conecte-se conosco

Resenhas

RESENHA: Casamento Sangrento (2019)

Publicados

em

Casamento Sangrento

Tomando por base alguns velhos clichês sobre casamentos e a vontade secreta de matar certos parentes dos cônjuges, o terrir “Casamento Secreto” (Ready or Not) mostra como seria a entrada de uma noiva “comum” no seio da família de alguns aristocratas. Dirigido pela dupla de cineastas Matt Bettinelli-Olpin e Tyler Gillett, conhecidos por participarem de antologias como V/H/S e Southbound, este longa apresenta uma trama típica de comédia de erros com uma esperada caçada de gato e rato.

No caso, quem já viu um filme de terror, sabe que nestas histórias os casamentos não duram tanto ou não possuem final feliz. E neste longa que não chegou nos cinemas, mas foi direto pras plataformas de VOD (Now, Telecine Play e Looke), a sonhada noite da núpcias de Grace (Samara Weaving) não será nada daquilo que se espera de um casal normal.

Assim como mencionei anteriormente, o problema vem da família do noivo, com seus costumes excêntricos passados de geração em geração. A introdução do longa, por sinal, mostra o que acontecia antigamente com os pretendentes desafortunados que caíam na desgraça de participar de um jogo na noite da festa de casamento. Sim, porque não basta a farra e todo o cerimonial… no jantar, os parentes mandam os novos membros participarem de um saudável joguinho para entretê-los.

E aí a coitada da Grace acaba sendo sorteada para participar de uma “brincadeira” de onde ninguém saiu vivo até então. É quando ela passa a ter que brincar de Esconde-Esconde sem saber das últimas intenções que a tradição reserva a seus participantes. Se em “A Babá“, Samara Weaving é praticamente a vilã, aqui o jogo se inverte e ela é que se torna a vítima tendo que escapar da sogra, do cunhado, do sobrinho do noivo e dos demais parentes que não a querem viva no final da noite.

Com cenas agoniantes de verdadeiro gore e outras feitas para alívio cômico, “Casamento Sangrento” se passa basicamente no cenário da mansão Le Domas e seus arredores, onde Grace tenta escapar de seu destino cruel. No ínterim de uma hora e meia, a noiva sofre, corre, rasga seu vestido, pega em armas e se suja toda para sobreviver a esta Lua de Mel. O final é exagerado e cai pro lado da galhofa, mas pelo conjunto da obra vale a pena assistir se você for daquele tipo convidado que vem só pra curtir a festa.

Escala de tocância de terror:

Título original: Ready or Not
País de origem: Canadá
Diretores: Matt Bettinelli-Olpin e Tyler Gillett
Roteiro: Guy Busick, R. Christopher Murphy
Elenco: Samara Weaving, Adam Brody, Andie MacDowell

Gosta de nosso trabalho? Então nos dê aquela forcinha contribuindo através do PicPay ou em nossa campanha no APOIA.se!

Continue lendo
Clique para comentar

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Resenhas

RESENHA: O Chalé (2020)

Publicados

em

O Chalé

Depois de fazerem barulho em 2014 com Boa Noite, Mamãe, os diretores austríacos Severin Fiala e Veronika Franz se aventuram num filme com produção em inglês. Disponível em plataformas de VOD no Brasil, “O Chalé” (The Lodge), traz em comum com o primeiro filme da dupla o universo infantil como centro do mistério e terror.

Mas falando bem sério, não gosto de Boa Noite, Mamãe. Não acho nada original e considero um quase remake de “A Inocente Face do Terror”, portanto não estava nem um pouco animado para esse projeto. Mas para minha surpresa acabei gostando de “O Chalé“, mesmo não sendo esse filmão como está sendo alardeado. A produção aborda questões interessantes.

Na trama de O Chalé, acompanhamos uma jovem que está para se tornar madrasta de dois pré adolescentes. Junto do pai das crianças, ela os acompanha em uma viagem para um chalé em lugar remoto. Na ausência do patriarca por uns dias, ficam sozinhos no tal chalé a moça e os enteados. É quando eles começam a se envolver numa trama macabra e imprevisivel onde o sobrenatural pode estar presente.

Riley Keough, no papel de Grace, carrega o filme nas costas como uma mulher traumatizada por um terrivel passado e que tenta de alguma forma se chegar nos seus enteados. Suas nuances e tranformações ajudam a dar o clima necessário de tensão para o roteiro. Os jovens atores também merecem destaque ao compor seus personagens de forma crivel.

Os diretores não tem pressa com a trama que corre a seu tempo, ficando cada vez mais opressora. Não apelam para sustos fáceis e o foco aqui são as pessoas da trama. Os enquadramentos utilizados deixam o espectador aflito. Ainda assim, nem tudo são flores na neve. O roteiro tem o uso de alguns clichês narrativos e perto do fim dá uma deslizada, mas dá aquela sacudida e se recupera com um encerramento forte e ousado.

Escala de tocância de terror:

Título original: The Lodge
Direção: Severin Fiala, Veronika Franz
Roteiro: Severin Fiala, Veronika Franz, Sergio Casqui
Elenco: Riley Keough, Richard Armitage, Alicia Silverstone e outros
Ano de lançamento: 2020

Gosta de nosso trabalho? Então nos dê aquela forcinha contribuindo através do PicPay ou em nossa campanha no APOIA.se!

Continue lendo

Resenhas

RESENHA: Pequenos Monstros (2019)

Publicados

em

Pequenos Monstros

Particularmente, eu não sou muito fã de comédias de terror, porém, não sou tão radical assim e sempre tem um filme aqui ou ali que caem na minha graça como o ótimo TODO MUNDO QUASE MORTO (Shaun Of The Dead, 2004). A minha dica então vem deste subgênero que me agradou: PEQUENOS MONSTROS (Little Monsters, 2019) que se encontra no catálogo do Telecine Play.

Escrito e dirigido pelo australiano Abe Forsythe, PEQUENOS MONSTROS se passa na Austrália bem no início de um apocalipse zumbi e acompanhamos os malabarismos de uma professora de primário que faz de tudo para que seus pequenos alunos não saibam o que está acontecendo, ao mesmo tempo em que tenta tirá-los de um acampamento infestado de mortos-vivos.

O destaque aqui é para a professora Caroline, vivida por ninguém menos que Lupita Nyong’o (Nós) e para as crianças, nas quais ela tenta proteger a qualquer custo. Ela não está sozinha nessa empreitada e conta com a “ajuda” de um comediante famoso e do pai de um dos alunos que só está ali pra dar em cima da moça. Aliás, esses dois caras são os personagens mais chatos do filme.

Apesar do filme se pretender bobinho e leve, a violência gráfica é até pesada, contando com bons – e nojentos – efeitos práticos que tanto podem agradar os fãs de filmes gore quanto podem chocar os pequenos que por ventura venham a assistir ao longa. Em suma, PEQUENOS MONSTROS tem seus momentos e finda num filme acima da média, mostrando-se um bom passatempo.

Título Original: Little Monsters
Direção: Abe Forsythe
Roteiro: Abe Forsythe
Elenco: Lupita Nyong’o, Alexander England, Josh Gad |
Ano: 2019
Origem: Austrália, Reino Unido, EUA

Gosta de nosso trabalho? Então nos dê aquela forcinha contribuindo através do PicPay ou em nossa campanha no APOIA.se!

Continue lendo

Resenhas

RESENHA: A Caçada (2020)

Publicados

em

Caçada

Por Frederico Toscano *

Você deve ter ouvido falar de “A Caçada” (The Hunt). Era para ter saído em 2019, mas foi tanta polêmica que a estreia acabou não acontecendo. Agora o filme finalmente chega até o público, no meio da pandemia e fora dos cinemas. Traz a história de um grupo de pessoas que acorda no meio do mato e que passam a ser caçados como animais. Até aí, nenhuma novidade, a ideia é mais do que batida.

Desde o seminal The Most Dangerous Game (1932), passando pelo australiano (e brutal) Fortress (1985), o clássico de ficção científica estrelando Schwarzenegger The Running Man (1987), o japonês Battle Royale (2000), o sucesso Young Adult da franquia The Hunger Games (iniciado no cinema em 2012 e bem antes em livros) e muitos outros mais. Isso sem contar produções onde humanos são caçados por alienígenas/monstros, como a franquia Predador. E temos, claro, até mesmo um exemplo nacional e recente, o incensado filme pernambucano Bacurau, onde habitantes de uma cidadezinha no interior são caçados por gringos malvados.

Mas então, por que “A Caçada” chamou tanta atenção? É que, nesse filme, os caçadores impiedosos são membros da elite progressista (liberals é o termo mais usado, relacionado aos costumes, não ao posicionamento econômico, como ocorre no Brasil) americana, e as presas são conservadores, em uma fauna variada: donas-de-casa “pró-vida”, caipiras, negacionistas, conspiracionistas, armamentistas, militaristas e demais estereótipos.

Pois é. Até aí tudo bem. É uma obra de ficção, que claramente não se leva lá muito a sério, dentro do gênero do horror. A ideia, claro, é chocar mesmo. E tome gente morrendo de tudo que é jeito. No começo, o filme se diverte subvertendo as expectativas do público, matando todos os que parecem que vão emplacar como protagonistas. Enquanto os corpos vão se empilhando, é claro que um dos caçados vai se mostrar EXTREMAMENTE mais competente que os outros, teimando em sobreviver, começando a resistir e transformando caçadores em presa. Uma coisa meio Rambo: First Blood (sim, o primeirão, esse é o nome completo do filme, não “Rambo Um”, seus fariseus), enfim.

Nos EUA, A Caçada parece que conseguiu não agradar ninguém: Trump e os republicanos detestaram (e fizeram de tudo para melar o lançamento), talvez por medo que as pessoas assistissem e começassem a ter ideias. Democratas também odiaram, por motivos óbvios. No filme, caçadores e caçados são, quase todos, pessoas péssimas, independentemente de suas ideologias, então fica até difícil escolher um lado: vou torcer para os racistas e tiõzes homofóbicos que espalham fake news no whatsapp? Ou para os literalmente esquerdopatas, que se preocupam com apropriação cultural e em usar expressões livres de machismo enquanto desmembram pessoas?

No fim das contas, “A Caçada” não parece saber muito bem que tipo de mensagem política e/ou crítica social deseja passar, se é que deseja. É uma analogia meio abilolada da cultura do cancelamento? Uma tiração de onda com os conservadores que de fato acreditam que o mundo é dominado por uma elite progressista e politicamente correta? Uma crítica sincera à uma “esquerda festiva” e desconectada da realidade? Uma visão isentona da realidade atual, apontando o dedo para os que defendem um lado, igual ao seu primo chato que jura que votou em Amoedo no primeiro turno e nulo no segundo turno, mas que todos sabem que correu para apertar 17 em ambos os momentos?

Difícil dizer. Mas o filme tem uma sanguinolência honesta e alguns bons momentos de tensão e suspense.

Escala de tocância de terror:

Título original: The Hunt
Diretor: Craig Zobel
Roteiristas: Nick Cuse e Damon Lindelof
Elenco: Betty Gilpin, Hilary Swank, Ike Barinholtz, Emma Roberts e outros
País de origem: EUA

* Especial para o Toca o Terror

Gosta de nosso trabalho? Então nos dê aquela forcinha contribuindo através do PicPay ou em nossa campanha no APOIA.se!

Continue lendo

Trending