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DICA DA SEMANA: Never Hike Alone (2017)

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Never Hike Alone

[Por Felipe Macedo]
A franquia Sexta-Feira 13 é um verdadeiro baluarte do cinema de terror e tem no seu personagem central um ícone da cultura pop. Jason Voorhees estampa camisetas, está em gibis, games e em quase tudo que se possa imaginar. Atualmente, no entanto, a série passa por um hiato forçado devido a uma briga judicial pelos direitos da franquia e personagem. Mas nada disso impediu de uma equipe de cinema e entusiastas da série fazerem sua homenagem em “Never Hike Alone“, um fã-filme que foi bancado por crowdfunding.

A história segue um digital influencer no ramo de caminhadas e acampamentos em lugares remotos. Seus seguidores ficam a par dos melhores lugares para fazer isso e o contato online entre eles é frequente. Tudo ia bem até que… inadvertidamente, o rapaz decide fazer videos num lugar antes conhecido como Crystal Lake descobrindo da pior forma possível que a lenda de Jason é real e se vê num jogo de gato e rato com o famoso psicopata mascarado. Dito isto, só nos resta saber se o jovem conseguirá sobreviver a esta noite de terror.
Uma coisa deve ser dita logo de cara, o filme é muito bem realizado e não se parece com os fan-filmes amadores que estamos acostumados a ver pela net. O longa tem uma direção competente que capta belas paisagens e consegue causar apreensão antes mesmo de Jason aparecer. E quando ele aparece, o suspense criado se sustenta até o final proporcionando divertidos momentos. O roteiro consegue ser mais elaborado que muita sequência oficial e deixa o body count um pouco de lado para focar mais no suspense de sobrevivência.

O ator consegue carregar o filme nas costas e causar empatia a ponto da gente querer que ele consiga se safar. E olhe que o antagonista está ótimo causando uma ótima impressão. Até fazia tempo que eu não via um Jason tão ameaçador assim. A produção conta ainda com diversas referências e homenagens aos filmes antigos guardando uma surpresa para os apreciadores da franquia. Para todos que ficaram curiosos com a ideia, “Never Hike Alone” está completo no YouTube.

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"Nós deixamos de procurar os monstros embaixo de nossas camas, quando percebemos que eles estão dentro de nós"

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  1. Pingback: Never Hike in the Snow (2020)

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DICA DA SEMANA: Dead Mountaineer’s Hotel (1979)

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Dead Mountaineer's Hotel

A polícia recebe uma ligação anônima vinda de um hotel, que fica em uma região montanhosa, praticamente no meio do nada, durante um rigoroso inverno. Eles enviam Glebsky (Uldis Pucitis), o típico detetive sisudo, de cara fechada, poucos amigos e vestido com um sobretudo, para apurar o que teria acontecido.

Chegando lá, o homem se depara com uma galeria de tipos esquisitos, a começar pelo próprio recepcionista. O policial também recebe o carinho de um enorme cão da raça São Bernardo, que foi de um hóspede e alpinista cujo rosto foi pintado em uma das paredes do estabelecimento e que faleceu nas proximidades (daí o título). Por tudo aparentar estar mais do que tranquilo, Glebsky aceita o convite para jantar e passar a noite no local. É quando cai uma avalanche que mantém todos em estado de isolamento forçado e não muito depois, o assassinato de um dos hóspedes.

DEAD MOUNTAINEER’S HOTEL é uma produção da Estônia, lançada enquanto o país se encontrava anexado à U.R.S.S. (a.k.a. União Soviética). Trata-se daquele tipo de longa que, no decorrer de sua narrativa passada em uma única locação, consegue fazer com que o espectador enxergue aquele lugar como uma porta de entrada para um mundo diferente do “normal” e do que acreditamos conhecer. Mas é claro que essa não seria uma história comum de detetives… afinal, o filme está sendo recomendado pelo Toca o Terror!

O personagem principal, inclusive, passa a ter suas crenças e convicções pessoais desafiadas por tudo que vê acontecer ao seu redor. E como é de esperar de alguém com uma visão fechada e limitada como a de um policial (ou a de um fascista mesmo, fique à vontade), ele seguirá o senso comum e essa história termina de forma trágica.

Um porém que melhoraria a experiência seria a revelação do mistério vir antes do 3º ato. O ritmo do filme de Grigori Kromanov melhora consideravelmente após o espectador também ficar sabendo um pouco mais sobre o que raios está acontecendo no hotel. Mas isso não diminui o prazer de ver esse híbrido de gêneros interessante e fora do convencional.

Adaptado de um livro dos Irmãos Strugátski, DEAD MOUNTAINEER’S HOTEL foi roteirizado por esses autores de enorme importância para a literatura de ficção científica. O romance ainda ganharia uma adaptação para jogo de PC em 2011. Vale lembrar que 1979 também veria o lançamento de STALKER, do cineasta Andrei Tarkovski, outro filme roteirizado por eles a partir de “Piquenique na Estrada”, um de seus livros mais famosos.

Atenção para a trilha sonora eletrônica e o aspecto visual do longa, que faz com que ele pareça ter influenciado o que viria a seguir em filmes lançados a partir de “Blade Runner”, embora isso seja muito pouco provável pela dificuldade de um filme vindo da U.R.S.S. em ser comercializado no ocidente durante a Guerra Fria.

DEAD MOUNTAINEER’S HOTEL pode ser assistido no YouTube, o link disponibiliza legendas em inglês.

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DICA DA SEMANA: Transformação (2017)

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Transformação

Para esta semana, trago TRANSFORMAÇÃO (Transfiguration, 2016/17), um filme de vampiro “realista” presente no catálogo da Amazon Prime Video que pode causar incômodo pela sua abordagem nada convencional do tema.

Escrito e dirigido por Michael O’Shea, TRANSFORMAÇÃO nós leva ao subúrbio de Nova York onde acompanhamos a rotina do garoto Milo (Eric Ruffin) que, aficionado por vampiros, basicamente quando não está na sua terapeuta (ou assistente social), passa o dia assistindo filmes ou escrevendo sobre os sanguessugas. Entretanto, tudo muda ao conhecer Sofie (Chole Levine) que desperta sentimentos conflitantes a sua habitual apatia. Mas é claro que não é só isso… sendo que paro por aqui pra não estragar a sua experiência.

A direção de O’Shea é quase documental contando com uma paleta de cores lavada, com cenas longas e muitos poucos cortes. Quando não são closes fechadíssimos nos personagens, são planos longos e à distância dando realmente a impressão de estarmos apenas observando os jovens em seu habitat natural. A violência se faz presente na forma mais crua e cruel possível.

No geral, TRANSFORMAÇÃO é um filme interessante que faz referências diretas a clássicos como MARTIN de George A. Romero, o sueco DEIXE ELA ENTRAR e outros. Certamente esta produção recente pode agradar aos fãs de um horror mais intimista e menos frenético.

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DICA DA SEMANA: O Ninho do Terror (1987)

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Ninho do Terror

Catsaridafobia ou katsaridafobia. Sabe o que é isso? É o nome que se dá ao medo daqueles adoráveis bichinhos que costumamos dizer que seriam os únicos sobreviventes caso houvesse um holocausto nuclear: as baratas. Convenhamos, saber que elas têm uma resistência 2000 vezes maior a altas doses de radiação, que conseguem sobreviver por dias sem comida (e sem cabeça) não ajudam muito, né? Pois, se vc tem catsaridafobia, recomendo passar pra uma próxima dica ou ir assistir algo menos desagradável como “Holocausto Canibal“, do Ruggero Deodato ou “Nekromantik“, do Jorg Buttgereit. (mais…)

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