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DICA DA SEMANA: Maldição Paranormal (2014)

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Maldição Paranormal

Em outro momento aqui falei a respeito de “A Noiva Possuída“, filme turco de Hasan Karacadag que está no catálogo da Netflix. Este filme, no caso, faz parte de uma franquia chamada originalmente de “Dabbe“. O filme da noiva é o quarto e “Maldição Paranormal” (Dabbe 5: Zehr-i Cin Fragman) é o quinto desta série.

Com relação ao filme anterior, este é diferente na estética e no roteiro. Em comum apenas o uso do universo sobrenatural do djins como ameaças do além-mundo. Se antes tínhamos algo querendo emular o estilo found-footage, este já vai por um modelo mais convencional, o que não é ruim, diga-se de passagem.

Maldição Paranormal” (título nacional extremamente simplório e que não diz nada com nada) explora o gênero de casa mal assombrada com um olhar oriental. Esqueça “Atividade Paranormal“,”Sobrenatural” ou esses filmes recentes com assombrações do mainstream. O negócio é mais pesado e capaz de lhe deixar com receio de acordar de madrugada e encontrar uma entidade num pentagrama na sala, por exemplo.

Aqui vemos Dilek, uma dona de casa que começa a se assustar com certos incovenientes que acontecem nos cômodos de sua casa. Omer, seu marido, fica cético com relação ao que vem ocorrendo, mas em determinado momento eles se rendem às evidências e chamam uma velha curandeira que revela que existe uma maldição ancestral que caiu sobre eles. Sendo que obviamente não é uma coisa simples assim de se livrar e os desdobramentos e os antecedentes são bem mais sinistros do que parecem.

Em alguns momentos o filme se rende à fórmula ocidental do cinema de terror com seus jumpscares e trucagens de edição, mas nada que realmente incomode ou torne a história previsível. Por sinal, se quiser ver algo fora da curva, chegue junto em “Maldição Paranormal” no catálogo da Netflix que o medo é garantido.

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DICA DA SEMANA: Mystics in Bali (1981)

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Mystics in Bali

Pense num filme bizarro. Ele possivelmente não chegaria aos pés de “Mystics in Bali“, uma produção da Indonésia que veio à luz há 40 anos. É aclamado como um dos mais importantes filmes daquele país asiático, mas convenhamos, não teria como negar o título a ele depois de assisti-lo.

Primeiramente tenho que dizer que ele é problemático de certa forma. É daqueles exploitations que aproveitam o exotismo de uma cultura e a utilizam pra meter medo nos estrangeiros. E essa coisa exótica, claro, vem em forma de feitiçaria e lendas do sudeste asiático do mesmo jeito que hollywood usou à exaustão o voodoo e as religiões africanas.

Dados os primeiros alertas, vamos à história, que por sinal é bastante curta e direta. Uma pesquisadora americana em visita à ilha de Bali sai à procura de informações sobre a lendária e obscura magia “leák” para escrever um livro. O namorado local resolve ajudar e consegue o contato de uma feiticeira que revela intenções ocultas após mostrar alguns de seus segredos. E é a partir daí que a bizarrice começa.

Com uma aparência que muda a cada momento, a tal bruxa-rainha leák surge em cena ora com jeito decrépito, ora mais jovem ou disfarçada no meio de um matagal. E usando seus feitiços, transforma a si e a nova pupila em animais e para a grande surpresa dela e nossa, faz a turista virar uma espécie de zumbi vampira cuja cabeça sai voando do corpo junto de seus órgãos internos(!!). Tá achando pouco? Então vá assistir pra conferir cada uma dessas cenas com seus próprios olhos.

Tenha em mente que esta não é uma superprodução. Longe disso, inclusive. Tem diálogos muito rasos, atores bem amadores (a personagem “americana”, por sinal, estava de férias no país e foi convidada pelo pessoal da produção para participar das filmagens) e para completar, os efeitos especiais são do nível de Chapolin. Tudo isso faz com que a experiência de assistir a “Mystics in Bali” se torne uma experiência memorável em todos os sentidos.

O longa de H. Tjut Djalil nunca chegou a ser lançado oficialmente por aqui no Brasil, mas está à disposição dos internautas em cópias no YouTube em diversas versões.

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DICA DA SEMANA: O Orfanato (2007)

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O Orfanato

Uma coisa não podemos negar, o cinema de terror espanhol é ‘classudo’. Mesmo as tosqueiras setentistas de Amando de Ossorio, as maluquices de Álex de la Iglesia ou até os found-footages frenéticos da franquia [REC], todos esses são filmes que têm a ambientação como ponto em comum. Ficaríamos falando horas sobre outros aqui.

O Orfanato (2007) é um belo exemplo disso. Um suspense de casa assombrada que se utiliza de ótimas locações para contar a sua história. Laura (Belén Rueda) volta ao imóvel que, há 30 anos, foi o lar para órfãos onde ela passou parte da infância. Agora adulta, seu plano é reabrir o local e receber novas crianças.

Com ela, estão seu marido Carlos (Fernando Cayo) e o filho Simón (Roger Príncep), de 7 anos. O problema, como você já deve estar imaginando, é que não são apenas pessoas vivas estão habitando o antigo casarão, que fica na Astúrias, no noroeste da Espanha, uma região costeira que caiu como uma luva para a produção.

Falei que a ambientação era legal, mas claro que só isso não sustentaria o filme. Precisamos dar destaque à atuação de Belén Rueda, que se entrega de corpo e alma (perdão pelo trocadilho), quando o sobrenatural dá às caras no roteiro (assinado por Sergio G. Sánchez). O filme ainda lançou J.A. Bayona para Hollywood e o diretor espanhol, hoje, comanda blockbusters como Jurassic World 2: Reino Ameaçado.

Com produção executiva de ninguém menos que Guillermo del Toro, O Orfanato bombou na época. E mesmo abordando um tema tão requentado no cinema fantástico, ganhou notoriedade pela peculiaridades da trama, algo que o distanciou de produções genéricas.

Particularmente acho que o roteiro tem uns furos aqui e ali, mas nada que o desabone. Achei meio forçado o menino lá com um saco na cabeça (tentando criar uma identidade visual para o ‘vilão’), mas entendo que esse tipo de artifício tem um objetivo comercial, então ok.

O que interessa é que O Orfanato segue relevante depois de mais de uma década e se você é assinante da Netflix ou do Amazon Prime Video, corra que o filme está nas duas plataformas.

P.S.: Quem faz uma ponta nesse filme é Edgar Vivar, o eterno Senhor Barriga do seriado mexicano Chaves.

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DICA DA SEMANA: Benção Mortal (1981)

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Benção Mortal

Sabemos que no início dos anos 80, os slashers é que reinavam no mundo do horror. E naturalmente todos queriam pegar carona no sucesso desses filmes. Um deles era o saudoso Wes Craven que ainda tentava consolidar sua carreira como diretor, mesmo tendo na bagagem filmes como “Aniversário Macabro” e “Quadrilha de Sádicos”.

Foi então que em 1981 o cineasta dirigiu “Benção Mortal” (Deadly Blessing), filme que tinha entre suas estrelas a então novata Sharon Stone em seu primeiro papel relevante. O filme na época não teve lá grande repercussão e figura entre os mais obscuros do diretor, mas isso não quer dizer que seja ruim.

Na trama acompanhamos uma jovem viúva que mora numa comunidade isolada sendo hostilizada constantemente por seus vizinhos pelo fato dela não pertencer a religião deles. Seu único contato nas redondezas são com duas vizinhas tão estranhas que são vistas quase como forasteiras.

Enquanto está sob o manto do luto, suas amigas resolvem passar um tempo com ela para que a mesma resolva o que fará da vida. Mas o que seriam dias mais leves se tornam um pesadelo quando uma série de misteriosos assassinatos acontecem. A polícia chega até a creditar os crimes a uma figura humana, mas os religiosos estão certos que os atos são obra de uma criatura demoníaca.

E embora não traga nada de novo à mesa, “Benção Mortal” coloca alguns ingredientes curiosos nessa história como o fanatismo religioso, crenças ancestrais e uma boa dose de bizarrice.

O velho Wes sabia criar um clima quando estava inspirado. As cenas de suspense são bem boas, conseguindo gerar tensão mesmo utilizando clichês da época, mas sem apelar tanto. Inclusive a famosa cena da banheira do primeiro filme de Freddy Krueger foi claramente copiada deste longa. E confesso até que me contorci de medo mais nessa primeira.

E ao contrário da maioria dos slashers, aqui as mocinhas tem um mínimo de desenvolvimento de suas personagens a ponto de torcemos para que nada aconteça a elas. As mortes não vem em grande quantidade e nem tem muito gore, ainda assim são satisfatórias na medida do possível. O elenco está bom (algo raro nesse tipo de produção) e embora Sharon Stone esteja ainda verde, dá pra notar o esforço da moça no papel da amedrontada amiga da protagonista.

Benção Mortal” está no catálogo da Amazon Prime Video e aquele tipo de filme que prende e diverte, além de servir como curiosidade para quem quiser conhecer um filme tão pouco conhecido de um diretor famoso.

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