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RESENHA: Fortuna Maldita (2018)

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Fortuna Maldita

A Netflix lança tanta coisa, que em muitos casos é dificil de acompanhar o que é realmente relevante no catálogo. Neste caso em específico, demorei mais de um ano para poder conferir “Fortuna Maldita” (May the Devil Take You / Sebelum Iblis Menjemput), produção da Indonésia que aparentemente prometia ser bem divertida. Me disseram que o filme se inspirava em obras que gosto muito como “Night of the Demons” e “The Evil Dead” e por isso mesmo fiquei receoso de conferir.

Mas bem, a trama de “Fortuna Maldita” segue uma história quase universal da venda da alma para o capiroto numa tentativa de conseguir riquezas materiais. O patriarca da família fez isso anos atrás e agora começou a pagar o preço pelo seu ato, ficando terrivelmente doente e falido. Os parentes então decidem ir para uma cabana no meio do nada, onde o velho costumava ir, esperando encontrar alguma coisa de valor. É claro que o que encontram é a morte e muitos demônios. Nessa noite infernal, eles vão tentar sobreviver a qualquer custo.

Na dúvida de ver este ou o “filme do Pelé”, confesso que deveria ter ido na segunda opção. Não que esse terror indonésio seja ruim, mas é genérico ao extremo. A história quase não existe e os atores são canastrões ao extremo, não passando sensação de perigo em momento algum. As aparições da assombração seguem uma linha meio “Invocação do Mal” se o longa tivesse feito pela galera da Asylum. Já deu pra sacar o tamanho da patifaria, né?

Surpreendentemente o diretor Timo Tjahjanto é o mesmo do ótimo filme de ação “A Noite nos Persegue”, sendo co-roteirista e co-diretor do melhor segmento de V/H/S 2: “Safe Heaven“. O problema é que aqui ele ligou o foda-se e deixou as coisas rolarem de qualquer jeito.

Eu gosto de filmes ruins e esse definitivamente se enquandra nisso. Por isso deixo bastante claro que se você gosta, talvez consiga se divertir com as bobagens apresentadas. Agora se curte algo que pelo menos assuste ou seja tenso, pode passar longe daqui. Vale ainda o alerta ou a lembrança que uma sequência será lançada ainda neste ano e com o sucesso que “Fortuna Maldita” alcançou, a Netflix já garantiu os direitos de distribuição para o mundo. Se cuidem!

Escala de tocância de terror:

Título original: Sebelum Iblis Menjemput
Direção: Timo Tjahjanto
Roteiro: Timo Tjahjanto
Elenco: Chelsea Islan, Pevita Pearce, Samo Rafael e outros
País de origem: Indonésia

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"Nós deixamos de procurar os monstros embaixo de nossas camas, quando percebemos que eles estão dentro de nós"

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RESENHA: #Alive (2020)

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Alive

O cinema sul coreano ganhou uma visibilidade incrivel nos últimos anos e hoje não é tão raro ver obras vindas de lá aportarem no cinema. Mas é claro que com a pandemia as coisas foram freadas e alguns filmes estão ganhando destaque via streaming. Este é o caso de #Alive, filme que estreou em seu país na reabertura dos cinemas com bastante êxito e está sendo distribuído mundialmente pela Netflix.

A trama acompanha um jovem rapaz, que sozinho no apartamento da família, tenta sobreviver a uma epidemia mortal que transforma os cidadãos em zumbis sedentos por carne humana. No passar de vários dias, com comida e água acabando e ataques cada vez piores das criaturas, o rapaz coloca em cheque a promessa que fez ao pai de sobreviver. E aos trancos e barrancos ele tentará cumprir o que foi pedido.

#Alive é um bom filme de zumbis que não coloca nada de novo na mesa, mas traz o básico que, em sua maior parte, é competente. O longa não enrola e logo nos primeiros minutos a confusão e o caos predominam. A primeira parte é a melhor, se passando em praticamente um único cenário, mostrando bem a sensação de solidão e medo do personagem com cenas de ação pontuais e mais comedidas. Vale comentar a ótima maquiagem dos monstros que lembram o conterrâneo “Invasão Zumbi” (Train to Busan).

Outra semelhança com o longa de zumbis mais famoso é a ambientação minimalista e o país. Sinceramente, essa sim deveria ser a sequência real dele, pois mesmo não sendo perfeita, se mostra bem superior à continuação oficial, chamanda “Península”.

Os problemas de #Alive vêm à tona em sua segunda metade, onde as sequências de ação se tornam inverossímeis demais (até para um filme de zumbis)… Meio que a produção se rende ao espetáculo ocidental apresentando exageros que tiram a atenção diversas vezes. O clímax acaba sendo forçado e emotivo demais querendo a todo custo arrancar lágrimas do público.

Concluindo… #Alive não é um divisor de águas do gênero, mas é divertido e tenso na maior parte de sua duração. Vale gastar o tempo assistindo as desventuras do protagonista e sua busca pela sobrevivência.

Escala de tocância de terror:

Título original: #Saraitda
Diretor: II Cho
Roteiro: II Cho,Matt Naylor
Elenco: Ah-in Yoo, Shin-Hye Park,Bae-soo Jeon e outros
País de origem: Coreia do Sul

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RESENHA: Dominação (2017)

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Dominação

[Por Felipe Macedo]

Estrelado por Aaron Eckhart e produzido por Jason Blum, “Dominação” (Incarnate) mais uma vez mostra a história de um jovem possuído por um demônio poderoso. Nosso herói aqui luta para derrotar o grande mal e salvar o dia. No entanto, o longa tenta vir com uma promessa de abordar o tema de uma forma diferente do que foi mostrado até hoje. (mais…)

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RESENHA: In Search of Darkness (2019)

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Search of Darkness

[Por Frederico Toscano]*

In Search of Darkness é um documentário com uma proposta simples e direta: destrinchar a produção de horror dos Estados Unidos da década de 80. Lançado em maio do ano passado, acabou não chamando tanta atenção no Brasil (ou mesmo lá fora), provavelmente por não ter recebido uma distribuição e divulgação mais abrangentes. O que é compreensível, já que o projeto não saiu de um estúdio convencional, sendo fruto de uma bem-sucedida campanha de arrecadação dos sites Kickstarter e Indiegogo.

Com a meta alcançada e os fundos garantidos, o diretor e roteirista David Weiner deve ter pensado que os apoiadores mereciam ver seu dinheiro bem empregado. E entregou um filme de quatro horas e meia de duração. E pensar que teve gente reclamando de O Irlandês(mais…)

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