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DICA DA SEMANA: O Grito 3 – O Início do Fim (2014)

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O Grito 3

[Por Júlio Carvalho]

Se você acha que de malassombro só tem Jason, Freddy, Michael e afins, fique sabendo que lá no Japão tem uma alma penada chamada Toshio, que já vem rendendo uma franquia de quase 10 filmes sem nem contar os remakes americanos. A dica do fim de semana é o “terceiro” longa dessa saga – O GRITO 3: O INÍCIO DO FIM – que praticamente se trata de uma história de origem e que se encontra no catálogo da Amazon Prime Video.

Os dois primeiros longas foram escritos e dirigidos por Takashi Shimizu, que inclusive dirigiu os remakes em Hollywood. Neste ‘prequel’ o comando fica a cargo de Masayuki Ochiai, responsável pelo ótimo KANSEN (Infection, 2004) e irresponsável pelo fajuto IMAGENS DO ALÉM (2008), remake americano do ótimo ESPÍRITOS (Shutter, ชัตเตอร์ กด ติด วิญญาณ, 2004), o clássico horror de malassombro tailandês.

Na trama, acompanhamos Yui (Nozomi Sasaki), uma professora substituta assumindo uma turma de 3ª série de uma escola no meio do ano letivo. Logo ela não demora a perceber que um aluno chamado Toshio (Kai Kobayashi) já não dá as caras na sala de aula há tempos. Intrigada e dedicada que é, resolve ir na casa do garoto saber o motivo de sua ausência. Daí por diante você já deve imaginar a treta em que a boa samaritana vai se meter. Para além da professora, temos mais sete personagens. Cada qual com seu capítulo dedicado numa narrativa que não segue uma linearidade temporal.

Tenso e elegante, O GRITO 3: O INÍCIO DO FIM é um filme de clima denso, sem muita pressa e cheio de aparições cabulosas que causam bons sustos honestos, pois não há apelo a explosões sonoras típicas de grandes produções ocidentais do gênero. Aliás, a trilha e os efeitos sonoros aqui são muito bem aplicadas. É um filme que tem mais um rítmo ao estilo de OS OUTROS do que INVOCAÇÂO DO MAL, por exemplo.

Em suma, O GRITO 3: O INÍCIO DO FIM é altamente indicado pra quem curte um bom j-horror de alma penada.

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Anarquista, quase cinéfilo, diretor de arte, fotógrafo, cervejeiro, rockeiro doido e crítico/podcaster do Toca o Terror

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DICA DA SEMANA: Never Hike in The Snow (2020)

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Never Hike in the Snow

Três anos após o bem sucedido fanfilm “Never Hike Alone”, Vicente DiSanti (diretor do longa) volta ao Campo Crystal Lake com “Never Hike in The Snow”. A nova produção agora é curta e traz o infame vilão Jason Voorhees caçando na neve.

Nesta nova história um jovem rapaz desaparece sem deixar vestígios na mata (eles não sabem, mas imaginamos bem o que aconteceu), fazendo sua desesperada mãe acionar a polícia que começa uma investigação que leva diretamente para a região de Cristal Lake onde Jason os aguarda de uma forma que só ele sabe fazer.

Em 2017, “Never Hike Alone” se mostrou uma grata surpresa, mostrando que se a franquia “Sexta-Feira 13” fosse levada de forma correta, poderia até render coisas boas. Inclusive, este aqui é um prequel (sim, ele se passa 3 meses antes do filme anterior), com muita informação jogada e pouca resolução, parecendo muito mais um episódio de série do que um filme em si.

A participação de Tommy Jarvis, antigo nemesis do vilão é totalmente desnecessária e o personagem lembra mais o Crazy Ralph dos primeiros filmes do que o Tommy visto nas sequências da franquia. O roteiro até poderia ser mais enxuto, uma vez que a duração é bem menor, tendo quase meia hora de duração.

A qualidade técnica se sobressai com uma direção e fotografia muito boas que mantém a boa qualidade do filme anterior. A maquiagem é ótima e os bons efeitos práticos dão uma boa sensação nostálgica. O ator que faz Jason também impõe uma aura bem ameaçadora.

No atual hiato da série principal, “Never Hike in the Snow” serve com um passatempo rápido para matarmos a saudade de Jason, mas fica a nítida impressão de que poderia ter saído algo melhor dali… Mesmo assim, continua sendo bem superior a muitos slashers atuais. Ah… esta franquia “Never Hike…” deve ganhar novos filmes no decorrer dos anos segundo a lista de produções listadas no IMDB. Este novo curta se encontra disponível e completo no YouTube.

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DICA DA SEMANA: Ladrões de Túmulos (1989)

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ladrões de túmulos

Nós do TOCA O TERROR sempre tentamos encontrar filmes que fiquem ‘por fora’ do catálogo habitual do espectador brasileiro nas plataformas de vídeo e streaming para a coluna “Dica da Semana”. A minha recomendação de hoje é, simplesmente, um slasher sobrenatural mexicano dirigido por Rubén Galindo Jr: LADRÕES DE TÚMULOS (Ladrones de Tumbas). Lançado em 1989, já no final da era de ouro do ciclo, o longa é uma ótima diversão para o fã do subgênero.

Grupo de amigas tem a brilhante ideia de acampar no meio do mato, em local próximo a um cemitério. O grande porém é que os ladrões de túmulos resolveram aprontar naquela mesma noite e acidentalmente libertam a alma de um monge satanista (Agustin Bernal) morto pela Igreja nos tempos da inquisição, como visto (é claro!) na sequência de abertura do filme.

Esse miserável não apenas retorna como um zumbi sanguinário que trucida a todos que vê pela frente com o mesmo machado usado para matá-lo, como também volta determinado a cumprir sua missão de encontrar uma virgem e engravidá-la com o filho de Satã!! E quem ele escolhe? A filha do Capitão Lopez (Fernando Almada), o poliça do bigodão no cartaz, descendente do arcebispo que matou o vilão no passado e que será o herói da película.

LADRÕES DE TÚMULOS segue bem a cartilha do subgênero, incluindo os ‘jovens’ interpretados por atores com 30 anos ou mais, e não tem qualquer intenção de ser algo original. A forte influência do sucesso dos slashers americanos (em especial, os filmes da série “Sexta-Feira 13”) e do terror italiano e espanhol (com ecos de Fulci e Ossorio presentes) é mais do que evidente.

Apesar da primeira meia hora ser meio paradinha, o filme pega fôlego depois, com um monte de fumaça de gelo seco para criar um ‘clima bom’, e entregando a ação e violência que todo mundo quer ver em um slasher. As mortes não economizam na desgraça e são bem brutais, já que uma vantagem de quem fazia terror comercial na Europa e América Latina era não ter a censura patrulhando o gore.

O diretor Gallindo Jr. é o mesmo de outros petardos do cinema de gênero mexicano como “Don’t Panic” (chamado de “A Maldição de Ouija” quando saiu em VHS aqui no Brasil) e “Cementerio del Terror”. LADRÕES DE TÚMULOS pode ser visto no YouTube com seu idioma original em links legendados em português e inglês.

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DICA DA SEMANA: Tenebre (1982)

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Tenebre

Esta semana trago-lhes uma obra marcante do início dos anos 80: TENEBRE, clássico do giallo italiano de ninguém menos que Dario Argento, que aliás, que fez aniversário neste mês setembro.

Ele tinha quebrado o mais profundo tabu e não sentia culpa, nem ansiedade, nem medo, mas liberdade. Cada humilhação que lhe barrava o caminho podia ser varrida por um ato simples de aniquilação: HOMICÍDIO.”

Na trama, Peter Neal (Anthony Franciosa), um escritor de romance policial americano, vai à Itália para promover o seu mais novo livro: Tenebrae. Mas sua estadia em Roma vira um pesadelo quando uma série de assassinatos relacionados diretamente a sua obra começam aterrorizar a capital italiana.

Como dito no início, TENEBRE é escrito e dirigido por Dario Argento (SUSPIRIA, PROFONDO ROSSO) e tem todos os elementos que um giallo deve ter como assassino de luva de preta, sangue vermelho vivo, objetos cortantes, erotismo, etc. E, como é se esperar de suas das obras, somos contemplados aqui com planos sequências meticulosamente planejados que levam a mortes horríveis ao som da trilha marcante da banda Goblin.

Para além da estética audiovisual, Argento levanta debates em alguns diálogos que são pertinentes ainda hoje como o machismo e a misoginia nas obras de horror que tendem a objetificar o corpo feminino, e que chegam a fazer da violência contra a mulher um fetiche.

Se não viu ainda, aproveita que TENEBRE está disponível no catálogo do Looke, pois é altamente recomendado pra qualquer fã do gênero.

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