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DICA DA SEMANA: Classroom 6 – A Sala do Mal (2015)

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Classroom 6

Pra dica dessa semana, resolvi trazer CLASSROOM 6: A SALA DO MAL (2015), um found-footage bacana e cabuloso dirigido por um brasileiro na gringa.

Escrito e dirigido pelo recifense Jonas Odenheimer, CLASSROOM 6 nos apresenta os últimos registros de uma equipe de TV durante as filmagens de um documentário sobre o estranho desaparecimento ~sob circunstâncias misteriosas~ de uma aluna e de um professor na sala de aula nº 6 da Universidade de Saint Marie na Califórnia. E como pode imaginar, essa ideia de investigar deu merda, né?

Agora vale aquele parênteses pra quem não sacou ainda o estilo. “Found-footage” é basicamente um formato que simula a realidade através de supostos registros legítimos em câmera que até o momento estavam perdidos. Esta fórmula fez com que o filme italiano HOLOCAUSTO CANIBAL (1980) chocasse o mundo com seu realismo e obrigasse os realizadores a se explicarem na justiça. Quase 20 anos depois, o estilo é revigorado com A BRUXA DE BLAIR (1990) que deixou muita gente com a pulga atrás da orelha. Mas foi a partir da segunda metade dos anos 2000 que o found-footage começou a virar uma febre mundial. Ótimos filmes como o japonês NOROI (2005), o espanhol [REC] (2007) e o estadunidense ATIVIDADE PARANORMAL (2007) foram o início de uma enxurrada de produções do tipo, que seria exaustivamente explorado na década de 2010.

Para mim, um bom found-footage tem que ter todo um cuidado nos detalhes para parecer legítimo. Isso inclui o máximo possível de uma captura crua de imagens, sons e atuações que não pareçam atuações, algo que CLASSROOM 6 consegue fazer bem. Temos aqui depoimentos, choradeira, gritaria, correria, câmeras caindo no chão e até um padre chamado Ruggero (sacou a homenagem?). E como é característico deste formato, há muitos momentos em que nada parece estar acontecendo, mas também quando começam a acontecer é tudo muito intenso como se espera.

Pra quem curte este subgênero, CLASSROOM 6 entrega o que promete e vale a pena ser conferido. Se interessar, pode ser visto na Amazon Prime Video, Looke, iTunes e Google Play.

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Anarquista, quase cinéfilo, diretor de arte, fotógrafo, cervejeiro, rockeiro doido e crítico/podcaster do Toca o Terror

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DICA DA SEMANA: Os Canibais (2018)

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Os Canibais

Estava caçando algo pra indicar aqui e vi um poster que me chamou a atenção! Confesso que eu já tinha visto material de divulgação desta produção há algum tempo atrás, mas havia esquecido completamente da existência. Desta vez acabei dando o play e fui surpreendido positivamente. O filme em questão é OS CANIBAIS (The Farm) e está no catálogo da Amazon Prime Video.

A premissa é bem simples: Um casal está viajando e resolve parar num lugar aconchegante pra dormir, só que quando acordam no dia seguinte, em vez de agarradinhos de conchinha na cama, estão separados, acorrentados e dentro de uma gaiola.

Percebem que estão numa espécie de fazenda na qual os humanos são tratados como gado e agora precisam fugir para não serem servidos. É interessante que as pessoas que alimentam, abatem e tratam da carne dos turistas estão sempre usando máscaras de animais que geralmente estão na posição de comida, numa clara inversão de papéis.

OS CANIBAIS é um filme cru, sem maneirismos de edição e de andamento lento que rende momentos de extrema tensão. A violência aqui não é tão gráfica como esperado, não apresentando assim o gore característico dessas produções sobre canibalismo, mas o tom realista e a condução segura do estreante Hans Stjernswärd, concebem situações extremas e que podem incomodar um bocado.

Cuidado pra não confundir com o bobo e caricato CANIBAIS (The Green Inferno, 2013) do Eli Roth que também está no catálogo da Prime Video.

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DICA DA SEMANA: Armadilha Para Turistas (1979)

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Armadilha Para Turistas

Uma coisa incrível dos filmes de terror daquele período compreendido entre o fim dos anos 1970 e início dos 1980s é que os diretores sabiam bem dosar bizarrice, insanidade e um grau de imprevisibilidade em suas histórias. Vimos alguns dos melhores slashers surgirem nesse período, além claro, de termos exemplares de gêneros híbridos. Neste sentido, “Armadilha para Turistas” (Tourist Trap) é um destes grandes filmes da época.

O começo dele pode parecer e é muito batido. Afinal temos aqui um grupo de jovens que para em posto de beira de estrada com um pneu furado e que termina circulando por ali perto até que alguém dê um jeito de consertar o automóvel. O que eles não contavam, mas a gente esperava, era que junto do posto havia um exótico museu de bonecos de cera.

E como a curiosidade matou o gato e os incautos, os jovens resolvem ir até o medonho museu e e somem “misteriosamente” quando encontram as obras que o local expõe. Sejam bonecos de cera ou manequins, o fato é que esses negócios causam muita estranheza e arrepios normalmente. E tudo ganha contornos mais sinistros na história quando vemos que eles possuem feições pra lá de assustadoras e se mexem sozinhos de forma inesperada.

Pouco a pouco vamos descobrindo como esses manequins “ganham vida” e o que acontece com os jovens que desaparecem. O fato é que a estranheza presente em “Armadilha Para Turistas” na condução do roteiro nos deixam o tempo inteiro cheio de dúvidas e de incertezas sobre a identidade do maníaco do local e se alguém ali pode ou não sobreviver. A tensão aumenta a cada minuto e não dá muito para prever o que acontece até que quando o filme se encaminha pro final, temos cenas ainda mais chocantes e tenebrosas.

Dirigido por David Schmoeller, o mesmo que mais tarde criou a franquia “Bonecos da Morte” (Puppet Master), “Armadilha Para Turistas” ganhou até uma menção especial do escritor Stephen King em seu livro “Dança Macabra” principalmente por sua sequência de abertura. E mais recentemente, podemos ver influência dele em obras como “A Casa de Cera” que tem bem mais a ver com este aqui apesar de dizer que é um remake de “Museu de Cera“.

É possível assistir ao longa na íntegra no YouTube em versões dubladas e legendadas sem fazer muito esforço. Creia que não vai se decepcionar ao assistir.

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DICA DA SEMANA: Mensageiro da Morte (1996)

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Mensageiro da Morte
[Por Osvaldo Neto]

Foi no ano de 1996 que William Lustig (MANIAC COP) lançou aquele que seria o seu último filme na direção. MENSAGEIRO DA MORTE (Uncle Sam) sinaliza um período no cinema de gênero onde muitas produções já começavam a perder a sua vez nos cinemas, sendo relegadas ao lançamento direto em vídeo. Isso também fez com que outros nomes ilustres deixassem aos poucos de se interessar por dirigir. É o caso de Larry Cohen – por acaso, roteirista deste filme em questão – que também teve seu último trabalho como diretor lançado no mesmo ano: o blaxploitation tardio HOT CITY – JUSTICEIROS DE RUA.

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O filme é protagonizado por um garotinho chamado Jody (Christopher Ogden), que sente muito orgulho pelo seu tio, o soldado Sam Harper (David Shark Fralick), que está em combate no Kuwait. O porém é que tanto a mãe do menino quanto a sua tia sabem muito bem que o sujeito é um verdadeiro psicopata e, no íntimo, preferiam que ele voltasse para casa num caixão. E é justamente isso o que acontece, quando Sam morre por meio de ‘fogo amigo’ com o helicóptero que pilotava sendo derrubado por engano pelo próprio exército dos EUA.

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MENSAGEIRO DA MORTE melhora bastante quando finalmente Sam retorna das trevas como um morto-vivo vingativo após um grupo de delinqüentes queimar a bandeira dos EUA perto da cova aberta para o seu túmulo. Bastou uns panos queimados caírem por lá e pronto, o tio Sam (rá!) versão zumbi descola uma fantasia do Tio Sam e parte para “Tocar o Terror” durante o 4 de Julho da pequena cidade, atacando quem ele não vê como um exemplo de “cidadão de bem”.

As únicas três pessoas que poderão enfrentá-lo são o já citado sobrinho Jody; Barry Cronin (Zachary McLemore), um garoto que ficou cego e paralítico após um acidente com fogos que parece ter um elo paranormal com o assassino zumbi mascarado (verdade!), e o veterano de guerra Jed Crowley (o grande Isaac Hayes).

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Todos os ingredientes para uma bobagem divertidíssima estão aqui, mas o filme não alça maiores vôos… seja pelo orçamento mais limitado que o de costume nas mãos de Lustig (o gore que deveria ser destaque, aqui é bem reduzido) ou por desperdiçar muito do enorme potencial cômico da produção, que às vezes consegue a façanha de se levar a sério demais. Não por acaso, esse deve ser o título mais irregular da ótima filmografia de William Lustig como realizador, sem falar que a escrita de Larry Cohen também já viu dias melhores.

Ainda assim, o filme não deixa de ter o seu interesse por essa dupla de rebeldes do cinema de gênero por se utilizar da estrutura de um ‘slasher’ para tirar um sarro com a hipocrisia reinante no patriotismo cego por um país cheio de problemas internos e que, entra governo, sai governo, adora se portar como a polícia do mundo. Passados mais de 20 anos do lançamento de MENSAGEIRO DA MORTE… nada mudou. Piorou, inclusive.

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Parte da graça do longa também é ver a participação de figuras queridas como William Smith, Bo Hopkins, Timothy Bottoms, P. J. Soles e Robert Forster, alguns deles aparecendo somente para serem trucidados pelo personagem-título. Há também uma homenagem ao final de PAVOR NA CIDADE DOS ZUMBIS, de Lucio Fulci (1921-2016), a quem o filme é dedicado.

MENSAGEIRO DA MORTE é inédito em DVD no Brasil e está disponível no YouTube com dublagem em português.

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