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DICA DA SEMANA: Ghost Stories (2017)

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Ghost Stories

Às vezes falar de um filme esculhambado é melhor do que falar de um filme sério. Principalmente no tocante ao humor. Em uma produção que não se leva a sério, qualquer coisa pode ser motivo de piada. Já em uma obra mais séria, é difícil saber em que momento pode vir um alívio cômico sem que isso fique deslocado da história.

Nesta dica em questão que está no catálogo da Amazon Prime Video, “Ghost Stories” (traduzido em alguns lugares como “Histórias de Além-Túmulo“) consegue dosar bem essas duas coisas. Mas calma… em primeiro lugar, não confunda com os outros homônimos que existem e nem com outro lançado no mesmo ano e cujo título está no singular. Este “Ghost Stories” é britânico e é conduzido pela dupla Jeremy Dyson e Andy Nyman.

Inicialmente venderam o filme como sendo uma antologia, mas não é exatamente isso. Ele se utiliza da estrutura de uma antologia com histórias e cenas curtas para borrar seus limites e fundí-las com o enredo geral.

Assim que começa, acompanhamos o cético professor Philip Goodman (Nyman) disposto a desmascarar um vidente que fala com parentes falecidos durante um show ao vivo. Isso aí faz parte da gravação de um programa que Goodman apresenta, onde na sequência resolve investigar o caso do parapsicólogo desaparecido Charles Cameron.

É na busca por Cameron que o apresentador esbarra em três casos de pessoas que foram visitadas pelo especialista paranormal devido a acontecimentos, no mínimo, escabrosos. Nosso investigador segue as pistas dadas por uma fita k7 gravada e tenta encontrar cada uma das testemunhas dessas histórias para ouvir delas os seus relatos confrontando-as com o que Cameron conta.

Lembra que falei no começo sobre o uso do humor em tramas sérias? Pois prepare-se para apreciar aquele típico humor inglês sutil que irrompe em momentos diversos tal qual os jumpscares. E sim, eles estão no filme, e inseridos de uma maneira que funciona e bem para manter sua adrenalina em alta… em especial numa cena dentro de um carro.

Outra coisa surpreendente em “Ghost Stories” é como o roteiro é bem amarrado lhe conduzindo a um clímax que lhe deixa quase sem acreditar nas reviravoltas. Ao final podemos juntar as peças e ter até interesse em rever o filme para pescar melhor cada referência em seu refinado jogo de ilusão de ótica. Afinal de contas, o cérebro vê aquilo que ele quer ver.

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DICA DA SEMANA: Warlock, O Demônio (1989)

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Warlock, O Demônio

Colônia de Massachusetts, Boston, Século XVII. Um feiticeiro, interpretado por Julian Sands, capturado e condenado por práticas demoníacas está prestes a ser enforcado e depois queimado sobre um cesto com gatos vivos (?!?) quando magicamente é transportado para o Século XX.

Junto com ele, Redferne (Richard E. Grant), seu carrasco, também vem para na Boston do final dos anos 80 e com a ajuda de uma jovem (Lori Singer) tentará rastrear e destruir o feiticeiro antes que ele coloque suas mão nas páginas do Grand Grimoire (a bíblia do capeta) e desfaça tudo o que Deus criou. Estamos falando de “Warlock, O Demônio“, polêmico filme que despertou atenção até do Alborghetti quando a Rede OM exibiu o longa na TV aberta pela primeira vez.

Lembro como fiquei ansioso para ver esse filme na época de seu lançamento graças à uma matéria numa revista “Terror e Ficção“. Ela contava como o filme continha várias referências “verdadeiras” sobre bruxaria e coisa e tal. Assistindo, realmente havia coisas bem interessantes e inéditas no cinema lá pra ver (o lance dos pregos nas pegadas, por exemplo, é sensacional). Apesar do argumento ser basicamente um “Exterminador do Futuro” só que vindo do passado e com bruxos, consegue segurar a onda e divertir bastante.

O diretor Steve Miner (aquele do segundo “Sexta-Feira 13” e de “A Casa do Espanto“) mantém o filme em bom ritmo mesclando elementos de terror, comédia e ação. O trio de protagonistas têm ótima química, com destaque para Sands que faz um feiticeiro impecável. Como em certos momentos o filme abusa um pouco dos efeitos especiais, fica um pouquinho “datado” mas nada que comprometa o conjunto da obra.

O filme está disponível no YouTube em uma cópia com qualidade de VHS (tem uma versão dublada e com imagem melhor, também) mas pra quem quiser ver o filme numa qualidade bacana, a Obras Primas do Cinema lançou o filme no volume 3 da coleção “Sessão de Terror Anos 80“. Já as continuações “Warlock II” e “Warlock 3: Armageddon” podem ser vistas na Amazon Prime Video, que pelo visto esqueceu de colocar o primeiro em seu catálogo…

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DICA DA SEMANA: O Escondido (1987)

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O Escondido

A dica desta semana é um daqueles filmes que mesclam lindamente o gênero policial com horror e sci-fi. “O Escondido” (The Hidden), lançado em 1987, traz pra gente uma história aparentemente batida, mas bem conduzida a ponto de ficarmos na expectativa do que virá a acontecer cena após cena.

Em termos de ação, o longa já começa explodindo tudo com uma perseguição de carros e viaturas policiais. A caçada humana ocorre por conta de um sujeito aparentemente pacato que, do nada, assaltou um banco, matou um bocado de gente, deixou mais meio mundo de gente ferida e infringiu várias leis de trânsito na fuga.

No final da perseguição, ele é levado a um hospital em estado grave onde é revelado para nós espectadores o motivo pelo qual ele estava transtornado. Neste rastro de morte e confusão, o sujeito vinha sendo rastreado também por um misterioso agente do FBI (Lloyd Gallagher, alguns anos antes de Twin Peaks) que aparentemente sabe o que está rolando.

Possivelmente a maioria das pessoas que viveu os anos 80, já conhece o filme ou sabe do que se trata o tal “escondido” do título, no entanto pra garantir um melhor aproveitamento de quem nunca o assistiu, vou parando por aqui na sinopse.

É claro que “O Escondido” tem alguns pontos fracos, a começar pelo seu style datado que inclui uma trilha bem metal farofa característica da época e aquela obsessão yuppie por carros conversíveis. Mas o que você, caro leitor, precisa saber, é que se você curtiu “Enigma do Outro Mundo” e “O Exterminador do Futuro” (o primeiro e não aquelas continuações), certamente vai curtir este filme aqui também.

O Escondido” está disponível em versão legendada atualmente na mais nova plataforma de streaming brasileira: Vix. O bom é que pra ver filmes e séries não precisa de cadastro e nem de assinatura, mas de tempos em tempos aparece propaganda entre as cenas como ocorre em alguns canais de Tv a cabo.

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DICA DA SEMANA: A Casa do Espanto (1986)

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A Casa do Espanto

Não vou mentir, A Casa do Espanto (House, 1986) é ruim que dói. Mas é aquele ruim, tão ruim, que é bom. E para quem já tá aí na faixa dos 40, vale pelo saudosismo, pois o filme passava o tempo todo na Globo, na segunda metade dos anos 80 e início da década de 90. Quando era criança, eu morria de medo, hoje tem cena que dá até vergonha alheia.

Mas vamos à sinopse dessa pérola dirigida por Steve Miner (o mesmo de Sexta-feira 13 parte 2 e 3 e Warlock: o Demônio) e escrita por Fred Dekker (Deu a Louca nos Monstros e A Noite dos Arrepios). O roteiro, bem sem pé nem cabeça, acompanha o escritor Roger Cob, que cresceu na casa da tia, após ficar órfão, e retorna para lá, depois que a velha morre.

Azarado é ele. Além de seu filho ter sumido misteriosamente nessa mesma casa, ele ainda está passando por um processo de divórcio. Não bastasse isso, tem trauma de quando lutou na guerra do Vietnam e ainda agora mora em uma casa assombrada. Mas era assombrada quando ele morou lá criança ou já como adulto e pai de família? Ninguém sabe e ninguém liga.

O que interessa em A Casa do Espanto é o suco dos anos 80 que sai do filme, com aquela clássica mistura de comédia com horror, maquiagem tosca e cenas sem sentido, apenas pra dar um susto ou outro no espectador. Tem no YouTube, dublado, que é testar sua paciência mesmo. Boa sorte!

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