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Resenhas

DICA DA SEMANA: Jantar Sangrento (1987)

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Jantar Sangrento

[Por Felipe Macedo]

Os anos 80 ainda escondem certas pérolas para amantes de filmes trash e que merecem ser conhecidos. Jantar Sangrento (Blood Diner) é uma dessas. Na verdade, eu já tinha ouvido falar sobre essa beleza algum tempo atrás e não tinha dado a devida importância. Só depois de assistir é que me arrependi de não ter visto antes acompanhado de algumas brejas para a experiência ser ainda mais divertida.

A trama de “Jantar Sangrento” segue dois irmãos completamente pirados e imbecis, donos de um restaurante “vegano” que esta ficando na moda e que planejam ressuscitar uma deusa maligna chamada Sheetar. Sob o comando do seu tio (ou o que sobrou dele, já que o cara morreu anos atrás e mesmo com seu corpo putrefacto, seu cérebro está intacto!), eles começam a caçar e matar mulheres para selecionar as melhores partes dos cadáveres e montar um ser perfeito que irá receber a vilã com uma magia. Mas será que é isso mesmo?


Como pode se notar, não dá pra levar o filme a sério e a diretora Jackie Kong sabe muito bem disso. Jantar Sangrento mistura atuações péssimas em um clima de pastiche com situações dignas de desenhos animados. O resultado é algo extremamente divertido. A nostalgia come solta e é sempre bom relembrar a moda dessa época assim como seus costumes. O gore de efeitos práticos mesmo sendo bem ruinzinhos tem seu charme e ganham de 10 x 0 em efeitos digitais mais fakes de hoje em dia.


O clímax é digno de nota e, façam o favor (se não tiverem feito desde o começo) de desligar o cérebro e curtir ao máximo. Chamem seus amigos, comprem pipoca ou qualquer outra coisa e fiquem bebâdos. Terão uma sessão mais que especial! Não sei se passou no saudoso Cine Trash, mas agora está disponível no YouTube e, com certeza, é um filme que se encaixa perfeitamente nessa proposta.

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"Nós deixamos de procurar os monstros embaixo de nossas camas, quando percebemos que eles estão dentro de nós"

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SÉRIE: Reality Z (2020)

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Reality Z

Apesar do enorme sucesso que fez a última edição do Big Brother, a impressão é que Reality Z, produção brasileira da Netflix que parodia o programa, chegou atrasada. Principalmente pelo fato de ela ser remake de uma minisérie inglesa de 2008: Dead Set. Naquela época, os zumbis estavam na crista da onda, mas hoje em dia, até sucessos como The Walking Dead lutam para se manter de pé.

Em Reality Z, temos uma atração de TV no mesmo formato do BBB que toma conta da vida dos brasileiros, sobretudo nas redes sociais. Enquanto o povo se diverte com as confusões que culminam nas eliminações dos participantes, o apocalipse zumbi explode no Rio de Janeiro. Não demora para que os mortos vivos cheguem ao estúdio e virem uma ameaça para os confinados.

O roteiro alterna entre duas tramas, uma fora e outra dentro das dependências do programa para que em um determinado momento todos os personagens se encontrem no ambiente de confinamento. Curiosamente, cada uma tem um tom diferente. Na emissora, o clima é de comédia, brincando com os clichês do Big Brother, como brigas entre os confinados, e criticando os executivos e TV que buscam audiência a qualquer custo.

Do lado fora, o drama toma conta. Enquanto fogem dos zumbis, mãe e filho se encontram com políticos e policiais corruptos, em meio a um Rio de Janeiro destruído. Mesmo com personagens caricatos demais, é interessante ver alguns debates atuais no Brasil inseridos em um contexto apocalíptico, já que vemos sempre isso em produções estrangeiras.

Na parte técnica, Reality Z faz o ‘feijão com arroz’ suficiente para dar consistência aos seus mortos vivos corredores. Mesmo com uma escorregada aqui e ali, as atuações são satisfatórias e o roteiro flui. Mas, como foi dito anteriormente, a série parece deslocada no tempo, depois de tanta coisa já feita no gênero.

Será que um fã de horror, que já viu e reviu a obra de George A. Romero, ainda aguenta assistir a mais um ‘fim do mundo’? Provavelmente não. Mas se a bagagem cultural do espectador não for tanta e se ele tiver boa vontade sobrando para dar chance a uma produção nacional, Reality Z é totalmente feita para esse público. E dá pro gasto.

Escala de tocância de terror:

Direção: Cláudio Torres e Rodrigo Monte
Roteiro: Cláudio Torres e Rodrigo Monte
Elenco: Sabrina Sato, Ana Hartmann, Ravel Andrade e Luellem de Castro
Origem: Brasil

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RESENHA: Doutor Sono (2019)

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Doutor Sono

[Por Osvaldo Neto]

As adaptações das obras de Stephen King, um escritor que goza de imensa popularidade internacional, são quase que um subgênero do horror no cinema e TV. Desde que Brian De Palma fez CARRIE – A ESTRANHA que filmes e séries baseados e/ou inspirados pelo autor são produzidos em escala massiva e geram bastante expectativa para quem acompanha o gênero. Chegando às salas comerciais pouco após IT – CAPÍTULO 2, DOUTOR SONO é a segunda grande produção da Warner Bros com a grife S. K. lançada em 2019 com estreia nacional nesta semana.

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RESENHA: A Torre Negra (2017)

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A Torre Negra

[Por Felipe Macedo]

Stephen King é um dos dos autores mais adaptados do cinema e em meio a tantos filmes, a maioria é de qualidade duvidosa. Poucos são os que merecem ser dignos de menção. O novo longa baseado em sua obra é inspirado na série de livros A Torre Negra e que de acordo com o próprio King bebe da fonte de Tolkien na construção do universo e criaturas fantásticas. (mais…)

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