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LISTA: 10 Found Footages que valem a pena serem vistos

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Lista Found Footages

[Por Jarmeson de Lima]

Queira ou não queira, o estilo Found Footage já é uma tendência bastante apreciada pelos realizadores de terror. No entanto, este formato “barato” de filmar também sacrifica e muito a qualidade das obras. Consequentemente vemos uma banalização desta estética com um bocado de filme ruim e com produções caras metidas a cult só porque tem uma câmera tremida e imagens de baixa resolução.

Mas como somos bonzinhos, vamos aqui fazer uma lista com 10 filmes neste estilo com diferentes temáticas que valem a pena serem assistidos. Alguns deles, por sinal, já foram comentados por aqui.

É claro que não é uma lista definitiva e vai omitir muita coisa. Mas 10 tá bom, né… No fim das contas, esta relação de filmes também pode servir pra mostrar praquele seu amigo que só viu “Atividade Paranormal” e congêneres que acha que isso é o suprasumo do terror (risos).


10. C’EST ARRIVÉ PRÈS DE CHEZ VOUS (1992)

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Bem antes do formato virar modinha e alguns anos antes de aparecer “A Bruxa de Blair“, essa produção belga já causava impacto nos espectadores que achavam que estavam vendo algo “real”. Filmado em preto e branco e com uma imagem suja e às vezes borrada, “C’est arrivé près de chez vous” (Aconteceu perto de sua casa) apresenta o cotidiano de um assassino exibicionista que sai gravando o que faz pela cidade roubando quem quer, invadindo casas, matando gente à esmo e tendo várias ideias erradas. Os cortes são abruptos, a atuação é tipicamente sarcástica e a crueza de edição poderia mesmo enganar os desavisados.


9. UNDOCUMENTED (2011)
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Um recurso comumente usado em produções Found Footage é o de emular documentários ou reportagens, onde por conta do dever, os câmeras precisam registrar até o fim o que está rolando. Em “Undocumented“, uma equipe de filmagem resolve ir até a fronteira dos Estados Unidos com o México para acompanhar a travessia ilegal de imigrantes para o solo norte-americano.

O que eles não imaginavam é que uma gangue de fanáticos yankees resolve capturar a todos e tocar o terror com eles num cativeiro. Como forma de dar um “se ligue” para os próximos aventureiros que ousarem atravessar a fronteira, os torturadores deixam a câmera da equipe propositalmente ligada para mostrar como eles tratam quem não é bem vindo aos United Fucking States. Um verdadeiro exercício de medo com a xenofobia e paranoia que o ser humano tem enfrentado nestas últimas décadas.


8. HEAD CASE (2007)

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Wayne e Andrea Montgomery, vividos por Paul McCloskey e Barbara Lessin, são pais de dois filhos e poderiam muito bem ser aquele casal aparentemente simpático que cruza conosco quase todo dia. Na verdade, os Montgomery são assassinos em série cujas atividades noturnas se resumem a sair, escolher suas vítimas, drogar, torturar e matá-las.

Tudo em frente à câmera, já que o filme é editado com o material encontrado na casa deles, em ordem cronológica, com o apoio das famílias dos inocentes assassinados. Não há alívio, uma chance para respirar. Somos meros espectadores das caçadas de Wayne e Andrea e nada podemos fazer pelas vítimas, que veremos morrer uma a uma até a chegada do seu final.

Mais informações: http://tocaoterror.com/2013/09/01/filme-head-case-2007


7. DIGGING UP THE MARROW (2014)

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Na história, William Dekker (Ray Wise) é um policial aposentado que garante ter descoberto uma comunidade de monstros que vive embaixo da cidade. Segundo ele, essa metrópole de criaturas possui várias entradas e saídas usadas para interagir com o mundo dos humanos, seja para o bem ou para o mal. Dekker passou a vida estudando esses monstros e quer que sua história ganhe as telas do cinema.

Para isso, junto com seu sócio e cameraman Will Barratt, começa a produzir um documentário sobre o caso. No começo, nem os próprios diretores estão botando fé na conversa do ex-detetive, mas na segunda noite de vigia, em uma das saídas localizada em um cemitério, tudo muda.

Mais informações: http://tocaoterror.com/2015/03/16/resenha-digging-up-the-marrow-2014/


6. CANNIBAL HOLOCAUST (1980)

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Ainda hoje banido em diversos países, “Holocausto Canibal” de Ruggero Deodato é um filme para estômagos fortes. Filmado como se fosse um documentário, ele mostra a busca de um grupo de jovens por uma tribo esquecida no meio da Amazônia, em algum lugar entre o Brasil e o Peru. Dois meses mais tarde, depois que o grupo não retorna, um antropólogo viaja em uma missão de resgate para encontrá-los.

Após se deparar com a tribo que havia se confrontado com a primeira equipe, o antropólogo toma certas precauções e consegue recuperar as latas de filme perdidas, que revelam o destino dos cineastas desaparecidos. Como precursor dos filmes de gênero Found Footage, a obra de Deodato não se furtou mesmo a mostrar cenas fortes de aspecto gore e sem sutilezas. A crueldade selvagem e animal está ali representada sem que tenhamos tempo de repensar e crer na humanidade.

Mais informações: http://tocaoterror.com/2013/05/07/filme-holocausto-canibal-1980


5. THE TROLL HUNTER (2010)

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Esta produção norueguesa foi uma sensação cult há alguns anos e mesmo hoje, com a banalização do estilo, ainda se mantém vigorosamente forte. Juntando a mitologia escandinava em um clima de aventura adolescente (no melhor sentido) com uma típica narrativa de horror, “The Troll Hunter” apresenta um grupo de estudantes que investiga as ações de um misterioso caçador nas florestas nórdicas.

No entanto, o enigmático caçador sequer quer dar depoimento às câmeras e se mostra relutante ao ter a companhia da equipe de filmagem junto dele. Eis que a partir de determinado ponto eles descobrem o motivo pelo qual o caçador os estava preservando de dar qualquer informação. É só a partir deste momento que as cenas se tornam tremidas e com ângulos inusitados devido ao balançar da câmera ao melhor estilo Found Footage de filmar e correr ao mesmo tempo.


4. AFFLICTED (2013)

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Afflicted” é o filme responsável por trazer os vampiros para esse universo de Found Footage. O longa dirigido, escrito e até estrelado pela dupla Derek Lee e Clif Prowse, que inclusive usam seus próprios nomes em cena, consegue dar um novo gás nesse estilo já desgastado após tantas produções de baixo nível. No filme, Derek é diagnosticado com um problema no cérebro que pode lhe matar a qualquer momento.

Então ele resolve abandonar o emprego e partir em uma viagem ao redor do mundo e registrar toda a aventura em um vídeo blog. No meio da viagem, ele se encontra desacordado e ferido num quarto de hotel. Passam-se uns dias e as aparentes lesões sofridas por ele somem, mas ele vai se tornando diferente com hábitos mais estranhos. A transformação pela qual ele passa é bastante convincente e como é filmada em capítulos diários, nossa apreensão é cada vez maior pelo que vai acontecer em seguida.

Mais informações: http://tocaoterror.com/2014/07/21/resenha-afflicted-2013


3. INVASION (2005)

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Esta produção de Albert Pyun é realmente de baixo custo e realizado de uma forma honesta e até convincente. Simulando um plano sequência de um só take, o filme cria uma atmosfera de angústia e terror apenas com a visão que temos de uma câmera acoplada no interior de um carro. Aqui vemos uma chuva de meteoritos que cai à noite numa reserva ambiental provocando estranhos comportamentos das pessoas que andaram por lá.

Filmado apenas nesta locação com caminhos estreitos, curvas mal sinalizadas e pouca iluminação, o ponto alto do filme é o som. A edição de som, a pós-produção e a trilha sonora discreta completam o clima de angústia no espectador que não tem ideia do que vai ocorrer ao longo dos 80 minutos de filme (com créditos inclusos).


2. DIARY OF THE DEAD (2007)

Nada mais justo de estar aqui nesta lista um filme do pioneiro do gênero “mortos-vivos”. George A. Romero, mais uma vez, pega pesado em suas críticas, mostrando o quão obcecados somos em registrar tudo o que vemos. “Quando ocorre um acidente, as pessoas não param para ajudar, mas para OLHAR” (ROMERO, George A.). Filmar em vez de tomar uma providência, só pra por na Internet e ter a atenção de milhares de desconhecidos.

É o comportamento da Geração Y que ganha a atenção de Romero desta vez em meio ao apocalipse zumbi. O clima de realismo dado pelas diferentes fontes das imagens é o que dá um diferencial. A tal renovada que George Romero pretendia dar à temática é obtida com êxito. A edição cheia de interrupções, como a bateria da câmera que descarrega e as reflexões da narradora sobre as questões de ética humana deixam o filme mais interessante.

Mais informações: http://tocaoterror.com/2013/05/15/resenha-diary-of-the-dead-2007/


1. NOROI (2005)

Noroi

Cabuloso. Esta é a melhor definição para este filme japonês de Kôji Shiraishi que apresenta uma equipe de reportagem indo atrás de uma lenda urbana que tem causado fenômenos sobrenaturais. E como no cinema de terror oriental não tem “alisabel”, se prepare pra o que acontece desde o primeiro minuto.

A aura de estranhamento no filme te faz até ver certas coisas em cena que podem ou não ter aparecido. E na medida em que a investigação da reportagem avança e temos mais explicações sobre o demônio que assombra as pessoas, naturalmente o clima de tensão aumenta e com ele o medo dos personagens e de quem assiste. Assista obrigatoriamente!


E agora ouçam nosso podcast onde comentamos sobre este fenômeno cinematográfico e damos outras dicas de filmes:

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1 comentário

  1. Pingback: RESENHA: Bruxa de Blair (2016) | Toca o Terror

  2. Erick Yuri

    13 de julho de 2017 a 01:21

    Opa vou ver cada um desses filmes adorp esse estilo de filme found foutage

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LISTA: 7 Filmes de casais apaixonados em histórias de terror

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Casais Apaixonados

Dia dos Namorados chegando e sabe como é… pra não cair na mesmice e indicar aos chegados só aquele bom e velho slasher chamado “Dia dos Namorados Macabro” (My Bloody Valentine) – que é muito bom, por sinal – temos aqui nossa pequena lista de filmes com casais apaixonados em histórias de terror. Alguns deles ficam juntos até que a morte os separe, mas falar qual dos dois sobrevive aí seria dar spoiler.



Primavera (Spring, 2014)


Evan acaba de perder a mãe e em meio ao luto resolve fazer turismo na Itália. Lá, ele encontra uma bela garota, começa um romance e arruma um emprego temporário em uma fazenda para ficar mais perto de sua paixão. Sim, você acaba de ler a sinopse de um romance. Mas “Primavera” também é um filme de terror. E, justiça seja feita, o roteiro conseguiu juntar dois estilos completamente diferentes em uma obra que prende a atenção do espectador o tempo todo.
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Mãe! (Mother!, 2017)


Uma mulher pensa que terá um final de semana tranquilo com o marido em casa. Porém, começam a chegar diversos convidados na residência dos dois. Isso faz com que o casamento deles seja testado das mais variadas maneiras. Dependendo da sua paciência para ver duas horas de um roteiro que flerta com o surreal para depois lhe pegar desprevenido, “Mãe!” pode vir a ser uma surpresa ou uma catástrofe.
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Honeymoon (Honeymoon, 2014)


Paul e Bea são recém casados e decidem passar sua lua de mel na casa de campo da família da noiva. A ação começa a dar as cartas quando Bea sofre um ataque de sonambulismo e é encontrada por Paul, vagando pela mata. O que parecia ser um incidente sem grande importância, começa a preocupar o marido, pois ela começa a demonstrar um comportamento diferente, além de lapsos de memória e feridas.
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O Que Nos Mantêm Vivos (What Keeps You Alive, 2018)


A trama acompanha o casal Jackie e Jules que está comemorando o seu primeiro ano de casamento indo para uma casa de campo. As coisas começam bem, mas alguns segredos e mentiras vêm à tona e o que seria um fim de semana romântico se torna um pesadelo imprevisível.
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Casamento Sangrento (Ready or Not, 2019)


Com cenas agoniantes de verdadeiro gore e outras feitas para alívio cômico, “Casamento Sangrento” se passa basicamente no cenário da mansão Le Domas e seus arredores, onde Grace tenta escapar de seu destino cruel. No ínterim de uma hora e meia, a noiva sofre, corre, rasga seu vestido, pega em armas e se suja toda para sobreviver a esta Lua de Mel.
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Um Longo Fim de Semana (Long Weekend, 1978)


Um casal em crise decide passar o final de semana em uma afastada praia. Em seu retiro, saem causando “incidentes” ecológicos como atropelar um inocente canguru, iniciar um incêndio e sair espalhando lixo por onde passam. Conclusão? Se a Mãe Natureza é vingativa, na Austrália, então, nem se fala!
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Amantes Eternos (Only Lovers Left Alive, 2014)


Adam (Tom Hiddleston) é um vampiro centenário, e também astro do rock, que vive recluso do mundo por conta do tédio que desenvolveu em relação aos humanos, aos quais ele dá a pejorativa alcunha de “zumbis”. Preocupada com a depressão dele, sua amante de longa data Eve (Tilda Swinton) decide encontrá-lo e lhe fazer companhia. Talvez o discurso sobre a mediocridade do mundo atual soe piegas e até mesmo já gasto, mas Jarmusch consegue tornar o filme interessante em vários aspectos.
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Bônus

Tromeo e Julieta (Tromeo and Juliet, 1996)


Em Hollywood alguém sempre começa em algum lugar. É muito provável que seu astro favorito tenha começado numa pequena produção ou estrelado um Filme B. No caso de “Tromeo and Juliet“, o roteirista é ninguém menos que James Gunn, o diretor do mega sucesso “Guardiões da Galáxia“. Nesta produção da Troma, dirigida pelo excêntrico Lloyd Kaufman, Gunn ajuda a reescrever a história de amor de Romeu e Julieta em meio a gangues, brigas, mortes, personagens bizarros e cenas de gore e ultraviolência. Se Baz Luhrmann conseguiu fazer sua releitura de Shakespeare nos anos 90, por que não a Troma, não é mesmo?

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VIDEOCAST: Drops – LGBTerror (2017)

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Drops LGBTerror

Sabendo que este é um tema pertinente, o Toca o Terror abre espaço para falar rapidamente sobre questões de gênero no universo do cinema. Neste mês da diversidade, gravamos um DROPS em vídeo com Felipe Macedo dando dicas de cinco filmes que exploram a temática LGBTQ no cinema de horror. (mais…)

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LISTA: 6 Filmes que parecem Black Mirror

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Lista Black Mirror

Recentemente acabei encarando uma série de filmes que pareciam extraídos do cultuado seriado britânico “ Black Mirror“. Pra quem já viu, sabe que a tônica é ver histórias em um futuro distópico com situações onde a humanidade e a sensibilidade humana é posta em xeque com um tom pessimista. O mais interessante é que este legado da série anda inspirando (propositalmente ou não) vários roteiristas para uma nova leva de filmes de ficção científica com mais profundidade do que os que estávamos assistindo há um tempo.

Foi com base nesta pequena provocação, que listei aqui seis filmes que bem que poderiam ser episódios ou spin-offs de temporadas da série mais badalada de sci-fi da atualidade. O mais interessante é que a maioria deles parte de roteiros originais e para a sua comodidade estão disponíveis no catálogo da Netflix. Sendo assim, enquanto não sai uma nova temporada, aproveite pra ver estes longas abaixo:


OTHERLIFE (2017)

Com roteiro original do diretor Ben C. Lucas com Kelley Eskridge e Gregory Widen, “Otherlife” é um filme que tem bem a cara do nosso querido seriado de ficção científica contemporânea. Nele, a programadora Ren cria uma espécie de ‘colírio alucinógeno’ que faz com que as pessoas possam entrar em uma realidade virtual para curtir férias em poucos minutos.

Essa imersão em novas paisagens e cenários se dá por uma reação bioquímica nas cobaias que não percebem a passagem do tempo enquanto dormem. O problema é que este tipo de tecnologia é altamente cobiçada pelas empresas e em pouco tempo a inventora se torna vítima do seu experimento de maneira forçada. O filme consegue dar uma sensação de agonia angustiante suficiente para que o espectador se envolva e espere o desenrolar da trama como em um episódio comum de “Black Mirror“.


ANON (2018)

Em outra aposta ousada da Netflix no gênero, “Anon” nos apresenta um mundo em que a privacidade já era e todo mundo é monitorado o tempo inteiro. Com uma espécie de ‘Google Glass’ e display na retina, ao ver uma coisa ou uma pessoa, a gente imediatamente já fica sabendo quem é, o que faz e o que fez.

É nesse mundo hiper vigiado em que o policial Sal Frieland (Clive Owen) vai atrás de um caso não resolvido e se torna suspeito de crime. Pelo fato de que a tecnologia de vigilância via ‘olho’ é feita em rede, hackers aproveitam brechas no sistema para hackear a visão de algumas pessoas e se tornarem imperceptíveis. E como temos na maior parte do filme esta visão em primeira pessoa, a narrativa de “Anon” fica meio confusa às vezes, mas ainda assim é suficientemente intrigante.


THE DISCOVERY (2017)

Este aqui é um típico filme com cara de roteiro de Charlie Brooker (Black Mirror). No entanto, é fruto das mentes do diretor Charlie McDowell e do roteirista Justin Lader. Com atuações tocantes de Robert Redford e Rooney Mara, “The Discovery” apresenta uma delicada obra onde um cientista (Redford) prova ao mundo que existe realmente vida após a morte. O que ele não previa é que no afã das pessoas curiosas saberem o que acontece ‘do outro lado’, o número de suicídios no mundo atinge números estratosféricos com direito a campanhas em massa para que a população se mantenha viva.

Apesar da narrativa se focar bem no drama e no núcleo familiar do cientista, o filme levanta a bola de várias questões e deixa a gente realmente encucado com a premissa do que poderia fazer se tivesse a chance de ter um breve contato com a ‘pós-vida’. Questões existenciais e problemas éticos da medicina são bem trabalhadas neste longa que acaba se tornando um dos melhores dramas de sci-fi dos últimos anos.


NERVE (2016)

Bem sabemos que em todas as temporadas, “Black Mirror” sempre traz um episódio mais pop e palatável para as audiências brincando com tendências atuais. Nessa lista aqui, “Nerve” cumpre bem esse papel de ser o filme que atrai o público jovem ao trabalhar com a insegurança, manipulação e os desafios de aceitação em uma rede social. Com um certo paralelo com o ‘jogo’ da Baleia Azul, os personagens do longa se dividem entre jogadores e espectadores.

Por ser um jogo sem regras definidas onde cada um que entra na roda tem que se submeter ao gosto da audiência, os desafios enfrentados por Emma Roberts e seus amigos vão se tornando cada vez mais complicados. E pelo fato de que a invasão de privacidade é extrema e o controle de seus atos é definido pelos participantes da rede, cada personagem tem que pontuar bem para poder se safar do que vem depois. Como já mencionei, o filme é o mais bobinho deles, mas funciona neste contexto.


ARQ (2016)

Voltando à ação, agora temos um filme em que a problemática da geração de energia e das viagens do tempo aparecem em primeiro plano. “Arq” nos mostra de forma bem angustiante a saga de um aparente casal em tentar se livrar de uma invasão de grupos rebeldes desconhecidos em sua casa. O detalhe é que todos eles estão presos em um loop de tempo que complica a resolução da história.

Este longa com um baixo orçamento e poucos cenários dá uma aula em muitos filmes que se utilizam de toneladas de efeitos especiais e mil figurantes. Assim como o filme “No Limite do Amanhã“, a gente vê em “Arq” um protagonista que acorda repetidamente na mesma hora tendo que enfrentar a mesma situação de maneira diferente. O fator complicador neste caso é que a cada novo ‘take’, mais gente da situação vai compartilhando das memórias do ocorrido. Tenso e imprevisível. Ou seja, bem “Black Mirror“.


ADVANTAGEOUS (2015)

Em uma sociedade futurista, uma mãe de descendência oriental vive sozinha com sua filha e tenta de toda forma encaixá-la em uma escola de alto padrão mas com altos custos. O problema é que devido à idade e à etnia, Gwen não consegue se enquadrar no mercado de trabalho e no emprego almejado em uma empresa que está testando um novo mecanismo de transferência de consciência humana para outros corpos.

Sem ter a quem recorrer para ajudar na educação da filha, Gwen (Jaqueline Kim) recorre a medidas drásticas e se submete ao experimento da empresa. É de se imaginar que esta decisão vem acompanhada de uma série de questionamentos e dilemas que também criticam nossa sociedade atual. Este é o segundo longa da diretora Jennifer Phang, que conquistou um prêmio do júri em Sundance, sendo este filme um desdobramento de um curta feito por ela três anos antes.

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