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DICA DA SEMANA: O Portão (1987)

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O Portão

A coluna “Dica da Semana” do Toca o Terror está sempre recomendando algum filme marcante dos bons tempos em que o terror tinha alguma importância na TV aberta. Hoje não será diferente. 

Revi O PORTÃO mais de 20 anos depois de quando o assisti e posso dizer que ele continua bem legal. A produção era figurinha fácil durante a 2ª metade dos anos 90, em exibições constantes no Cinema em Casa (com o título O Portal do Inferno) ou no famigerado Cine Trash… O Terror das Tardes.

Todo mundo sabe que tocar Ilariê de trás pra frente é fria…

Com direção de Tibor Takács e roteiro de Michael Nankin, o longa tem como protagonista um garoto chamado Glen (o então estreante Stephen Dorff) que, junto ao amigo Terry (Louis Tripp), acaba acidentalmente trazendo ao mundo uma horda de demônios de uma antiga civilização. No momento em que isso acontece, os dois estão acompanhados somente da irmã de Glen, Alexandra (Christa Denton) e das amigas dela, as irmãs Lori (Kelly Rowan) e Linda (Jennifer Irwin). E é claro que esse grupinho terá uma noite dos infernos.

Grande sucesso também no VHS, O PORTÃO toma o seu tempo para desenvolver o trio de personagens principais, nunca deixando de apresentar situações curiosas e importantes. Mas dos 40 minutos em diante, é só alegria. Muito do brilho deste filme vem da maquiagem de Craig Reardon (de PAGUE PARA ENTRAR, REZE PARA SAIR e muitos outros) e as inesquecíveis soluções visuais de Randall William Cook – que viria a ganhar três Oscars por seu trabalho para a trilogia O Senhor dos Anéis – com muita utilização de ‘Stop Motion’ e atores fantasiados que aparentam ser minúsculos graças ao uso da perspectiva forçada.

Estranhamente, esse ótimo exemplar de terror juvenil foi bem esquecido na atual ressurgência oitentista trazida pela série STRANGER THINGS, que deve e muito a ele. O PORTÃO ganhou mais do que o dobro de seu orçamento de lucro e gerou uma continuação divertida, porém inferior, lançada em 1990 (O Portão II – Eles Estão de Volta) onde somente Louis Tripp voltou do elenco original. O 2º filme também passou um bocado na Band.

Nunca lançado oficialmente em DVD no Brasil, O PORTÃO está no catálogo da Amazon Prime Video e também pode ser assistido agora mesmo no YouTube em uma cópia HD onde foi inserida a antiga dublagem de quando ele foi exibido na TV.

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1 comentário

1 comentário

  1. Heitor dos Soares

    8 de abril de 2020 a 02:31

    Lembro vagamente desse pérola no Cinema em Casa, mas o assisti há exatamente dois anos quando estava disponível na Netflix. De fato a semelhança com Stranger Things é gritante.
    Tibor Takács diretor do memorável “I, Madman”, que deixo como sugestão para a lista.
    Excelente recomendação!
    Longa vida ao Toca o Terror! \,,/

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DICA DA SEMANA: O Mestre dos Desejos (1997)

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Mestre dos Desejos

Mestre dos Desejos” (Wishmaster) é aquele típico filme estraga-prazeres. Não pelo filme em si, claro, mas por sua premissa que acaba com as fantasias de muita gente que só conhecia as lendas de gênios da antiguidade pelos desenhos da Disney.

O lance é que esses seres mágicos chamados de Djinns existem por aqui há séculos e tudo o que querem é só um descuido dos humanos pra povoar a Terra com tudo de ruim que sua vã imaginação pode conceber. Em “Mestre dos Desejos“, um verdadeiro clássico dos anos 90, produzido por Wes Craven e dirigido por Robert Kurtzman, temos a história de um desses Djinns que é despertado na era contemporânea e deseja apenas promover o caos.

Não tem lâmpada mágica para esfregar, mas temos uma estátua e uma opala vermelha que serve de prisão para o gênio diabólico desde o Império Persa. Isso daí é brevemente explicado no início e não precisamos nos preocupar com muita enrolação. De lá até os Estados Unidos nos “dias atuais” é um pulo e é onde o filme concentra sua ação.

Numa sequência de fatos e acasos, a joia que abriga o Djinn (Andrew Divoff) vai parar num laboratório e inadvertidamente ele acaba sendo libertado. A partir daí as desgraças começam a ocorrer desde que ele sugere que sua primeira vítima faça um desejo. A grande sacanagem da parada é o gênio interpretar o desejo ao seu modo, igual a algumas piadas infames. E assim o Djinn que ressurgiu como um monstro sai disfarçado de um canto a outro sacrificando vidas humanas a troco de pedidos mal feitos e chantageando outras pessoas para que façam o que ele quer.

Contra o filme só temos mesmo os efeitos digitais super datados, mas a seu favor temos cenas bem impactantes, um toque de humor mórbido e a presença especial de Robert Englund (o protagonista de outro filme de Wes, vocês sabem qual…). “Mestre dos Desejos” está no catálogo da Amazon Prime Video. Depois de vê-lo ou revê-lo, possivelmente você vai passar a ser mais cauteloso naquilo que pede.

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DICA DA SEMANA: Cujo (1983)

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Cujo

O nome de Stephen King já levou inúmeros fãs de horror a encarar um filme, sem nem saber que se tratava, apenas porque foi baseado em um dos seus livros. Eu já fui assim, principalmente na época das locadoras, quando só se tinha muita informação das grandes produções. Tinha longas, lançados direto para vídeo, que você ia às cegas, apenas confiando no taco do senhor King.

Mesmo assim, eu era desconfiado com alguns desses filmes. Cujo, de 1983, era um deles. Não entrava na minha cabeça uma história de mãe e filho presos em um carro, sendo ameaçado por um cão raivoso. Com o passar dos anos, comecei a ler elogios sobre o longa dirigido por Lewis Teague (Alligator e Olhos de Gato).

Resolvi dar uma chance a Cujo. Quando gravamos nosso programa de rádio sobre filmes com animais, tive que dar o braço a torcer, pois o filme é muito bom sim. O enredo, no entanto, é um exagero só: um cachorro da raça São Bernardo é mordido por um morcego e contrai raiva (e pense numa raiva).

Após seu carro dar problema em uma oficina no meio da nada, Donna Trenton (Dee Wallace) e seu filho pequeno Tad (Danny Pintauro) ficam cercados pelo bicho. O roteiro simples pode dar a impressão, e era o que eu achava antes, que a história é monótona, mas as boas atuações da dupla de protagonistas e as reviravoltas da trama não te deixam cochilar. Entrou no catálogo da Netflix e aproveite no fim de semana.

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DICA DA SEMANA: Vamp – A Noite dos Vampiros (1986)

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Vamp - A Noite dos Vampiros

[Por Geraldo de Fraga]

Quando se fala de filmes de vampiros dos anos 80, A Hora do Espanto e Os Garotos Perdidos são os longas considerados clássicos. Porém existe uma produção menor, quase sempre esquecida pela maioria dos fãs do gênero, mas que se mantém na memória afetiva dos quarentões, principalmente aqueles que eram ‘ratos de locadora de vídeo’. (mais…)

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