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GAME: Resident Evil 3 – Remake (2020)

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Resident Evil 3 - Remake

A série de games Resident Evil, um marco na história dos games, foi responsável pela popularização do survivor horror na segunda metade dos anos 90. A série continua ativa até os dias de hoje com seus altos e baixos, mas em 2017, ela parecia ter encontrado o caminho de volta para nos assustar. Isso foi coroado com o remake bem sucedido de Resident Evil 2 no ano passado, que entrou na lista de muitos, eu incluso, como um dos melhores do ano. Então em dezembro de 2019 foi anunciada o remake do terceiro jogo numerado e os fãs foram à loucura.

Jill Valentine, heroína do primeiro game, está aqui de volta, marcada pelos horrores presenciados na mansão Spencer. Ela agora se prepara para partir da cidade quando uma pandemia sem precendentes atinge o local. Hordas de zumbis tomam as ruas e as pessoas desesperadamente tentam sobreviver ao caos. A mocinha ainda tem mais uma pedra no sapato chamado Nemesis, uma arma biológica mandada para exterminar os membros da S.T.A.R.S da qual ela faz parte. Jill parte para uma luta de sobrevivência caótica da qual não sabe como sairá viva.

Como podemos ver, a trama aparentemente se mantém a mesma do jogo de 1999 lançado para o saudoso Playstation 1 mas com algumas alterações. Entre elas temos o corte de cenários inteiros, puzzles, inimigos e chefes, diminuindo consideravelmente o tamanho da campanha.

Não existe fator replay forte a não ser se você goste de terminar no mínimo de tempo ou goste de colecionar troféus/conquistas. O tempo total de Resident Evil 3 numa primeira vez gira em torno das 5 horas e se você morrer muito ou não saber para onde ir, isso aumenta em media mais 1 hora.

O game original já tinha foco na ação, mas tinha momentos tensos e as aparições do Nemesis eram sempre assustadoras. Aqui ele te assusta só no começo, deixando a impressão que o bicho vai ser foda. Sua primeira aparição me lembrou a de Jason no remake de Sexta-Feira 13 (2009), mas seu fator terror vai se diluindo ao decorrer da história se tornando mais irritante do que amedrontador.

O fator gore em Resident Evil 3 foi drasticamente diminuído em relação ao jogo do ano passado. E fazendo mais uma comparação com o anterior: o stalker do segundo remake, o Mister X metia um medo absurdo e suas aparicões na maior parte do tempo eram aleatórias, diferente daqui que são scripitadas.

Falando assim parece que o jogo é uma bomba completa, coisa que ele não é. Você até se diverte. Os gráficos são belíssimos. A jogabilidade é competente e virtualmente igual ao do jogo do ano passado, com a inclusão da esquiva. O problema foi o hype imenso, ainda mais se tratando de um jogo com forte apelo nostálgico e o subaproveitamento do seu vilão.

A Capcom precisa entender que quando se trata da franquia, os fãs querem jogos de horror. Pode ter uma ação aqui e ali, mas o foco é o medo. O preço fullprice não é convidativo e dou a dica de esperar uma promoção. Eu particularmente levei uns sustos e fiquei um pouco tenso, mas o game do ano passado me deixava suando frio e neste aqui isso deixa a dever.

Escala de tocância de terror:

* Resenha feita no Playstation 4 padrão.
** Resident Evil 3 Remake está disponivel para Playstation 4, XBOX One e PC.

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"Nós deixamos de procurar os monstros embaixo de nossas camas, quando percebemos que eles estão dentro de nós"

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LISTA: Filmes que se passam no Halloween mas que não são da franquia Halloween

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Saindo um pouco do convencional com uma lista de cinco filmes recentes de terror que se passam em dias como este



“Festa Assassina” (Murder Party)
Em uma clássica comédia de terror, onde a pessoa errada vai pro lugar errado na hora errada, encontramos Chris, um típico sujeito qualquer que se depara com um convite de uma festa de Halloween na rua e resolve encarar a diversão. Chegando lá no local, descobre da pior maneira que a festa é apenas para os caras que querem se divertir com sua presença em um tipo de performance doentia. Rápido e divertido, o filme dosa bem a violência e o humor em um roteiro inusitado.
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LISTA: 7 Filmes de casais apaixonados em histórias de terror

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Casais Apaixonados

Dia dos Namorados chegando e sabe como é… pra não cair na mesmice e indicar aos chegados só aquele bom e velho slasher chamado “Dia dos Namorados Macabro” (My Bloody Valentine) – que é muito bom, por sinal – temos aqui nossa pequena lista de filmes com casais apaixonados em histórias de terror. Alguns deles ficam juntos até que a morte os separe, mas falar qual dos dois sobrevive aí seria dar spoiler.



Primavera (Spring, 2014)


Evan acaba de perder a mãe e em meio ao luto resolve fazer turismo na Itália. Lá, ele encontra uma bela garota, começa um romance e arruma um emprego temporário em uma fazenda para ficar mais perto de sua paixão. Sim, você acaba de ler a sinopse de um romance. Mas “Primavera” também é um filme de terror. E, justiça seja feita, o roteiro conseguiu juntar dois estilos completamente diferentes em uma obra que prende a atenção do espectador o tempo todo.
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Mãe! (Mother!, 2017)


Uma mulher pensa que terá um final de semana tranquilo com o marido em casa. Porém, começam a chegar diversos convidados na residência dos dois. Isso faz com que o casamento deles seja testado das mais variadas maneiras. Dependendo da sua paciência para ver duas horas de um roteiro que flerta com o surreal para depois lhe pegar desprevenido, “Mãe!” pode vir a ser uma surpresa ou uma catástrofe.
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Honeymoon (Honeymoon, 2014)


Paul e Bea são recém casados e decidem passar sua lua de mel na casa de campo da família da noiva. A ação começa a dar as cartas quando Bea sofre um ataque de sonambulismo e é encontrada por Paul, vagando pela mata. O que parecia ser um incidente sem grande importância, começa a preocupar o marido, pois ela começa a demonstrar um comportamento diferente, além de lapsos de memória e feridas.
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O Que Nos Mantêm Vivos (What Keeps You Alive, 2018)


A trama acompanha o casal Jackie e Jules que está comemorando o seu primeiro ano de casamento indo para uma casa de campo. As coisas começam bem, mas alguns segredos e mentiras vêm à tona e o que seria um fim de semana romântico se torna um pesadelo imprevisível.
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Casamento Sangrento (Ready or Not, 2019)


Com cenas agoniantes de verdadeiro gore e outras feitas para alívio cômico, “Casamento Sangrento” se passa basicamente no cenário da mansão Le Domas e seus arredores, onde Grace tenta escapar de seu destino cruel. No ínterim de uma hora e meia, a noiva sofre, corre, rasga seu vestido, pega em armas e se suja toda para sobreviver a esta Lua de Mel.
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Um Longo Fim de Semana (Long Weekend, 1978)


Um casal em crise decide passar o final de semana em uma afastada praia. Em seu retiro, saem causando “incidentes” ecológicos como atropelar um inocente canguru, iniciar um incêndio e sair espalhando lixo por onde passam. Conclusão? Se a Mãe Natureza é vingativa, na Austrália, então, nem se fala!
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Amantes Eternos (Only Lovers Left Alive, 2014)


Adam (Tom Hiddleston) é um vampiro centenário, e também astro do rock, que vive recluso do mundo por conta do tédio que desenvolveu em relação aos humanos, aos quais ele dá a pejorativa alcunha de “zumbis”. Preocupada com a depressão dele, sua amante de longa data Eve (Tilda Swinton) decide encontrá-lo e lhe fazer companhia. Talvez o discurso sobre a mediocridade do mundo atual soe piegas e até mesmo já gasto, mas Jarmusch consegue tornar o filme interessante em vários aspectos.
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Bônus

Tromeo e Julieta (Tromeo and Juliet, 1996)


Em Hollywood alguém sempre começa em algum lugar. É muito provável que seu astro favorito tenha começado numa pequena produção ou estrelado um Filme B. No caso de “Tromeo and Juliet“, o roteirista é ninguém menos que James Gunn, o diretor do mega sucesso “Guardiões da Galáxia“. Nesta produção da Troma, dirigida pelo excêntrico Lloyd Kaufman, Gunn ajuda a reescrever a história de amor de Romeu e Julieta em meio a gangues, brigas, mortes, personagens bizarros e cenas de gore e ultraviolência. Se Baz Luhrmann conseguiu fazer sua releitura de Shakespeare nos anos 90, por que não a Troma, não é mesmo?

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VIDEOCAST: Drops – LGBTerror (2017)

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Drops LGBTerror

Sabendo que este é um tema pertinente, o Toca o Terror abre espaço para falar rapidamente sobre questões de gênero no universo do cinema. Neste mês da diversidade, gravamos um DROPS em vídeo com Felipe Macedo dando dicas de cinco filmes que exploram a temática LGBTQ no cinema de horror. (mais…)

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