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RESENHA: Vampiros vs. The Bronx (2020)

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Vampiros vs. The Bronx

Em época de Halloween os serviços de streaming lotam seu catalógos com vários filmes famosos e algumas produções originais para garantir sustos e várias emoções. A Netflix é pioneira nisso e nesse caótico ano de 2020 conseguiu entregar algumas coisas, entre elas, Vampiros Vs The Bronx, produção que mescla comédia e horror.

A trama acompanha o cotidiano de três jovens e grandes amigos no bairro do Bronx em Nova York. A rotina do trio é quebrada quando uma empresa imobiliária começa a comprar vários imóveis do local e os antigos proprietários somem na escuridão da noite com a desculpa de que foram embora dali para um lugar melhor. A real é que vampiros se aproveitaram da especulação e encontraram um novo lar fazendo com que os jovens tenham que lutar pelo bairro e pelos seus pescoços.

Mas taí um filme que assisti esperando nada e continuei não achando nada. A produção é quase uma cópia xerox do ótimo “Ataque ao Prédio” com toques de “Os Garotos Perdidos” sem o menor carisma. Existem sim, várias citações e homenagens às obras dos dentuços como o personagem que lê “A Hora do Vampiro” de Stephen King ou quando assistem “Blade” para “treinar e obter informações” sobre os monstros, mas é tudo tão forçado e genérico que cheguei a revirar os olhos.

A maior diferença entre os filmes que serviram como inspirações principais é que ambos souberam dosar bem o humor e o horror, que aqui é praticamente inexistente. Outra comparação com “Ataque ao Prédio” é que a crítica social ferrenha e bem utilizada no filme britânico é usada aqui de forma rasa e sem muito apelo. As aparições e os ataques de vampiros são tão ruins que senti pena dos atores. Isso sem falar da caracterização que é um mix de “Buffy” com “A Hora do Espanto”, causando mais risos do que apreensão e medo.

Os personagens são os estereótipos dos estereótipos e ficam nisso aí, sem um pingo de desenvolvimento e carisma. A direção é bem amadora em vários momentos e não parece um filme de grande estúdio (Universal)… Ah, outro “mérito” de “Vampiros vs. The Bronx” é ser o mais limpo na história dos dentuços. Para ter uma ideia, até a saga “Crépusculo” conseguiu ter mais sangue e ser mais violenta do que esse.

Finalizando, a Netflix entregou mais um produto ruim só para encher seu acervo e aumentar a fama de colocar bombas com o seu selo original.

Escala de tocância de terror:

Direção: Osmany Rodriguez
Roteiro: Osmany Rodriguez, Blaize Hemingway
Elenco: Jaden Michael,Gregory Diaz IV, Sarah Gadon, Zoe Saldana
País de origem: EUA
Ano de lançamento: 2020

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"Nós deixamos de procurar os monstros embaixo de nossas camas, quando percebemos que eles estão dentro de nós"

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RESENHA: Predadores Assassinos (2019)

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Predadores Assassinos
[Por Osvaldo Neto]
Muitos fãs de terror estarão assistindo a PREDADORES ASSASSINOS nos cinemas no próximo final de semana. Mas nem todos nutrem a mesma expectativa quanto aqueles que tem algum conhecimento de causa a respeito do diretor Alexandre Aja. (mais…)

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RESENHA: Macabro (2020)

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Macabro

O fã de horror nacional é, antes de tudo, um otimista. A torcida pelos realizadores brasileiros é grande, ainda mais quando um filme como Macabro é anunciado. O longa dirigido por Marcos Prado (Paraísos Artificiais, O Mecanismo) se baseia em um dos casos mais sinistros dos anos 90: os irmãos necrófilos de Nova Friburgo, dois jovens que assassinavam mulheres e abusavam sexualmente dos seus cadáveres.

O filme relata a história sob o ponto de vista do Sargento Teo da PM (Renato Góes), personagem que carrega consigo o drama de ter matado um inocente por engano em uma operação policial. Esse equívoco é justamente o que o leva de volta ao interior do Rio de Janeiro, já que um sucesso na nova investigação poderia apagar tal mancha em sua carreira. Mas na cidade onde cresceu, além dos criminosos, Teo enfrenta seus próprios fantasmas: a morte da mãe, a relação com os tios que lhe criaram e o amor de infância pela prima.

Estabelecido o cenário inicial, a história de Macabro nos leva ao caso dos irmãos e o roteiro acerta muito quando lhes dá aspectos animalescos e irracionais, de algo que não pode ser contido com palavras, apenas na base da violência. Mostrar a população inteira armada, pronta para reagir de forma brusca, deixa o espectador inserido em um ambiente de medo, junto com as potenciais vítimas. Algumas cenas também assustam, mérito da direção.

Mas os acertos não vão muito além disso. Ao mesmo tempo em que o roteiro esconde certos pontos, para não entregar nada de mão beijada, o texto escorrega em não responder questões que ele mesmo levanta. Procurando explicações para o que teria transformado aqueles irmãos em verdadeiros monstros, Teo se depara com indícios de abuso doméstico, racismo, pedofilia e até o clichê ‘magia negra’, mas nada fica claro, nem ao menos subentendido. Os pontos simplesmente não se juntam. Há furos demais para uma história que não se propõe a uma grande reviravolta, já que ela caminha o tempo todo para o mesmo desfecho da vida real.

Por outro lado, o nível técnico impressiona e fica acima de média das produções de horror e suspense brasileiras, com destaque para a fotografia e a direção de arte. Isso talvez baste para o grande público. No último dia 8, por exemplo, Macabro conquistou o prêmio de Melhor Filme pelo Júri Popular do Brooklyn Film Festival, em Nova York. Com isso na bagagem, pode ser que o longa leve um bom número de pessoas aos cinemas quando a quarentena passar. Tomara.

Escala de tocância de terror:

Direção: Marcos Prado
Roteiro: Rita Glória Curvo e Lucas Paraizo
Elenco: Renato Góes, Amanda Grimaldi e Guilherme Ferraz
Origem: Brasil

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RESENHA: IT – A Coisa (2017)

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IT - A Coisa

As obras audiovisuais baseadas nos livros de Stephen King são sempre alvos de grandes expectativas e às vezes geram uma antipatia antecipada. Pior é que quase sempre essas previsões nefastas são acertadas. Filmes como “A Torre Negra” (2017) e a série “O Nevoeiro” (2017) são exemplos recentes disso. Com isso, o que poderíamos esperar dessa nova adaptação que fica centrado na infância dos protagonistas, deixando a conclusão para uma parte 2?

O livro “It” é um dos romances mais conhecidos do autor, ganhando uma minissérie no inicio dos anos 90 que ganhou o status cult no decorrer do tempo. Sem modéstia alguma, a obra televisiva se autopromovia com o subtítulo de “Uma obra prima do medo” apesar de dividir opiniões dos mais críticos. Vale dizer que neste filme de 2017, os produtores tomaram a liberdade de situar a história no final da década de 80 ao invés dos anos 60 mexendo já num contexto marcante para os amantes do telefilme original.

O que posso dizer é que “It- A Coisa” é um puta filmão! Violento, chocante e, de coração, confesso que o longa não decepciona quem procura uma boa diversão sangrenta e com conteúdo.

Nesta refilmagem (que também pode ser considerada uma nova adaptação), um grupo de crianças não exatamente populares na escola se autodenomina “o clube dos perdedores”, sendo alvos constantes de um cruel grupo de jovens. A vida comum da cidade de Derry no Maine leva um choque com uma série de misteriosos desaparecimentos de crianças. A terrível verdade é que só elas têm conhecimento de que uma criatura que toma a forma de um palhaço rapta e se alimenta de pessoas, acordando num ciclo de 27 anos causando caos e muita maldade. O filme me fez lembrar bastante outros clássicos dos anos 80 em que um grupo de crianças enfrentam o perigo juntos nas horas mais pesadas a exemplo de “Os Goonies” (1985) e “Conta Comigo” (1986), esse também da autoria de King.

O diretor Andy Muschietti, vindo do regular Mama (2013) entrega uma direção virtuosa mesclando momentos de verdadeiro horror com cenas alegremente doces que servem para que a gente crie vínculo com seus jovens protagonistas. O elenco está maravilhoso entregando atuações convincentes que vão do terror ao drama de forma natural. Destaco principalmente Bill Skargard, que vive o vilão Pennywise de uma forma realmente assustadora e que convence tanto quanto o icônico palhaço de Tim Curry.

Vale salientar a coragem do roteiro ao abordar temas polêmicos como pedofilia, racismo e alienação parental. Esses assuntos são mostrados de forma bem realista e pesada, fazendo um contraponto interessante com o seu antagonista. Afinal, apesar de Pennywise ser a ameaça principal, existem outras ameaças em Derry que são temidas e devem ser enfrentadas. Certamente “It – A Coisa” foi o melhor filme de terror de um grande estúdio no ano e que apesar de suas duas horas e meia, passa uma sensação de quero mais!

Escala de tocância de terror:

Diretor: Andy Muschietti
Roteiro: Chase Palmer, Gary Fukunaga, Gary Dauberman
Elenco: Jaeden Lierberher, Sophia Lills, Bill Skargard
Ano: 2017
País de origem: EUA

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