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DICA DA SEMANA: Amityville II – A Possessão (1982)

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Amityville II - A Possessão

[Por Jarmeson de Lima]

O atento leitor desta seção de dicas vai notar que poucas vezes recomendamos continuações. Quando isso acontece é com obras que saem da previsível curva em que algumas franquias se incluem, dando mais do que se espera. E por isso mesmo acabam sendo odiadas pelos mais puristas e amadas pelos demais.

No caso em questão, venho aqui recomendar a vocês que assistam no catálogo da Amazon Prime Video a segunda produção baseada no famoso caso de Amityville. Sim, “Amityville II: A Possessão” (1982) é uma dessas continuações que valem a pena.

Note ainda que esta não é uma sequência direta dos fatos que ocorreram no primeiro filme, mas um prequel bem mais sangrento. E também nem é muito pelo caso real que ocorreu na mansão assombrada e que todo mundo já conhece, mas por todo o clima sombrio que permeia a história que vemos em tela.

Sem muita explicação e sem muletas de narração em off ou letreiros, vemos a Família Montelli que acaba de se mudar para um casarão. É justamente neste local amaldiçoado por espíritos malignos que os destinos dos novos moradores muda radicalmente. O destaque fica por conta do filho adolescente da família que começa a ouvir vozes e é vítima de uma possessão demoníaca conforme o subtítulo sugere. Cabe então a um padre local a pedido dos Montelli tentar enfrentar a maldição que ronda o imóvel após seus moradores presenciarem fenômenos inexplicáveis.

Por ser um prequel você já imagina que a história vai vir toda mastigadinha e vai vir cheia de concessões. Mas não foi bem isso que Damiano Damiani (diretor) e Tommy Lee Wallace (roteirista) pensaram. Ao contrário do que podia parecer, entregaram um filme mais ousado e mais ameaçador do que o anterior.

Esta sequência, por sinal, marca a estreia de Damiani em Hollywood depois de se graduar naquela escola italiana de western, giallo e suspenses. Já Wallace é ninguém menos do que o autor de “Halloween III“, lançado um ano depois e que é outra digníssima continuação que merece todos nossos reconhecimentos.

Com cenas capaz de meter medo em qualquer cópia chupinhada de filme neste estilo (Olá Invocação do Mal!), o longa apresenta mortes violentas a todo instante e traz até uma controversa cena de incesto (!). Não bastasse isso tudo, “Amityville II” ainda vem recheado de bons efeitos especiais, sequências de impacto e ainda jumpscares para provar sua fé.

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DICA DA SEMANA: Expresso do Horror (1972)

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Expresso do Horror

Falou em Christopher Lee e Peter Cushing juntos, a gente pensa logo em Drácula e Van Helsing. Mas também é de conhecimento geral que a dupla fez essa dobradinha em outras produções, principalmente dos estúdios Hammer. A dica de hoje, no entanto, não vem da Hammer e sim de uma coprodução entre Granada Films, Benmar Productions e Scotia International e se chama “Expresso do Horror“.

Vamos primeiro à sinopse (roubada do Wikipedia): “Uma expedição liderada pelo professor Alexander Saxton (Christopher Lee) descobre uma criatura congelada que pode ter milhões de anos. O professor leva seu achado à Europa. Porém, o monstro desperta e espalha terror durante uma viagem de trem pela Rússia, tornando-se uma grande ameaça aos passageiros. Para combatê-lo, Saxton conta com a ajuda do médico Dr. Wells (Peter Cushing)”.

É preciso contextualizar duas coisas. Na época, esse estilo de horror gótico já estava muito desgastado, então o filme, que já soava caricato na época, hoje é mil vezes pior. Tendo isso em mente, entenda também que a ciência abordada é do nível terraplanista. Quando os heróis entendem a origem da criatura, o roteiro nos brinda com teorias sem pé nem cabeça e deduções que nem o ministro astronauta Marcos Pontes assinaria.

Foque, antes de mais nada, no elenco, que, além dos dois grandes protagonistas, tem ainda Telly Savalas (o KOJAK!). Alberto de Mendoza (como uma espécie de Rasputin genérico) e a lindíssima Silvia Tortosa. Outra coisa que o filme tá de parabéns é o figurino. O visual de todos os personagens, sejam russos, britânicos e chineses é tão clichê que parece um desfile de escola de samba, mas com nota 10 no quesito alegoria.

Mas a gente aqui do Toca o Terror gosta tanto, que, em 2015, exibimos no festival Medonho, nossa saudosa maratona de 10 horas de filmes de horror em um cinema pornô no centro do Recife. Mas isso é outra história. Fiquem com “Expresso do Horror” no Youtube.

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DICA DA SEMANA: O Beijo da Virada (2019)

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Beijo da Virada

A chegada da HBO MAX trouxe a opção de mais filmes no catálogo oficial de streaming. E além das produções da própria HBO, a plataforma abriga filmes da Warner e obras advindas de outros canais do conglomerado. Neste pacotão podemos encontrar a série “Into the Dark” veiculado pelo canal Space durante um período que trazia alguns longas independentes com este selo. “O Beijo da Virada” (Midnight Kiss) faz parte desta leva e o que me chamou a atenção foi o fato de ser um slasher com contexto LGBTQIA+.

Vamos à trama: Amigos de longa data que sempre confraternizam juntos o Ano Novo criam um jogo entre si onde na hora da virada eles podem beijar quem quiser, em qualquer número. Só não vale ser alguem do grupo. Nessa hora podem fazer o que quiser, menos se envolver emocionalmente.

Alguns anos depois que iniciam esta “tradição”, um assassino mascarado está disposto a acabar com a farra dos amigos e de formas violenta! Essa aparição, claro, está claramente ligada ao jogo. E agora além curtir o réveillon, eles terão que sobreviver à noite.

O filme segue à risca os clássicos slashers oitentistas, onde um grupo tem que lidar com um erro do passado. De diferente aqui, temos a cultura gay. E embora existam outros slashers com essa pegada, esse se destaca por pertencer à produtora Blumhouse e ter um acesso maior ao público jovem.

O Beijo da Virada” está mais focado nos dramas, romances e traumas dos seus protagonistas. O terror fica bem em segundo plano e para um slasher tem poucas mortes até. Neste sentido, particularmente prefiro “Hellbent” (2004) que é bem mais movimentado e tem bem mais gore.

Embora a temática do filme seja interessante, seus personagens não são carismáticos, então mesmo aparecendo pouco, torci para que todos perecessem nas mãos do vilão. As poucas mortes tem até certo nível de sanguinolência, só que demoram tanto pra acontecer que parecem rápidas demais.

Vale a pena uma conferida pelo fato que não temos muitos filmes de terror na temática LGBTQIA+ disponÍveis nos serviços de streaming. O longa cabe perfeitamente naquele domingo morgado e sem muitas opções e acaba virando um passatempo razoável.

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DICA DA SEMANA: Os Canibais (2018)

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Os Canibais

Estava caçando algo pra indicar aqui e vi um poster que me chamou a atenção! Confesso que eu já tinha visto material de divulgação desta produção há algum tempo atrás, mas havia esquecido completamente da existência. Desta vez acabei dando o play e fui surpreendido positivamente. O filme em questão é OS CANIBAIS (The Farm) e está no catálogo da Amazon Prime Video.

A premissa é bem simples: Um casal está viajando e resolve parar num lugar aconchegante pra dormir, só que quando acordam no dia seguinte, em vez de agarradinhos de conchinha na cama, estão separados, acorrentados e dentro de uma gaiola.

Percebem que estão numa espécie de fazenda na qual os humanos são tratados como gado e agora precisam fugir para não serem servidos. É interessante que as pessoas que alimentam, abatem e tratam da carne dos turistas estão sempre usando máscaras de animais que geralmente estão na posição de comida, numa clara inversão de papéis.

OS CANIBAIS é um filme cru, sem maneirismos de edição e de andamento lento que rende momentos de extrema tensão. A violência aqui não é tão gráfica como esperado, não apresentando assim o gore característico dessas produções sobre canibalismo, mas o tom realista e a condução segura do estreante Hans Stjernswärd, concebem situações extremas e que podem incomodar um bocado.

Cuidado pra não confundir com o bobo e caricato CANIBAIS (The Green Inferno, 2013) do Eli Roth que também está no catálogo da Prime Video.

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