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DICA DA SEMANA: A Noite do Lobo (1972)

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Noite do Lobo

O horror vindo da licantropia vem bem antes de aparecer o cinema. A lenda do lobisomem existe há centenas de anos. Os europeus trouxeram o medo da lua cheia quando nos colonizaram e a história se adaptou perfeitamente à nossa realidade. Livros e filmes foram lançados aos montes sobre o tema e cada um ao seu modo.

Tomei conhecimento do filme “A Noite do Lobo” através do mestre do terror Stephen King e seu livro de não-ficção “Dança Macabra”. O mestre cita algumas vezes a obra e fiquei curioso a ponto de correr atrás desse filme feito para TV no início dos anos 70.

A trama segue a rotina de uma pequena cidade americana que tem sua paz ameaçada quando estranhos e violentos assassinatos começam a brotar. O xerife da cidade e uma crush do passado começam a investigação e chegam a conclusão de que a ameaça está longe de ser totalmente humana. Daí surge a dúvida de quem ou o que seria a besta feroz que ataca todas as noites.

Os anos 70 são conhecidos por trazer boas produções televisivas e explorar bastante o sobrenatural e o terror. “A Noite do Lobo” é um desses casos, mas que ficou incrivelmente datado se for visto pelos olhos de hoje. Isso inclui seus enquadramentos, estética e condução narrativa que peca na passagem do tempo. Ainda assim sobra um charme setentista que pra mim é incrivelmente sedutor.

A trama é conduzida mais como mistério do que horror. Então não espere ataques violentos e muito menos sustos. O foco aqui é o de descobrir a identidade do bicho (que convenhamos não é tão difícil de acertar) e salvar as pessoas da cidade. Os efeitos visuais e a maquiagem do lobisomem são bem pobres, mas confesso que me dá arrepios ao ver a fera sendo retratada de uma forma mais humanoide.

No momento da publicação deste texto, é possível assistir “A Noite do Lobo” no YouTube. Assistam de boa e curtam uma história legal que ainda é pouco conhecida. Quem sabe não é este filme que pode agradar você que não é assim tão fã da criatura.

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"Nós deixamos de procurar os monstros embaixo de nossas camas, quando percebemos que eles estão dentro de nós"

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DICA DA SEMANA: Dead Mountaineer’s Hotel (1979)

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Dead Mountaineer's Hotel

A polícia recebe uma ligação anônima vinda de um hotel, que fica em uma região montanhosa, praticamente no meio do nada, durante um rigoroso inverno. Eles enviam Glebsky (Uldis Pucitis), o típico detetive sisudo, de cara fechada, poucos amigos e vestido com um sobretudo, para apurar o que teria acontecido.

Chegando lá, o homem se depara com uma galeria de tipos esquisitos, a começar pelo próprio recepcionista. O policial também recebe o carinho de um enorme cão da raça São Bernardo, que foi de um hóspede e alpinista cujo rosto foi pintado em uma das paredes do estabelecimento e que faleceu nas proximidades (daí o título). Por tudo aparentar estar mais do que tranquilo, Glebsky aceita o convite para jantar e passar a noite no local. É quando cai uma avalanche que mantém todos em estado de isolamento forçado e não muito depois, o assassinato de um dos hóspedes.

DEAD MOUNTAINEER’S HOTEL é uma produção da Estônia, lançada enquanto o país se encontrava anexado à U.R.S.S. (a.k.a. União Soviética). Trata-se daquele tipo de longa que, no decorrer de sua narrativa passada em uma única locação, consegue fazer com que o espectador enxergue aquele lugar como uma porta de entrada para um mundo diferente do “normal” e do que acreditamos conhecer. Mas é claro que essa não seria uma história comum de detetives… afinal, o filme está sendo recomendado pelo Toca o Terror!

O personagem principal, inclusive, passa a ter suas crenças e convicções pessoais desafiadas por tudo que vê acontecer ao seu redor. E como é de esperar de alguém com uma visão fechada e limitada como a de um policial (ou a de um fascista mesmo, fique à vontade), ele seguirá o senso comum e essa história termina de forma trágica.

Um porém que melhoraria a experiência seria a revelação do mistério vir antes do 3º ato. O ritmo do filme de Grigori Kromanov melhora consideravelmente após o espectador também ficar sabendo um pouco mais sobre o que raios está acontecendo no hotel. Mas isso não diminui o prazer de ver esse híbrido de gêneros interessante e fora do convencional.

Adaptado de um livro dos Irmãos Strugátski, DEAD MOUNTAINEER’S HOTEL foi roteirizado por esses autores de enorme importância para a literatura de ficção científica. O romance ainda ganharia uma adaptação para jogo de PC em 2011. Vale lembrar que 1979 também veria o lançamento de STALKER, do cineasta Andrei Tarkovski, outro filme roteirizado por eles a partir de “Piquenique na Estrada”, um de seus livros mais famosos.

Atenção para a trilha sonora eletrônica e o aspecto visual do longa, que faz com que ele pareça ter influenciado o que viria a seguir em filmes lançados a partir de “Blade Runner”, embora isso seja muito pouco provável pela dificuldade de um filme vindo da U.R.S.S. em ser comercializado no ocidente durante a Guerra Fria.

DEAD MOUNTAINEER’S HOTEL pode ser assistido no YouTube, o link disponibiliza legendas em inglês.

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DICA DA SEMANA: Transformação (2017)

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Transformação

Para esta semana, trago TRANSFORMAÇÃO (Transfiguration, 2016/17), um filme de vampiro “realista” presente no catálogo da Amazon Prime Video que pode causar incômodo pela sua abordagem nada convencional do tema.

Escrito e dirigido por Michael O’Shea, TRANSFORMAÇÃO nós leva ao subúrbio de Nova York onde acompanhamos a rotina do garoto Milo (Eric Ruffin) que, aficionado por vampiros, basicamente quando não está na sua terapeuta (ou assistente social), passa o dia assistindo filmes ou escrevendo sobre os sanguessugas. Entretanto, tudo muda ao conhecer Sofie (Chole Levine) que desperta sentimentos conflitantes a sua habitual apatia. Mas é claro que não é só isso… sendo que paro por aqui pra não estragar a sua experiência.

A direção de O’Shea é quase documental contando com uma paleta de cores lavada, com cenas longas e muitos poucos cortes. Quando não são closes fechadíssimos nos personagens, são planos longos e à distância dando realmente a impressão de estarmos apenas observando os jovens em seu habitat natural. A violência se faz presente na forma mais crua e cruel possível.

No geral, TRANSFORMAÇÃO é um filme interessante que faz referências diretas a clássicos como MARTIN de George A. Romero, o sueco DEIXE ELA ENTRAR e outros. Certamente esta produção recente pode agradar aos fãs de um horror mais intimista e menos frenético.

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DICA DA SEMANA: Never Hike Alone (2017)

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Never Hike Alone

[Por Felipe Macedo]
A franquia Sexta-Feira 13 é um verdadeiro baluarte do cinema de terror e tem no seu personagem central um ícone da cultura pop. Jason Voorhees estampa camisetas, está em gibis, games e em quase tudo que se possa imaginar. Atualmente, no entanto, a série passa por um hiato forçado devido a uma briga judicial pelos direitos da franquia e personagem. Mas nada disso impediu de uma equipe de cinema e entusiastas da série fazerem sua homenagem em “Never Hike Alone“, um fã-filme que foi bancado por crowdfunding. (mais…)

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