA DA SEMANA: O Mestre dos Desejos (1997)

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Mestre dos Desejos

Mestre dos Desejos” (Wishmaster) é aquele típico filme estraga-prazeres. Não pelo filme em si, claro, mas por sua premissa que acaba com as fantasias de muita gente que só conhecia as lendas de gênios da antiguidade pelos desenhos da Disney.

O lance é que esses seres mágicos chamados de Djinns existem por aqui há séculos e tudo o que querem é só um descuido dos humanos pra povoar a Terra com tudo de ruim que sua vã imaginação pode conceber. Em “Mestre dos Desejos“, um verdadeiro clássico dos anos 90, produzido por Wes Craven e dirigido por Robert Kurtzman, temos a história de um desses Djinns que é despertado na era contemporânea e deseja apenas promover o caos.

Não tem lâmpada mágica para esfregar, mas temos uma estátua e uma opala vermelha que serve de prisão para o gênio diabólico desde o Império Persa. Isso daí é brevemente explicado no início e não precisamos nos preocupar com muita enrolação. De lá até os Estados Unidos nos “dias atuais” é um pulo e é onde o filme concentra sua ação.

Numa sequência de fatos e acasos, a joia que abriga o Djinn (Andrew Divoff) vai parar num laboratório e inadvertidamente ele acaba sendo libertado. A partir daí as desgraças começam a ocorrer desde que ele sugere que sua primeira vítima faça um desejo. A grande sacanagem da parada é o gênio interpretar o desejo ao seu modo, igual a algumas piadas infames. E assim o Djinn que ressurgiu como um monstro sai disfarçado de um canto a outro sacrificando vidas humanas a troco de pedidos mal feitos e chantageando outras pessoas para que façam o que ele quer.

Contra o filme só temos mesmo os efeitos digitais super datados, mas a seu favor temos cenas bem impactantes, um toque de humor mórbido e a presença especial de Robert Englund (o protagonista de outro filme de Wes, vocês sabem qual…). “Mestre dos Desejos” está no catálogo da Amazon Prime Video. Depois de vê-lo ou revê-lo, possivelmente você vai passar a ser mais cauteloso naquilo que pede.

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DICA DA SEMANA: Cujo (1983)

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Cujo

O nome de Stephen King já levou inúmeros fãs de horror a encarar um filme, sem nem saber que se tratava, apenas porque foi baseado em um dos seus livros. Eu já fui assim, principalmente na época das locadoras, quando só se tinha muita informação das grandes produções. Tinha longas, lançados direto para vídeo, que você ia às cegas, apenas confiando no taco do senhor King.

Mesmo assim, eu era desconfiado com alguns desses filmes. Cujo, de 1983, era um deles. Não entrava na minha cabeça uma história de mãe e filho presos em um carro, sendo ameaçado por um cão raivoso. Com o passar dos anos, comecei a ler elogios sobre o longa dirigido por Lewis Teague (Alligator e Olhos de Gato).

Resolvi dar uma chance a Cujo. Quando gravamos nosso programa de rádio sobre filmes com animais, tive que dar o braço a torcer, pois o filme é muito bom sim. O enredo, no entanto, é um exagero só: um cachorro da raça São Bernardo é mordido por um morcego e contrai raiva (e pense numa raiva).

Após seu carro dar problema em uma oficina no meio da nada, Donna Trenton (Dee Wallace) e seu filho pequeno Tad (Danny Pintauro) ficam cercados pelo bicho. O roteiro simples pode dar a impressão, e era o que eu achava antes, que a história é monótona, mas as boas atuações da dupla de protagonistas e as reviravoltas da trama não te deixam cochilar. Entrou no catálogo da Netflix e aproveite no fim de semana.

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DICA DA SEMANA: Vamp – A Noite dos Vampiros (1986)

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Vamp - A Noite dos Vampiros

[Por Geraldo de Fraga]

Quando se fala de filmes de vampiros dos anos 80, A Hora do Espanto e Os Garotos Perdidos são os longas considerados clássicos. Porém existe uma produção menor, quase sempre esquecida pela maioria dos fãs do gênero, mas que se mantém na memória afetiva dos quarentões, principalmente aqueles que eram ‘ratos de locadora de vídeo’. (mais…)

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